Hemigrammus brevis

Hemigrammus brevis
Desenho nos Anais do Museu Carnegie (1911-1913)
Desenho nos Anais do Museu Carnegie (1911-1913)
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Actinopterygii
Ordem: Characiformes
Família: Characidae
Gênero: Hemigrammus
Espécie: H. brevis
Nome binomial
Hemigrammus brevis
Ellis, 1911

Hemigrammus brevis, popularmente conhecida como piaba,[2] é um peixe da família dos caracídeos (Characidae).[3] Foi descrito por Ellis em 1911.[4]

Etimologia

O nome genérico Hemigrammus deriva do grego hḗmi- (ἡμι-), "meio, metade", e grámma (γράμμα), "marca, sinal".[5] O nome popular "piaba" deriva do tupi pi'awa, em sentido próprio para referir a vários peixes da ordem dos caraciformes. Foi registrado em ca. 1631 como upiaua, em 1734 como upiabas e em 1749 como piabás.[6]

Taxonomia

Hemigrammus brevis pertence à família dos caracídeos e ao gênero Hemigrammus. Foi descrito por Marion Durbin Ellis em 1911 no artigo On the species of Hasemania, Hyphessobrycon, and Hemigrammus collected by J. D. Haseman for the Carnegie Museum.[7] Sua localidade-tipo é a lagoa do rio Grande, no estado da Bahia.[8]

Descrição

Hemigrammus brevis tem comprimento máximo de 3,6 centímetros.[5]

Distribuição e habitat

Hemigrammus brevis ocorre na bacia do rio São Francisco e drenagens costeiras do Nordeste do Brasil, nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Sergipe e Tocantins e nos biomas da Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Mais especificamente, em termos hidrográficos, está presente nas sub-bácias do Contas, do litoral do Ceará, Piauí, Sergipe e Paraíba, do Alto Parnaíba, do Alto, Médio, Submédio e Baixo São Francisco e do Alto Tocantins.[8]

Ecologia

Hemigrammus brevis é bentopelágico.[5]

Conservação

A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) classifica Hemigrammus brevis como uma espécie pouco preocupante (LC), pois é uma espécie frequente e abundante.[1] As principais ameaças potenciais incluem a degradação do habitat, o assoreamento dos cursos d’água, o desmatamento e a poluição dos corpos hídricos. No entanto, esses impactos são difusos e, até o momento, não representam risco de extinção para a espécie.[8] Em 2018, Hemigrammus brevis foi classificada como pouco preocupante (LC) no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).[2][9] Em sua área de distribuição, ocorre em algumas áreas de conservação: a Estação Ecológica Serra Geral do Tocantins (ESEC Serra Geral do Tocantins) e o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba (PARNA Nascentes do Rio Parnaíba).[8]

Referências

  1. a b Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) (2022). «Piaba, Hemigrammus brevis». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2022: e.T186549A1814792. doi:10.2305/IUCN.UK.2022-1.RLTS.T186549A1814792.enAcessível livremente. Consultado em 16 de junho de 2025 
  2. a b «Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção» (PDF). Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente. 2018. Consultado em 3 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 3 de maio de 2018 
  3. «Hemigrammus brevis Ellis, 1911». Global Biodiversity Information Facility (GBIF) (em inglês). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 4 de junho de 2025 
  4. Froeser, R.; Pauly, D. «Hemigrammus brevis Ellis, 1911». World Register of Marine Species (WoRMS). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 4 de junho de 2023 
  5. a b c «Hemigrammus brevis Ellis, 1911». FishBase. Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 
  6. Grande Dicionário Houaiss, verbete Piaba
  7. Ellis, Marion Durbin; Ellis, Marion Durbin (dezembro de 1911). «On the species of Hasemania, Hyphessobrycon, and Hemigrammus collected by J. D. Haseman for the Carnegie Museum». Annals of the Carnegie Museum (1): 148––163. doi:10.5962/p.14706. Consultado em 24 de abril de 2025 
  8. a b c d Akama, Alberto; Cox, Cristina; Bastos, Douglas; Dutra, Guilherme; Gomes, José; Rapp Py-Daniel, Lucia Helena; Peixoto, Luiz Antônio; Campos da Paz, Ricardo; Carvalho, Tiago; Tagliocollo, Victor; Wosiack, Wolmar (2024). «Hemigrammus brevis Ellis, 1911». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). doi:10.37002/salve.ficha.18680.2. Consultado em 10 de junho de 2025. Cópia arquivada em 29 de abril de 2025 
  9. «Hemigrammus brevis Ellis, 1911». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 16 de junho de 2025. Cópia arquivada em 16 de junho de 2025 

Ligações externas