Hemiodus parnaguae
Hemiodus parnaguae
| |||||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Espécime taxidermizado | |||||||||||||||||
![]()
Desenho de 1916
| |||||||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||
| |||||||||||||||||
| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916 | |||||||||||||||||
| Sinónimos[2][3] | |||||||||||||||||
| |||||||||||||||||
Hemiodus parnaguae, popularmente conhecida como voador,[4] avoador e doirado,[5] é um peixe da família dos hemiodontídeos (Hemiodontidae).[3] Foi descrito por Carl H. Eigenmann & Arthur Wilbur Henn em 1916.[2] É encontrado na América do Sul, na Amazônia.
Etimologia
O nome genérico Hemiodus deriva do grego hemi- (ἡμι-), "meio, metade", e odoús (genitivo: odóntos) (ὀδούς (ὀδόντος)), "dente".[6]
Descrição
Hemiodus parnaguae alcança até 14,6 centímetros de comprimento padrão em machos.[5]
Distribuição e habitat
Hemiodus parnaguae é conhecida na bacia do rio Parnaíba, abrangendo os estados do Maranhão, Pará, Piauí e Ceará, nos biomas da Amazônia, Caatinga e Cerrado. Sua localidade-tipo é a lagoa de Parnaguá, no Piauí. Registros adicionais nas bacias dos rios Mearim e Gurupi ainda carecem de confirmação taxonômica.[5] Seu habitat são águas doces subtropicais.[6]
Ecologia
Hemiodus parnaguae tem reprodução ovípara, com emparelhamento distinto. Seu estilo de vida é bentopelágico.[6] Barbosa et al. (2007), ao analisarem o conteúdo estomacal de 52 espécimes no reservatório de Boa Esperança, identificaram uma dieta variada, composta por detritos, macrófitas, algas, larvas de quironomídeos, sedimento, nematódeos, ostracodes, matéria orgânica, Arhenuridae, camarões, ovos, copépodes e peixes ósseos (Actinopterygii). Esses resultados caracterizam a espécie como uma onívora oportunista, com consumo predominante dos recursos mais abundantes no ambiente, demonstrando alta versatilidade trófica no reservatório.[5][1]
Conservação
A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica Hemiodus parnaguae como uma espécie pouco preocupante (LC), pois é uma espécie frequente e abundante. Além disso, não foram identificadas ameaças significativas que coloquem em risco a população.[1] Em 2018, Hemiodus parnaguae foi classificada como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).[4][7] Em sua área de distribuição, ocorre em algumas áreas de conservação: a Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba (APA Delta do Parnaíba), a Área de Proteção Ambiental da Serra da Ibiapaba (APA Serra da Ibiapaba), o Parque Nacional nascentes do Rio Parnaíba (PARNA Nascentes do Rio Parnaíba), a Reserva Biológica do Gurupi (Rebio do Gurupi), a Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense (APA Baixada Maranhense), a Área de Proteção Ambiental dos Morros Garapenses (APA Morros Garapenses) e a Reserva Particular de Patrimônio Natural Santa Maria de Tapuã (RPPN Santa Maria de Tapuã).[5]
Referências
- ↑ a b c Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) (2022). «Avoador, Hemiodus parnaguae». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2022: e.T186885A1819844. doi:10.2305/IUCN.UK.2022-1.RLTS.T186885A1819844.en
. Consultado em 16 de junho de 2025
- ↑ a b Froeser, R.; Pauly, D. «Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916». World Register of Marine Species (WoRMS). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 10 de junho de 2024
- ↑ a b «Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916». Global Biodiversity Information Facility (GBIF) (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 20 de fevereiro de 2025
- ↑ a b «Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção» (PDF). Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente. 2018. Consultado em 3 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 3 de maio de 2018
- ↑ a b c d e da Silva, André Teixeira; Zanata, Angela Maria; Silva, Augusto Luís Bentinho; de Freitas Terra, Bianca; Pavanelli, Carla Simone; da Silva Junior, Dário Ernesto; de Melo, Filipe Augusto Gonçalves; Ferreira, Frederico Fernandes; Deprá, Gabriel de Carvalho; Galvão, Giancarlo Arrais; Salvador, Gilberto Nepomuceno; Penido, Iago de Souza; Birindelli, Jose Luis Olivan; Corrêa Gomes, João Pedro; Silva, Leonardo Oliveira; Barros Neto, Luciano de Freitas; Soares Filho, Luisa Maria Sarmento; Tencatt, Luiz Fernando Caserta; da Silva, Luiz Fernando Duboc; de Brito, Marcelo Fulgêncio Guedes; de Assis Cardoso, Priscila Camelier; dos Reis, Roberto Esser; Maia Queiroz Lima, Sergio; Lustosa Costa, Silvia Yasmin; Anselmo Ramos, Telton Pedro; de Assis Volpi, Thais; Pessali, Tiago Casarim; de Barros Slobodian Motta, Veronica; Guimarães, Érick Cristófore (2023). «Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). doi:10.37002/salve.ficha.34511.2. Consultado em 23 de maio de 2025. Cópia arquivada em 3 de maio de 2025
- ↑ a b c «Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916». FishBase. Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025
- ↑ «Hemiodus parnaguae Eigenmann & Henn, 1916». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025

_(18226992169).jpg)
