Hiperprolactinemia
Hiperprolactinemia (português brasileiro) ou Hiperprolactinémia (português europeu) é o excesso de produção de prolactina (hormônio responsável pela produção do leite). Pode ser classificado em microprolactina e macroprolactina. Geralmente está relacionada a causas medicamentosas como uso de antidepressivos ou um tumor benigno na hipófise, que pode ser eliminado através de remédios. Para verificar se há ou não um adenoma na hipófise (um tumor benigno) é necessário fazer uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada da sela túrcica, situada no crânio. Mesmo que o resultado do exame seja positivo, não é grave, pois pode ser tratado através de remédios e acompanhamento médico, geralmente com um endocrinologista.
Esses tumores benignos da glândula hipófise (ou pituitária) que secretam prolactina são chamados de prolactinomas e não possuem causa bem definida, sendo mutações isoladas de células hipofisárias normais, provavelmente associadas a mutações transmitidas hereditariamente e desencadeadas por fatores externos ou internos, como por exemplo fatores emocionais.
Em alguns casos, pode envolver a ocorrência do mesmo adenoma na mesma família ou estarem associados a adenomatoses endócrinas múltiplas. Nesses casos os pacientes podem exibir tumores funcionantes de paratireóide, pâncreas e supra-renais.
As consequências desse distúrbio no homem são severas, porquanto, sendo um hormônio de prevalência feminina, na formação do leite materno, o distúrbio provoca um choque com a produção de testosterona, inibindo a produção daquele hormônio e vindo a causar, assim, diminuição da libido, irritação, fraqueza muscular e comprometimento da ereção. O tratamento é medicamentoso.
Também pode ser resultado da tomada de medicação de alguns fármacos, como alguns antipsicóticos.