Holy Land (álbum)

Holy Land
Álbum de estúdio de Angra
Lançamento23 de Março de 1996
GravaçãoHansen Studio, Hamburgo
Big House Studios Hanôver
HG Studio, Wolfsburg
Vox Klangstudio, Bendestorf (vocal, piano e órgão)
Djembe Studio, São Paulo (convidados)
1995-1996
Gênero(s)Power metal, folk metal, metal progressivo
Duração56:59
Gravadora(s)JVC Victor/Paradoxx Music/Gravadora Eldorado
ProduçãoCharlie Bauerfeind e Sascha Paeth
Cronologia de Angra

Holy Land é o segundo álbum da banda brasileira de heavy metal Angra. Ele é um álbum conceitual cujo tema é centrado nas terras brasileiras da época de sua descoberta no século 16, sob uma perspectiva europeia, como ilustrado na arte que acompanha o disco do álbum. Quando totalmente aberto, o encarte da capa revela ser um antigo mapa-mundi.[1]

Após adotar uma sonoridade mais europeia em seu álbum de estreia, Angels Cry, devido à influência do produtor alemão Charlie Bauerfeind[2], o Holy Land assume uma abordagem mais brasileira, misturando ritmos afro-brasileiros com música clássica e heavy metal tradicional.

Holy Land repetiu o sucesso comercial do seu antecessor no Brasil e Japão, sendo que neste último mercado o álbum conquistou novamente um disco de ouro por cem mil cópias vendidas.[3] Aclamado pela crítica, o álbum é considerado como uma obra-prima do metal nacional.[4]

Produção

O álbum foi composto em 1995, ao longo de três meses, numa fazenda na cidade de Tapiraí (SP),[5] onde a banda se isolou para criar todo o repertório, que foi finalizado num sítio do baterista Ricardo Confessori,[6] para quem este álbum marcou sua estreia em estúdio com a banda.[7]

As gravações começaram em meados de 1995 e duraram até o início de 1996. Cinco estúdios foram utilizados: os instrumentos principais foram gravados no Hansen Studios (Hamburgo), Big House (Hanôver) e HG Studio (Wolfsburg), todos na Alemanha; as sobreposições com instrumentos brasileiros (percussão, flauta, viola, berimbau, baixo acústico, coros) foram gravadas no Djembe Studio, em São Paulo, entre agosto e outubro de 1995.[8]

A produção ficou a cargo dos alemães Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth, com Bauerfeind também responsável pela engenharia de som e mixagem, que ocorreram em janeiro de 1996 nos estúdios Vox Klang e Hansen.[9]

Temas musicais

A faixa de abertura, "Crossing", apresenta uma versão de "O Crux Ave", de Giovanni Pierluigi da Palestrina.[10] As canções seguintes abordam a vida na "Terra Santa" antes da colonização portuguesa e as subsequentes mudanças pelas quais o Brasil passou após a chegada dos portugueses.

Segundo o baterista Ricardo Confessori, a faixa "Nothing To Say" foi desenvolvida a partir de um riff de bateria que ele criou por volta de 1994 em uma pequena propriedade rural pertencente ao guitarrista Rafael Bittencourt. Seus companheiros de banda o ouviram e logo se juntaram para criar o restante da música, incluindo o riff de abertura de apenas uma nota.[11] Ela se tornou uma das canções mais aclamadas da banda, ditando o som de todo o álbum.

A faixa-título "Holy Land" contém muitas influências indígenas e folclóricas da música brasileira, mas também inclui arranjos clássicos que simbolizam a Europa da época.

Faixas

N.º TítuloLetrasMúsica Duração
1. "Crossing"  (Instrumental)Giovanni Pierluigi da Palestrina 01:57
2. "Nothing To Say"  Andre MatosMatos, Kiko Loureiro, Ricardo Confessori 06:24
3. "Silence and Distance"  MatosMatos, Loureiro 05:35
4. "Carolina IV"  Matos, Rafael BittencourtBittencourt, Loureiro, Matos, Confessori, Luís Mariutti 10:37
5. "Holy Land"  MatosMatos 06:28
6. "The Shaman"  MatosMatos 05:25
7. "Make Believe"  BittencourtBittencourt, Matos 05:55
8. "Z.I.T.O."  BittencourtBittencourt, Loureiro, Matos 06:06
9. "Deep Blue"  MatosMatos 05:50
10. "Lullaby For Lucifer"  BittencourtLoureiro, Bittencourt 02:42
Duração total:
56:59
Faixa bônus da edição japonesa
N.º TítuloLetrasMúsica Duração
11. "Queen Of The Night"  BittencourtBittencourt 04:37
Duração total:
61:36

Créditos

Angra
Convidados
  • Vocal contralto – Mônica Thiele
  • Vocal soprano – Celeste Gattai
  • Vocal baixo – Reginaldo Gomes
  • Regente – Naomi Munakata
  • Coral – Grupo Vocal Farrambamba
  • Computador, programação de teclados, e arranjos orquestrais – Sascha Paeth
  • Flauta – Paulo Bento
  • Cordas (berimbau) – Pixu Flores
  • Viola – Ricardo Kubala
  • Apito, tamborim e efeitos de percussão – Castora
  • Contrabaixo – Holger Stonjek

Informações de gravação

  • Gravado no Hansen Studios em Hamburgo, Big House Studios em Hanôver e HG Studio em Wolfsburg, Alemanha, 1995.
  • Gravações de vocal, piano e órgão realizadas no Vox Klangstudio, Bendestorf, Alemanha, 1995-1996.
  • Mixado por Charlie Bauerfeind no Vox Klang Studio e Hansen Studios, Janeiro de 1996.
  • Engenharia de som por Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth.
  • Peças de percussão brasileira e latina e produção de percussão (congas, djembê, timbales, claves, triângulo, repinique, tom-tom) por Tuto Ferraz.
  • Todas as participações especiais foram gravadas no Djembe Studio, em São Paulo, entre agosto e outubro de 1995.
  • O solo de flauta em "Carolina IV" é uma citação/variação de "Bebê", um tema de Hermeto Pascoal.
  • Trechos e sons de Taiko na faixa 5, retirados do álbum "Ondekoza New".
  • Fala e sons em "The Shaman" retirados do álbum "Música Popular do Norte n°4".

Crítica

Críticas profissionais
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
All Music Guide 4 de 5 estrelas. [12]
Sputnikmusic 5.0/5.0 [13]

Holy Land é amplamente aclamado, com o álbum sendo considerado até hoje uma obra-prima do metal nacional e internacional.

O site Roadie Metal enfatizou que Holy Land se tornou um clássico do metal nacional, mesclando metal, percussão brasileira e dando ao Angra o status de um dos maiores representantes do gênero.[14]

O Sputnikmusic descreveu Holy Land como "um álbum ambicioso" que "nunca deixa de atingir seu objetivo", combinando interlúdios clássicos, vocais potentes e elementos folk de uma forma intrigante, tornando-o "indispensável" para fãs de power metal, metal progressivo ou folk metal.[15]

Desempenho nas paradas musicais

Parada musical Melhor
posição
 Japão - Oricon Total Albums Sales[16] 17
Certificações
País Certificação Vendas
Japão Ouro[17] 100,000

Referências