Hedda Hopper

Hedda Hopper
Студийная фотография 1930 года
Nascimento2 de maio de 1885
Hollidaysburg
Morte1 de fevereiro de 1966 (80 anos)
Hollywood (Estados Unidos)
SepultamentoPensilvânia
CidadaniaEstados Unidos
CônjugeDeWolf Hopper
Filho(a)(s)William Hopper
Ocupaçãojornalista, atriz de teatro, atriz de cinema, atriz de televisão, locutor de rádio, crítica de cinema, escritora
Distinções
  • estrela na calçada da fama de Hollywood
Empregador(a)Los Angeles Times
Causa da mortepneumonia

Hedda Hopper (nascida Elda Furry; 2 de maio de 1890[1] - 1º de fevereiro de 1966) foi uma atriz e uma das mais influentes colunistas de fofocas dos Estados Unidos.[2] No auge de seu poder, nos anos 1940, mais de 35 milhões de pessoas liam suas colunas.[3]

Biografia

Inicialmente atriz de teatro e cinema mudo, Hedda Hopper atuou em mais de 120 filmes, geralmente interpretando mulheres da alta sociedade. Quando sua carreira no cinema entrou em declínio, passou a escrever colunas sobre Hollywood, tornando-se uma figura temida e poderosa, conhecida tanto por seus furos jornalísticos quanto por sua postura agressiva.[4]

Hopper foi uma republicana fervorosa e apoiadora ativa do Comitê de Atividades Antiamericanas (HUAC), sendo uma das principais responsáveis pela criação e manutenção da lista negra de Hollywood.[5] Usou sua enorme influência para denunciar e destruir carreiras de pessoas que considerava comunistas, simpatizantes do comunismo ou moralmente “indesejáveis”. Entre seus principais alvos estiveram o roteirista Dalton Trumbo,[6] o ator e cineasta Charlie Chaplin[7] e a atriz Ingrid Bergman.[8] Também teve papel decisivo em campanhas públicas que afetaram profundamente a vida pessoal e profissional desses artistas.

Ao mesmo tempo, Hopper foi capaz de impulsionar carreiras quando decidia apoiar alguém, como ocorreu com Joan Crawford, cuja vitória no Oscar é frequentemente atribuída à pressão exercida por sua coluna.[9] Conhecida por usar chapéus extravagantes, manter um estilo de vida luxuoso e protagonizar escândalos públicos, ela se envolveu em inúmeros conflitos, inclusive uma rivalidade histórica com a colunista Louella Parsons, com quem dividiu o controle da opinião pública sobre Hollywood por décadas.[10]

Além da imprensa escrita, Hopper atuou no rádio e na televisão, apresentou programas próprios e fez participações especiais em filmes e séries. Escreveu duas autobiografias e manteve atividade intensa como colunista até sua morte. Ela faleceu em 1º de fevereiro de 1966, aos 80 anos, vítima de pneumonia dupla, no Cedars-Sinai Medical Center, em Los Angeles.

Na cultura popular, Hedda Hopper foi frequentemente retratada ou inspirou personagens no cinema, na televisão, no teatro e na música. Um exemplo inicial é a personagem Patty Benedict no filme The Big Knife (1955), interpretada por Ilka Chase, claramente inspirada em Hopper como uma poderosa colunista de fofocas.[11] Ao longo das décadas, Hopper apareceu como personagem em diversos filmes e produções televisivas, interpretada por atrizes como Jane Alexander, Katherine Helmond, Fiona Shaw, Helen Mirren[12] e Judy Davis[13] — esta última indicada ao Emmy por sua atuação na série Feud: Bette and Joan (2017). Ela também foi retratada em documentários, musicais (Chaplin: The Musical), obras radiofônicas e até inspirou personagens fictícios que aludem à sua rivalidade com Louella Parsons, como em Hail, Caesar! (2016).[14] Além disso, sua figura chegou à ópera com Hopper’s Wife, obra que imagina um casamento entre Hedda Hopper e o pintor Edward Hopper, encenada em Nova York em 2016.

Filmografia

Referências

  1. «Hedda Hopper's grave». www.findagrave.com 
  2. Hedda Hopper: jornalista e pesadelo das antigas estrelas de Hollywood. Aventuras na História. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  3. The Career that Fear Built: Hedda Hopper Ruled the Gossip Business. The Saturday Evening Post. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  4. Hollywood se vinga de sua jornalista mais temida. El País Brasil. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  5. Forgotten Hollywood: Hedda Hopper and Louella Parsons. goldenglobes.com. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  6. Helen Mirren fala sobre papel em “Trumbo”, Hollywood e mulheres. Jornal Extra. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  7. 'Charlie Chaplin vs. America' explores the accusations that sent a star into exile. National Public Radio. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  8. Tretas do Oscar: conheça polêmicas que marcaram história do prêmio antes de 'Emilia Pérez'. O Globo. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  9. What Bette Davis and Joan Crawford, the center of FX’s new ‘Feud,’ can tell us about modern female movie-star power. Los Angeles Times. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  10. The Powerful Rivalry of Hedda Hopper and Louella Parsons. Vanity Fair. Consultado em 18 de dezembro de 2025
  11. The Big Knife - The Wee Review. The Wee Review. Consultado em 19 de dezembro de 2025
  12. 'Trumbo' Actress Helen Mirren on Hedda Hopper. The Hollywood Reporter. Consultado em 19 de dezembro de 2025
  13. Amigas e rivais: "Feud - Bette e Joan" reconta treta de divas de Hollywood. UOL Splash. Consultado em 19 de dezembro de 2025
  14. Tilda Swinton: ‘Working on Hail, Caesar! was like a Hollywood holiday’. The Guardian. Consultado em 19 de dezembro de 2025

Ligações externas