Igreja Cristã em Sulawesi do Sul
| Igreja Cristã de Sulawesi do Sul | |
| |
| Classificação | Protestante |
|---|---|
| Orientação | Reformada Continental |
| Teologia | Calvinista |
| Política | Presbiteriana |
| Associações | Comunhão das Igrejas na Indonésia,[1] e Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas |
| Área geográfica | Indonésia |
| Origem | 12 de junho de 1966 (59 anos) Makassar, Sulawesi do Sul, Indonésia |
| Ramo de(o/a) | Igreja Reformada Neerlandesa |
| Congregações | 41 (2004)[2] |
| Membros | 6.555 (2004)[2] |
A Igreja Cristã de Sulawesi do Sul (em Indonésio Gereja Kristen Sulawesi Selatan, GKSS) é uma denominação reformada continental na Indonésia, com atuação predominante na província de Sulawesi do Sul. A igreja surgiu a partir de diferentes iniciativas missionárias protestantes holandesas entre os povos bugis e makassar e considera oficialmente 12 de junho de 1966 como sua data de fundação institucional.[2]
História
Primeiros contatos com o cristianismo
A metade sul de Sulawesi do Sul é tradicionalmente habitada por dois grandes grupos étnicos: os makassareses, no sudoeste, e os bugineses, no sudeste e região central. O cristianismo chegou à região pela primeira vez no século XVI, por meio da missão portuguesa. Alguns governantes locais foram batizados, mas essas iniciativas não tiveram continuidade institucional.[3]
No século XVII, o islamismo expandiu-se a partir de Makassar para o interior da região, tornando-se a religião predominante entre bugineses e makassareses.[4]
Período da VOC e das Índias Orientais Holandesas
A partir de 1667, durante o domínio da Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC), os holandeses mantiveram uma feitoria e um forte em Makassar. Nesse período, a VOC designou pastores apenas para o atendimento espiritual dos funcionários europeus, sem tentativas de evangelização da população local.
Durante a era das Índias Orientais Holandesas, a Indische Kerk manteve essa política. O governo colonial proibiu expressamente a pregação do evangelho aos nativos. Apesar disso, o linguista e teólogo Benjamin Frederik Matthes traduziu a Bíblia completa para os idiomas bugis e makassar, trabalho de grande importância para o desenvolvimento posterior do cristianismo na região.[5]
Tentativas missionárias (séculos XIX e início do XX)
Em 1851, a Nederlandsch Zendeling Genootschap (NZG) enviou missionários para Makassar, Bonthain e Bulukumba. Contudo, em 1858, o governo colonial proibiu novamente a evangelização da população nativa, forçando a retirada dos missionários.[2]
Entre 1895 e 1905, a Nederlandse Zendingsvereniging (NZV) tentou retomar o trabalho missionário, mas sem resultados significativos, sendo posteriormente transferida para Halmahera.[5]
Expansão missionária no século XX
Um avanço decisivo ocorreu na década de 1930. Em 1933, a Igreja Protestante na Indonésia estabeleceu um posto missionário em Makassar, com atuação em Maros e na Ilha Selayar. Paralelamente, a congregação europeia da Igreja Reformada em Java iniciou missão no continente, enviando o Rev. H. van den Brink, que fundou o Hospital Labuang Baji.[2]
Antes da Segunda Guerra Mundial, centenas de pessoas foram batizadas. Em 7 de janeiro de 1949, foi criado um Comitê de Ligação e Direção. Em agosto do mesmo ano, líderes locais, entre eles o Rev. Daeng Masikki, organizaram o Conselho Diretor da futura igreja regional. Em 16 de novembro de 1949, foi formada a Futura Igreja Cristã do Sul de Sulawesi.[5]
Consolidação institucional
Em 1954, a denominação passou a chamar-se Igreja Cristã Protestante Bugis-Makassar do Sul de Sulawesi. Em 1965, adotou o nome atual. A Segunda Guerra Mundial e a revolta muçulmana iniciada em 1950, que se estendeu até a década de 1960, causaram grande sofrimento às congregações.
Em 12 de junho de 1966, as congregações oriundas das diferentes missões foram oficialmente unificadas, data reconhecida como a fundação institucional da GKSS.[2]
Entre 1971 e 1973, ocorreu um movimento de conversões em massa ao cristianismo na Ilha Selayar, resultando em numerosos batismos.[5]
Doutrina
A GKSS adota uma teologia reformada, de matriz calvinista, enfatizando a autoridade das Escrituras, a centralidade de Cristo, a salvação pela graça e a vida comunitária organizada segundo princípios presbiterianos. Sua liturgia reflete um processo de contextualização, combinando elementos da tradição reformada europeia com expressões culturais locais bugis e makassar.[6]
Atuação social
A denominação mantém escolas de ensino fundamental e oferece atendimento básico de saúde em áreas isoladas de Sulawesi do Sul. Diversas fundações vinculadas à igreja desenvolvem trabalho social e comunitário.[5]
Estatísticas
Em 2004, a GKSS possuía aproximadamente 6.555 membros distribuídos em 41 igrejas.[2]
Relações intereclesiásticas
A denominação é membro da Comunhão das Igrejas na Indonésia[1] e Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas.[7]
Referências
- ↑ a b «Sinode Gereja Anggota PGI». Persekutuan Gereja-gereja di Indonesia. Consultado em 6 de setembro de 2024. Arquivado do original em 6 de setembro de 2024
- ↑ a b c d e f g «Gereja Kristen Sulawesi Selatan». Reformiert Online. Consultado em 4 de junho de 2023. Arquivado do original em 4 de junho de 2023
- ↑ «Raja Bugis Kristen di Masa Lalu». Historia.id. Consultado em 29 de dezembro de 2025
- ↑ «Sejarah Awal Masuknya Kristen ke Sulawesi Selatan». IDN Times. Consultado em 29 de dezembro de 2025
- ↑ a b c d e Wellem, F. D. (2009). Kamus Sejarah Gereja. Jacarta: BPK Gunung Mulia. ISBN 9789796871391
- ↑ «Teologi Liturgi dalam Gereja Kristen Sulawesi Selatan (GKSS)». Academia.edu. Consultado em 29 de dezembro de 2025
- ↑ «Comunhão Mundial das Igrejas Reformadas:Igrejas Membros». Consultado em 3 de maio de 2025
