Henri Breuil

Henri Breuil
Nascimento
Morte
14 de agosto de 1961 (84 anos)

L’Isle-Adam, Val-d'Oise
Nacionalidadefrancês
PrémiosMedalha Daniel Giraud Elliot (1924), Medalha Albrecht Penck (1958)
Carreira científica
Campo(s)arqueologia

Henri Édouard Prosper Breuil (Mortain, 28 de fevereiro de 1877 — L’Isle-Adam, Val-d'Oise, 14 de agosto de 1961) foi um arqueólogo, etnólogo e geólogo francês. É conhecido por seu trabalho com arte rupestre e era considerado perito no assunto devido a seus estudos em Lascaux.

O Prof. Breuil é considerado um dos homens que mais influíram no ressurgimento dos estudos pré-históricos espanhóis. Realizou demoradas excursões através das províncias espanholas e descobriu inúmeros monumentos de arte rupestre[1]. O seu nome consta na lista de nomes de colaboradores da revista Terra portuguesa [2] (1916-1927).

Numa visita ao Museu Britânico em 1904, foi o primeiro a reparar que as duas peças pré-históricas de Swimming Reindeer, esculpidas a partir de uma presa de mamute que representa duas renas a nado constituíam, na verdade, uma só peça escultórica.[3]

Biografia

Foi considerado como um dos mais eminentes arqueólogos do seu período, principalmente na investigação pré-histórica, tendo sido o autor de estudos sobre as cavernas de Lascaux e de Altamira.[4] Trabalhou em sítios arqueológicos em França, na África do Sul e em Portugal, tendo estado neste último país em diversas ocasiões, principalmente a convite do Centro de Estudos de Etnologia do Ultramar.[4] Nesta instituição, foi professor e colaborou com o director nos estudos sobre gravuras rupestres de Angola e materiais líticos de Timor.[4]

Na década de 1910 fez pesquisas em Monsanto, tendo sido um dos pioneiros no estudo dos materiais paleolíticos encontrados naquela área.[5] Voltou a fazer trabalhos arqueológicos em Monsanto durante a sua estadia em Portugal, entre 1941 e 1942, em colaboração com Georges Zbyszewski.[5]

Foi membro de várias instituições culturais, científicas e de ensino, tanto em França como noutros países, incluindo da Academia das Ciências e da Sociedade de Geografia de Lisboa.[4]

Escreveu vários artigos científicos sobre Portugal, incluindo o Impressions de voyage paléolithique à Lisbonne e La roche peinte de Valdejunco à la Esperança, près Arronches (Portalegre), ambos publicados na revista Terra portuguesa.[6][7]

Faleceu em 1961, na França.[4]

Referências

  1. Terra portuguesa : revista ilustrada de arqueologia artistica e etnografia N.º13-14, Fevereiro e Março de 1917, pág. 45.
  2. Alda Anastácio (30 de outubro de 2017). «Ficha histórica:Terra portuguesa : revista ilustrada de arqueologia artística e etnografia (1916-1927)» (pdf). Hemeroteca Municipal de Lisboa. Consultado em 13 de dezembro de 2017 
  3. «The Swimming Reindeer (Circa 11,000 BCE)» (em inglês). historyofinformation.com. Consultado em 14 de maio de 2015 
  4. a b c d e «Necrologia». Revista Municipal de Lisboa. Ano 49 (26). Lisboa. 1988. p. 14. Consultado em 30 de Julho de 2025 – via Casa Comum / Fundação Mário Soares 
  5. a b ZBYZEWSKI, Georges; CARDOSO, João Luís (18 de Agosto de 1961). «Três estações Paleolíticas da serra de Monsanto» (PDF). Diário de Lisboa. Ano 41 (13894). Lisboa. p. 6. Consultado em 30 de Julho de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  6. «Impressions de voyage paléolithique à Lisbonne». Terra portuguesa. Ano 3 (27-28). Lisboa. 1918. p. 34-38. Consultado em 30 de Julho de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 
  7. «La roche peinte de Valdejunco à la Esperança, près Arronches (Portalegre)». Terra portuguesa. Ano 2 (13-14). Lisboa. 1918. p. 17-26. Consultado em 30 de Julho de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa 

Bibliografia

  • HELENO, Manuel.«O Professor Henri Breuil» (PDF) . In O Archeologo Português. Lisboa, Museu Ethnographico Português. Nova série, vol. 3 (1956), p. 239-246. (Consultado em 14 de Março de 2010)

Ver também

Ligações externas