Hospedaria de imigrantes de Santos

Hospedaria de Imigrantes
História
Período de construção
1912
Arquitetura
Estatuto patrimonial
bem tombado pela CONDEPASA (d) ()
Localização
Localização
Rua Silva Jardim, nº 95 Santos
Localização
Coordenadas

Embora a Hospedaria de imigrantes de Santos tenha sido idealizada para receber os imigrantes estrangeiros que chegavam ao Porto de Santos, o prédio nunca foi utilizado com essa finalidade. Na época de sua construção o fluxo migratório diminuíra, sendo os imigrantes diretamente conduzidos à se(c)ção competente, em São Paulo, para quarentena. Desde então, o prédio teve diferentes finalidades, como depósito de milho, café e banana e também já abrigou empresas de conserto de navios. Ele foi tombado em 1998 como patrimônio histórico e, desde que ficou desocupado, se tornou símbolo de abandono.[1]

A construção teve origem no projeto do arquiteto Nicolau Spagnolo, que não foi integralmente obedecido. Eclético, com muitas características neocoloniais, utiliza a linguagem clássica na cornija central e no frontão com volutas da entrada principal. Foi construído num único corpo de estrutura, com tesouras metálicas, dispondo de torres na fachada principal e na esquina em ângulo chanfrado, com janelas preenchidas com tijolo.

Inscrito num retângulo de 110 x 87 m, compõe-se de duas alas distintas que formam um pátio central. São ligadas no pavimento térreo - com 6,20 m de pé direito - através do que seriam a cozinha e seus anexos. No andar superior, cujo pé direito tem 7 m e onde ficariam os dormitórios, elas são unidas por larga varanda, apoiada em pilar.

A entrada dos imigrantes seria pelo lado do cais, onde haveria um portão de ferro atravessado pela linha férrea, servida por vagões que trariam os passageiros desde o porto.

Datado de 1912, o prédio acabou sendo utilizado como armazém de café, depósito da Cooperativa dos Bananicultores e pátio de contêineres. Houve estudos para ocupação do espaço com empreendimento vinculado ao turismo de negócios.

Em agosto de 2005[2], a localidade chegou a ser cogitada para ser um campus da Unifesp na Baixada Santista, o que acabou por não se concretizar. No começo de Agosto de 2011[3], teve confirmação como extensão do Centro Paula Souza, a Fatec Rubens Lara, com o curso de Petróleo e Gás entre outros datados para 2012 ou além, mediante uma reforma de mais 25 milhões de reais.

Em 2012, a destinação do imóvel à Fatec foi anunciada e, três anos depois, um edital de licitação para reparo foi anunciado pela prefeitura de Santos. O investimento estimado na época era de R$ 70 milhões por parte do Governo do Estado. As obras deveriam começar ainda naquele ano e com previsão de término em três anos.

Desde então, o Centro Paula Souza (CPS), responsável pela faculdade, chegou a elaborar projetos para garantir a restauração, mas o investimento não saiu do papel. Um dos impasses envolve o solo do imóvel, que está contaminado por óleo combustível. Segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a correção é de responsabilidade da faculdade, atual proprietária do imóvel. Em nota, o CPS se limitou a dizer que a contaminação terá de ser avaliada e que não havia previsão financeira para investir no imóvel em 2019[1].

Referências

Ligações externas