Herschel Grynszpan

Herschel Grynszpan
Ο Έρσελ Γκρίνσπαν μετά τη σύλληψή του (1938)
Nascimento28 de março de 1921
Hanôver
Morte1944 (22–23 anos)
ResidênciaHanôver
CidadaniaPolónia
Ocupaçãomembro da resistência

Herschel Grynszpan (Hanôver, 28 de março de 1921 – Hanôver, 1942)[1] foi um judeu polonês/polaco radical e revolucionário que cresceu na República de Weimar e aos 17 anos atirou no terceiro secretário da embaixada alemã, Ernst vom Rath, em Paris, em um ato semelhante a Gavrilo Princip. No dia 9 de novembro de 1938 a morte de vom Rath seria a desculpa usada para o pogrom Noite dos Cristais. [2]

Herschel Grynszpan nasceu em Hanôver filho de Sendel e Rifka Grynszpan um casal de judeus poloneses. A familia tinha meios modestos e Sendel trabalhava como alfaiate. Herschel era o filho caçula e um dos três a sobreviveram( os outros eram seu irmão Markus e a irmã Esther Beile, também chamada Bertha). Inicialmente, Herschel estudou em uma escola pública em Hanôver, mas em maio de 1935 foi para Yeshiva de Frankfurt am Main com o objetivo de aprender a cultura judaica e hebraico. [3]

Em 1938, uma série de eventos históricos ocorreram na Europa, levando a uma revisão do sistema de Versalhes de tratados que encerraram a Primeira Guerra Mundial. O primeiro é o Anschluss, seguido da Ocupação alemã da Checoslováquia e do Acordo de Munique. A Primeira Arbitragem de Viena acontece no dia 2 de novembro de 1938. Tudo acontece graças à chamada política de apaziguamento. E no momento em que as críticas a essa política caíam, o judeu radical executou o assassinato, que por enquanto provocou a reação de simpatia exatamente oposta ao político de Hitler e desamarrou as mãos do Führer para a continuação de sua política.[4]

Na manhã de segunda-feira, 7 de novembro de 1938, comprou um revólver e uma caixa de balas, depois dirigiu-se para a embaixada alemã e pediu para ver um responsável pela embaixada. Após ser levado para o gabinete de Ernst vom Rath, Grynszpan disparou cinco tiros contra Vom Rath, dois dos quais o atingiram no abdómen. Vom Rath era um diplomata do Ministérios das Relações Exteriores que tinha tinha uma opinião anti-nazi, por causa do tratamento que os nazis davam aos judeus, e estava sob a investigação da Gestapo por ser politicamente pouco confiável.[5] Grynszpan não tentou escapar da polícia francesa e confessou livremente os disparos. No seu bolso, tinha um postal para a sua família com a mensagem: "Que Deus me perdoe ... Tenho que protestar assim para que todo o mundo ouça o meu protesto, e que o vou fazer."

Durante a Batalha de França, Herschel Grynszpan foi capturado pela Gestapo e transferido para um campo de concentração em território alemão. Os planos eram de que, após o fim da Segunda Guerra Mundial, com sua presença no banco dos réus, fosse realizado um julgamento criminal mundial semelhante ao ocorrido após o Incêndio do Reichstag para provar a conspiração judaica contra a Alemanha e a culpa de atear fogo à Segunda Guerra Mundial. O resultado da Segunda Guerra Mundial frustrou esse plano, e Herschel Grynszpan morreu em um campo de concentração alemão.[6]

Ver também

Referências

  1. «Foto de Herschel Grynszpan Após Sua Detenção pelas Autoridades Francesas | Enciclopédia do Holocausto». encyclopedia.ushmm.org. Consultado em 5 de maio de 2024. Cópia arquivada em 21 de março de 2019 
  2. Gilbert, Martin (2006). A Noite dos Cristais. Rio de Janeiro: Ediouro. p. 23. ISBN 8500020458 
  3. Doscher, Hans-Jurgen (2000). Reichskristallnacht - Die Novemberpogrome 1938. Berlim: Propylaen Taschenbuch. pp. 63–64. ISBN 3612267531 
  4. «Herschel Grynszpan». www.auschwitz.dk (em inglês). Cópia arquivada em 14 de novembro de 2023 
  5. William L. Shirer, The Rise And Fall Of The Third Reich, p. 430.
  6. Steinweis, Alan "The Trials of Herschel Grynszpan: Anti-Jewish Policy and German Propaganda, 1938-1942", Volume 31, Edição 3, outubro de 2008, página 476.