Helena Besserman Vianna
| Helena Besserman Vianna | |
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| Nascimento | 12 de março de 1932 Rio de Janeiro, DF, Brasil |
| Morte | 7 de abril de 2002 (70 anos) Rio de Janeiro, RJ, Brasil |
| Filho(a)(s) | Sérgio Besserman Vianna, Bussunda |
| Ocupação | médica |
Helena Celina Besserman Vianna (Rio de Janeiro, 12 de março de 1932 - Rio de Janeiro, 7 de abril de 2002) foi uma psicanalista, médica e ativista brasileira, notória por sua atuação na luta contra a Ditadura Militar e por sua contribuição à psicanálise. Formou-se pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro, em 1955, e passou a frequentar a Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (SBPRJ), em 1960.[1][2]
Membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB) desde os 16 anos, Helena Besserman e seu marido, o médico Luiz Guilherme Vianna, participaram ativamente de movimentos de resistência contra o regime autoritário. Em 1973, denunciou a participação de Amílcar Lobo em atos de tortura de presos políticos realizados na sede do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi), no Rio de Janeiro.[3]
O médico militar, Amílcar Lobo, era responsável por examinar os presos durante as sessões de violência para determinar se tinham condições físicas de continuar sendo torturados. Após a denúncia, Helena recebeu ameaças de morte e foi alvo de um atentado em 1974, quando uma bomba plantada em seu carro foi desativada a tempo. O registro profissional de Lobo foi cassado pelo Conselho Federal de Medicina apenas em 1989.[4]
Helena Besserman Vianna foi membro da Sociedade Internacional de História da Psiquiatria e da Psicanálise e participante do Comitê Internacional dos Estados Gerais da Psicanálise. Em 2000, o grupo Tortura Nunca Mais a homenageou com a Medalha Chico Mendes de Resistência, em reconhecimento à sua luta pelos direitos humanos.[5]
Filha de imigrantes judeus-poloneses, Helena teve três filhos em seu casamento com Luiz Vianna: Sérgio Besserman Vianna, economista e ex-presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marcos Besserman Vianna, médico pediatra, e Cláudio Besserman Vianna, humorista do grupo Casseta & Planeta, mais conhecido como "Bussunda".[6]
Homenagens
A prefeitura do Rio de Janeiro inaugurou, em 2016, a Clínica da Família Helena Besserman Vianna na comunidade do Rio das Pedras, ao lado da escola que leva o nome de um dos seus filhos, Cláudio Besserman Vianna (Bussunda).[7]
Referências
- ↑ Souza, Juberto Antonio Massud (2023). «Besserman Vianna, Helena». In: Jacó-Vilela, Ana Maria; Klappenbach, Hugo; Ardila, Rubén. The Palgrave Biographical Encyclopedia of Psychology in Latin America (em inglês). Cham: Palgrave Macmillan. p. 164-166. 1381 páginas. ISBN 978-3-030-56780-4
- ↑ Nölleke, Brigitte. «Psychoanalytikerinnen in Lateinamerika». Psychoanalytikerinnen (em alemão). Biografisches Lexikon. Consultado em 14 de junho de 2025
- ↑ Vianna, Helena Besserman (2000). «The Lobo-Cabernite Affair». Journal of the American Psychoanalytic Association (em inglês). 48 (3): 1023–1029. doi:10.1177/00030651000480030401. Consultado em 14 de junho de 2025
- ↑ Grillo, Cristina (23 de agosto de 1997). «Médico Amílcar Lobo morre aos 58 no Rio». Folha de S.Paulo. Consultado em 14 de junho de 2025
- ↑ «Helena Besserman Vianna continua presente». Grupo Tortura Nunca Mais/RJ. 8 de abril de 2002. Consultado em 14 de junho de 2025
- ↑ «Médica Helena Besserman morre no Rio». Folha de S.Paulo. 8 de abril de 2002. Consultado em 14 de junho de 2025
- ↑ Albuquerque, Ricardo (5 de março de 2016). «Na Zona Oeste, prefeito inaugura 86ª Clínica da Família da cidade». Prefeitura do Rio. Consultado em 3 de dezembro de 2025. Arquivado do original em 25 de abril de 2025
