Cavalo-marinho-patagônico

Cavalo-marinho-patagônico
CITES Appendix II (CITES)[2]
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Syngnathiformes
Família: Syngnathidae
Gênero: Hippocampus
Espécies:
H. patagonicus
Nome binomial
Hippocampus patagonicus
Piacentino & Luzzatto, 2004

O cavalo-marinho-patagônico (Hippocampus patagonicus), é uma espécie de peixe-ósseo do gênero Hippocampus e pertence á família Syngathidae, é uma das três espécies de cavalos-marinho que podem ser encontrados no Brasil e no Atlântico Sul Ocidental.[3] É uma espécie monogâmica (possui um único parceiro(a) na vida). A espécie foi descoberta em 2004 por Piacentino e Luzzatto.

Biologia

Habitat e sistema defensivo

Como todos os cavalos-marinho, vivem em águas rasas e prados marinho. Quando se sente ameaçado, o cavalo-marinho-patagônico muda de cor e se camufla no meio das algas, corais e esponjas.

Alimentação

Uma análises de conteúdo estomacal revelou que essa espécie é um predador zooplanctófago, que faz uso principalmente de recursos bênticos e demersais do zooplanctôn. Os crustáceos anfípodes foram os principais itens consumidos. A incorporação de um amplo espectro de presas indica que a espécie é eurifágica, podendo ser descrita como carnívoro generalista, e importante na estruturação de representantes da fauna bêntica e demersal. O conhecimento tradicional das comunidades pesqueiras artesanais foi obtido através de entrevistas realizadas junto a comunidades pesqueiras de pequena e média escala de Cananéia (São Paulo), Paranaguá e Guaratuba (Paraná), e São Francisco do Sul (Santa Catarina).[4]

Distribuição

O cavalo-marinho-patagônico possui a sua distribuição nativa no sul do Brasil,[4] Argentina e Patagônia.[5]

Possível exportação para Hong Kong

O Brasil está entre os principais países fornecedores de cavalos-marinho para a utilização na aquariofilia. Em 2001, o Brasil exportou para Hong Kong aproximadamente 110.000 e 220.000 espécimes de cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus reidi) e cavalo-marinho-focinho-curto (Hippocampus erectus), possivelmente o cavalo-marinho-patagônico esteve no meio, pois são quase idênticos ao cavalo-marinho-de-focinho-curto.[3]

Referências

  1. Wei, Jazmine; Estalles, Maria Lourdes; Pollom, Riley A.; Luzzatto, Diego (2017). «Hippocampus patagonicus». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2017: e.T195100A54909767. doi:10.2305/IUCN.UK.2017-3.RLTS.T195100A54909767.enAcessível livremente. Consultado em 20 de novembro de 2021 
  2. «Appendices | CITES». cites.org. Consultado em 14 de janeiro de 2022 
  3. a b «Curiosidade sobre cavalos-marinhos». Biologia para Biólogos. 28 de junho de 2019. Consultado em 11 de novembro de 2020 
  4. a b Pereira, Luci Fátima (2016). «Ecologia alimentar de hippocampus patagonicus Piacentino & Luzzatto, 2004 e a conservação de cavalos-marinhos (Teleostei : Syngnathidae) no Sul do Brasil». Consultado em 11 de novembro de 2020 
  5. «Hippocampus patagonicus». www.fishbase.de. Consultado em 11 de novembro de 2020