Hypanus americanus
Hypanus americanus
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||
![]() Quase ameaçada (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Hypanus americanus (Hildebrand [en] & Schroeder, 1928) | |||||||||||||||||
| Distribuição geográfica | |||||||||||||||||
![]() Área de distribuição de Hypanus americanus
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| Sinónimos | |||||||||||||||||
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Hypanus americanus é uma arraia encontrada em águas tropicais e subtropicais do Oceano Atlântico Ocidental, desde Nova Jersey até o sul do Brasil.[2] Possui um disco achatado em forma de diamante, com a superfície dorsal de coloração marrom-lodosa, oliva ou acinzentada, e a face ventral branca.[3] O ferrão presente na cauda é serrilhado e recoberto por um muco venenoso, utilizado como mecanismo de defesa.
Descrição


A arraia é adaptada à vida no fundo do mar. Seu corpo achatado e em forma de diamante é mais anguloso do que o de outras espécies de arraias.[4] A coloração da parte superior do corpo varia entre marrom-oliva e verde nos adultos, enquanto nos filhotes tende ao cinza-escuro; a parte inferior é branca.[4][5] As nadadeiras peitorais, em forma de asas, são utilizadas para a locomoção sobre o fundo do oceano, enquanto a cauda longa e delgada apresenta, em sua base, um espinho longo, serrilhado e venenoso, empregado na defesa.[6] Esses espinhos não são fatais para seres humanos, mas podem causar dor intensa se alguém pisar neles. Os olhos localizam-se na parte superior da cabeça, juntamente com pequenas aberturas denominadas espiráculos. A posição dos espiráculos permite que a arraia aspire água enquanto permanece sobre o fundo do mar ou parcialmente enterrada no sedimento. A água entra pelos espiráculos e sai pelas aberturas das brânquias, contornando a boca, que se encontra na face inferior do corpo.[4][6] As fêmeas podem atingir até cerca de 150 cm de largura do disco, enquanto os machos, menores, alcançam aproximadamente 67 cm.[7][8]
Comportamento
As arraias são predadoras noturnas, que borrifam água pela boca ou batem vigorosamente as nadadeiras para agitar o substrato e expor presas ocultas. Essa espécie bentônica é frequentemente encontrada de forma solitária ou em pares, podendo atingir densidades populacionais estimadas em até cerca de 245 indivíduos por quilômetro quadrado em determinados sistemas rasos considerados áreas de berçário.[9] Hypanus americanus apresenta uma locomoção ondulatória por meio das nadadeiras peitorais. Esse tipo de movimento é fundamental para a espécie, pois possibilita a fuga de predadores, a busca eficiente por alimento e a realização de manobras rápidas. Em geral, percorrem grandes distâncias e utilizam áreas extensas para forrageamento. Um estudo observou que H. americanus tende a nadar acompanhando as marés, devido à maior disponibilidade de alimento nessas condições. Essa estratégia é possível graças à elevada manobrabilidade e à eficiente locomoção ondulatória. Os indivíduos podem permanecer solitários ou formar grupos, os quais são geralmente observados durante o acasalamento, para proteção contra predadores ou mesmo durante o repouso.[10][11][12][13][14]
Forrageamento

Ao analisarem o conteúdo estomacal de um exemplar de Hypanus americanus, cientistas encontraram evidências de uma grande variedade de presas ingeridas, incluindo pequenos peixes, vermes, crustáceos e bivalves.[15] Conforme mencionado anteriormente, H. americanus é uma nadadora suave e eficiente, o que lhe permite capturar tanto presas móveis quanto sésseis. Trata-se de uma espécie oportunista, com hábito de forrageamento contínuo.[16]
Predação

Para evitar predadores, Hypanus americanus enterra-se no substrato. Os espinhos venenosos da cauda são utilizados para repelir ameaças, incluindo seres humanos e o tubarão-martelo-panã.[17][18]
Papéis nos ecossistemas
Em águas rasas, observa-se uma relação de comensalismo durante o forrageamento entre Hypanus americanus e o corvo-marinho-de-orelhas em áreas costeiras, como no Golfo do México. Ao buscar alimento, a arraia agita o substrato, o que acaba expondo outros peixes ocultos, que então são capturados pelas aves que a seguem.[19][20][21][22][23][24]
Reprodução

Hypanus americanus é ovovivípara. Os ovos fecundados desenvolvem-se no interior do corpo da fêmea. Inicialmente, os embriões recebem nutrientes da vesícula vitelina; após sua absorção, passam a obter nutrientes do histótrofo (o “leite uterino” da mãe). As fêmeas se reproduzem anualmente, dando à luz filhotes vivos após um período de gestação que normalmente dura entre sete e oito meses.[25] O cuidado parental cessa após o nascimento. Em cativeiro, a gestação variou entre 135 e 226 dias, resultando no nascimento de duas a dez crias por ninhada.[7]
Há pouco conhecimento ou evidência publicada sobre os sistemas de acasalamento de H. americanus. Encontros de acasalamento na natureza são raros. Um estudo, contudo, apresenta observações detalhadas do comportamento reprodutivo da espécie, envolvendo uma fêmea copulando com dois machos. O trabalho descreve que a fêmea foi perseguida pelos machos, sendo que um deles mordeu (ou “agarrou”) a nadadeira da fêmea, liberando-a após a cópula. As fêmeas têm a capacidade de acasalar novamente pouco tempo após o parto.[26]
Maturidade sexual e tipo de berçário
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A localização geográfica exerce forte influência sobre a idade de maturidade sexual. Observações provenientes de estudos do comportamento reprodutivo de Hypanus americanus realizados em agosto em Bimini, Bahamas, e no início de setembro em Grande Caimã, nas Ilhas Cayman, indicam variações regionais. Um estudo demonstrou que, em cativeiro, as fêmeas foram consideradas sexualmente maduras quando engravidaram, por volta dos cinco ou seis anos de idade, enquanto machos com três ou quatro anos já eram considerados maduros. Também há diferenças na frequência reprodutiva conforme o ambiente: fêmeas criadas em cativeiro reproduzem-se duas vezes por ano, enquanto aquelas em ambientes naturais reproduzem-se uma vez ao ano. Além disso, existe correlação positiva entre o tamanho da fêmea e o número de filhotes.[26] Há distinção entre os berçários utilizados pelos filhotes de H. americanus: os berçários primários e secundários. O berçário primário é definido como o habitat onde a fêmea dá à luz, enquanto o berçário secundário corresponde às áreas onde os filhotes se desenvolvem até atingir a maturidade. Pouco se sabe sobre a localização exata desses berçários e sobre as migrações entre eles. Um exemplo de berçário primário ocorre em Belize, onde fêmeas de H. americanus realizam visitas sazonais para acasalamento e parto. Em um estudo, filhotes foram capturados em profundidades entre 10 e 20 metros, sobre recifes rochosos próximos, durante os meses de maio, novembro e dezembro; esse local foi interpretado como um berçário secundário.[7][27]
Comunicação
Estudos sobre Hypanus americanus indicam que a espécie se comunica por meio de feromônios. Os machos interagem com as fêmeas antes da cópula tocando-as e mordendo-as. Após o parto, a fêmea libera feromônios que provavelmente são produzidos na cloaca; um estudo relatou que o nascimento dos filhotes atraiu machos. Como a fêmea é capaz de acasalar novamente pouco tempo após o parto, é plausível que esses compostos atuem como feromônios sexuais. O uso de feromônios é coerente com o fato de H. americanus possuir um olfato altamente desenvolvido. A espécie apresenta numerosas ampolas de Lorenzini, geralmente concentradas ao redor da cabeça, o que também lhe confere a capacidade de detectar campos elétricos emitidos por presas ocultas. Além disso, dispõe de mecanismos especializados para perceber vibrações na água e para a audição.[26][28]
Interação com humanos

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Em muitas áreas do Caribe, como Grande Caimã, nas Ilhas Cayman, e Antígua, Hypanus americanus nada junto a mergulhadores e praticantes de snorkel, sendo alimentada manualmente em locais como Stingray City [en] e Sandbar.[13] Nas Ilhas Turcas e Caicos, elas podem ser alimentadas manualmente em um local conhecido como Gibbs Cay. Alguns indivíduos tornaram-se suficientemente dóceis a ponto de serem segurados nos braços dos visitantes e alimentados com pedaços de peixe. Esse comportamento dócil, reforçado pela oferta de alimento, levou muitos moradores locais a comparar essas arraias, alimentadas à mão e acariciadas, a cães domésticos superalimentados. Há, contudo, preocupações de que essa prática de alimentação e o elevado nível de interação com humanos possam causar impactos negativos sobre o comportamento e a ecologia da espécie.[29]
A arraia pode ocasionalmente integrar o comércio de aquários. Apesar de relativamente resistente, sua manutenção não é recomendada, pois requer sistemas de grande porte, com capacidade aproximada de 4.200 galões, além de predar qualquer peixe ou invertebrado que consiga capturar.[30] A espécie também é mantida em aquários públicos e parques temáticos animais, como o Six Flags Discovery Kingdom em Vallejo, na Califórnia, e o Aquário de Long Island [en] em Riverhead, Nova Iorque, onde os visitantes podem tocar as arraias em tanques.[31][32] Em aquários públicos, já foram observadas fêmeas mordendo umas às outras nas bordas das nadadeiras. Também há registros de reprodução ocorrendo em grandes aquários públicos.[30]
Galeria
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Hypanus americanus em Bonaire. -
Várias arraias Hypanus americanus nadando em Grande Caimã. -
Hypanus americanus repousando sob uma camada de areia na Costa Rica. -
Hypanus americanus no Georgia Aquarium em Atlanta. -
Hypanus americanus descansando próxima a afloramentos rochosos na Ilha de San Salvador. -
![Hypanus americanus acompanhada por um peixe Elagatis bipinnulata [en] em Anegada.](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Dasyatis_americana_anegada.jpg)
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![Hypanus americanus nadando sobre um prado de Thalassia testudinum [en] em Caye Caulker, Belize.](./_assets_/0c70a452f799bfe840676ee341124611/Southern_Stingray_(Dasyatis_americana)_(36644323776).jpg)
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Face ventral de uma arraia Hypanus americanus junto a algumas guaiubas (Ocyurus chrysurus).
Referências
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