Idemir Carlos Ambrósio
| Idemir Carlos Ambrósio | |
|---|---|
| Nome | Idemir Carlos Ambrósio |
| Nascimento | 26 de janeiro de 1960 |
| Pseudônimo(s) | Sombra |
| Morte | 27 de julho de 2001 |
| Nacionalidade(s) | Brasileiro |
| Ocupação | Garçom |
| Crime(s) | Assalto a banco, homicídio, formação de quadrilha, organização criminosa |
| Pena | 228 anos, quatro meses e 18 dias |
| Situação | Falecido |
Idemir Carlos Ambrósio, conhecido como Sombra (São Carlos, 26 de janeiro de 1960 – Taubaté, 27 de julho de 2001), foi um criminoso brasileiro condenado a 228 anos de prisão por assalto a banco, homicídio, formação de quadrilha e organização criminosa. Foi o primeiro preso formalmente associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).[1]
Biografia
Nascido em São Carlos, São Paulo, Ambrósio enfrentou castigos físicos na infância, como ser forçado a apagar brasas descalço ou ser amarrado a uma árvore.[1] Trabalhou como garçom e desenvolveu interesse por armas, praticando tiros em casa.[1]
Carreira criminosa
Iniciou no crime com furtos em São Carlos, abandonando o emprego de garçom para cometer assaltos a bancos, ganhando o apelido "Sombra" por sua habilidade estratégica.[2] Preso várias vezes, escapou em algumas ocasiões. Em 1989, participou de um assalto frustrado ao Banco América do Sul, com a morte de um vigia, e, meses depois, de um assalto bem-sucedido ao Banco Nacional.[1] Em 1990, foi preso definitivamente pelo Deic em São Paulo.
Associação com o PCC
Em 1993, após uma infração em Avaré, foi transferido para a Casa de Custódia de Taubaté, onde conheceu César Augusto Roriz Silva. Discutiram o Massacre do Carandiru e, em 31 de agosto, fundaram o PCC, com Ambrósio como o primeiro associado formal.[1] Nos presídios, usava diálogo para recrutar membros.
Rebelião de 2001
Em 18 de fevereiro de 2001, coordenou uma rebelião em 29 presídios paulistas, com 27.300 detentos envolvidos, 19 mortes e 22 policiais feridos, em resposta à transferência de líderes do PCC.[3]
Morte
Em 27 de julho de 2001, na Casa de Custódia de Taubaté, foi assassinado por detentos liderados por Vinicius Brasil Nascimento, com barras de ferro e enforcamento, devido à execução não autorizada de um traficante.[4] O PCC decretou luto de sete dias. Seu corpo foi enterrado em 28 de julho no Cemitério de Vila Alpina, com homenagens do PCC.[1]
Ver também
Referências
- ↑ a b c d e f «Josmar Jozino - Sombra, o primeiro batizado no PCC». Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - O poder do crime: Líder do PCC ganha neta em São Carlos - 04/03/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ «A maior rebelião da história». Estadão. Consultado em 9 de outubro de 2025
- ↑ «Folha de S.Paulo - Sistema prisional: PCC racha e mata um de seus fundadores - 28/07/2001». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 9 de outubro de 2025