Igreja Presbiteriana Ortodoxa dos Camarões
| Igreja Presbiteriana Ortodoxa dos Camarões | |
| Classificação | Protestante |
|---|---|
| Orientação | Reformada Continental |
| Teologia | Calvinista |
| Política | Presbiteriana |
| Área geográfica | Camarões |
| Origem | 1 de janeiro de 1967 (59 anos) Camarões |
| Separado de | Igreja Presbiteriana dos Camarões |
| Congregações | 163 (c. 1999)[1] |
| Membros | 382.933 (c. 1999)[1] |
Igreja Presbiteriana Ortodoxa dos Camarões (em francês: L'Église Presbytérienne Camerounaise Orthodoxe, EPCO) é uma denominação protestante reformada continental dos Camarões. A igreja foi formada em janeiro de 1967 por um grupo dissidente da Igreja Presbiteriana dos Camarões, sendo oficialmente registrada pelo governo camaronês em 1970.[1][2]
História
Origem e ruptura com a Igreja Presbiteriana dos Camarões
A EPCO surgiu em janeiro de 1967, quando um grupo de membros se separou da Igreja Presbiteriana dos Camarões. A principal causa da ruptura foi a adesão dessa denominação ao Conselho Mundial de Igrejas, decisão que foi rejeitada por setores internos que consideravam tal filiação teologicamente inaceitável.[1]
Esses membros dissidentes organizaram uma nova igreja sob o nome L'Église Presbytérienne Camerounaise Orthodoxe, buscando preservar uma identidade reformada que consideravam mais fiel à tradição presbiteriana clássica.[1]
Reconhecimento estatal
Após alguns anos de funcionamento informal, a denominação foi oficialmente reconhecida e registrada pelo governo dos Camarões em 1970, passando a constar entre as igrejas autorizadas por decreto presidencial.[2]
Organização e vida sinodal
A EPCO é organizada segundo o modelo presbiteriano, com presbitérios e sínodos responsáveis pela condução eclesiástica. Ao longo dos anos, a denominação realizou diversos sínodos nacionais, incluindo encontros voltados à oração pela paz e à promoção da unidade e do amor fraternal no contexto político e social camaronês.[3][4]
Em diferentes períodos, a igreja enfrentou conflitos internos relacionados à organização de seus presbitérios e sínodos, os quais chegaram a ser judicializados, envolvendo disputas de liderança e reconhecimento institucional.[5]
Atuação pública
A EPCO tem mantido presença pública por meio de cultos e eventos religiosos de caráter nacional, incluindo celebrações em apoio às autoridades do Estado e iniciativas de oração por líderes políticos, como o presidente Paul Biya.[4][6]
A denominação também tem sido mencionada em reportagens relacionadas ao seu processo de revitalização institucional e reorganização interna, especialmente em comunidades locais como Akom II.[7][8]
Estatísticas
No final da década de 1990, a Igreja Presbiteriana Ortodoxa dos Camarões possuía aproximadamente 382.933 membros distribuídos em 163 igrejas locais.[1]
Referências
- ↑ a b c d e f «L'Église Presbytérienne Camerounaise Orthodoxe». Reformiert Online. Arquivado do original em 3 de março de 2016
- ↑ a b «Liste des églises autorisées par décret présidentiel au Cameroun». Chrétiens du Monde. Consultado em 18 de dezembro de 2024
- ↑ «Église presbytérienne camerounaise orthodoxe: prière pour la paix et l'amour fraternel». Cameroon Tribune. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ a b «Église presbytérienne camerounaise orthodoxe en prière pour Paul Biya». Cameroon Tribune. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Conflit interne à l'Église presbytérienne camerounaise orthodoxe». Cameroun24. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Cameroun: Mvondo Ayolo communie avec l'Église presbytérienne camerounaise orthodoxe». Grogne d'Afrique. Consultado em 14 de janeiro de 2026
- ↑ «Cameroun: à Akom II, le réveil de l'Église presbytérienne camerounaise orthodoxe amorcé». Actu Cameroun. Consultado em 17 de novembro de 2018
- ↑ «Cameroun: Le réveil de l'Église presbytérienne camerounaise orthodoxe». AllAfrica. Consultado em 19 de novembro de 2018