Haliotis tuberculata

Haliotis tuberculata
Haliotis tuberculata coccinea
Classificação científica edit
Reino: Animalia
Filo: Mollusca
Classe: Gastropoda
Subclasse: Vetigastropoda
Ordem: Lepetellida
Família: Haliotidae
Gênero: Haliotis
Espécies:
H. tuberculata
Nome binomial
Haliotis tuberculata
Linnaeus, 1758
Subespécies[2]
  • Haliotis tuberculata coccinea Reeve, 1846
  • Haliotis tuberculata fernandesi Owen, Grace, & Afonso
  • Haliotis tuberculata marmorata Linnaeus, 1758
  • Haliotis tuberculata tuberculata Linnaeus, 1758
Sinónimos[2]
    • Haliotis adriatica Nardo, 1847
    • Haliotis canariensis F. Nordsieck, 1975
    • Haliotis coccinea Reeve, 1846
    • Haliotis lamellosa Lamarck, 1822
    • Haliotis lamellosa var. auriculata Monterosato, 1888
    • Haliotis lamellosa var. marmorata Pallary, 1900
    • Haliotis lamellosa var. planata Monterosato, 1888
    • Haliotis lamellosa var. producta Monterosato, 1888
    • Haliotis lamellosa var. rubra Pallary, 1900
    • Haliotis lamellosa var. viridis Pallary, 1900
    • Haliotis marmorata Costa O.G., 1829
    • Haliotis reticulata var. bisundata Monterosato, 1884
    • Haliotis speciosa Reeve, 1846
    • Haliotis tuberculata canariensis F. Nordsieck, 1975
    • Haliotis tuberculata coccinea Reeve, 1846
    • Haliotis tuberculata lamellosa Lamarck, 1822
    • Haliotis zealandica Reeve, 1846

Haliotis tuberculata (popularmente conhecida em português e inglês por abalone, em português por orelha, também em inglês britânico por ormer, common ormer ou green ormer, em espanhol por oreja de mar e abulone, em francês por oreille de mer ou ormeau, em italiano por orecchia marina e em alemão por meerohr) é uma espécie de molusco gastrópode marinho pertencente à família Haliotidae. Foi classificada por Linnaeus, em 1758, sendo nativa do leste do oceano Atlântico, em águas rasas do oeste da Europa, Mar Mediterrâneo, noroeste da África e oeste do Oriente Médio; também introduzida no oceano Índico (Golfo de Aqaba).[3][4][5][6] Ocorre do litoral do Marrocos a Senegal, no oeste da África, onde recebeu a denominação de Haliotis speciosa Reeve, 1846, agora em desuso.[7]

Descrição da concha

Concha com até 8 centímetros,[4] com superfície lisa ou rugosa de coloração variada, de cinzenta a marrom, ou de esverdeada a vermelha,[8] geralmente marmoreada, podendo apresentar manchas em verde, branco, marrom e amarelo;[9] dotada de estrias espirais como relevo, cruzadas por estrias de crescimento e com 4 a 7 perfurações abertas (tremata) em sua superfície.[10] Região interna da concha madreperolada, apresentando o relevo da face externa visível.[11][12][13]

Distribuição geográfica

A distribuição de Haliotis tuberculata se estende pelo nordeste do oceano Atlântico, das Ilhas do Canal e costas da França (até Fermanville, marcando o extremo norte de sua distribuição original), passando por Galiza, Canárias, Cabo Verde, Açores e a costa norte da África (indo da Mauritânia ao Senegal) e adentrando o Mar Mediterrâneo, pelo Mar de Alborão, onde se apresenta com mais frequência a subespécie H. tuberculata lamellosa; indo por todo o sul da Europa ocidental e também habitando o Mar Adriático, Mar Egeu e as costas da Líbia, Egito, Israel, até mesmo introduzida no golfo de Aqaba (oceano Índico),[6] e Síria.[3][5] Ocorre do litoral do Marrocos a Senegal, no oeste da África, onde recebeu a denominação de Haliotis speciosa Reeve, 1846, agora em desuso.[7] Foi introduzida na Irlanda, em Galway, entre 1976 e 1977.[3] Vivem desde a zona entremarés até profundidades de 5 metros.[4] Em 2012 foi descrita uma nova subespécie, H. tuberculata fernandesi (em Cabo Verde), com estudo comparativo entre esta e H. tuberculata coccinea (das Canárias).[8][9]

Trata-se de uma espécie presente no território português, incluindo a zona económica exclusiva.[3]

Taxonomia

Os espécimes hoje denominados Haliotis tuberculata já estiveram sob táxon distintos no passado: Haliotis tuberculata[3] e Haliotis lamellosa.[2] Atualmente esta última espécie se coloca como subespécie: Haliotis tuberculata lamellosa,[3] com Yunus D. Mgaya elaborando a seguinte chave (transcrita de Poutiers, 1993) para identificá-las:

  • Concha relativamente grande. De um oval arredondado, em linhas gerais. Superfície externa com ondulações radiais bastante superficiais.[5] / Haliotis tuberculata tuberculata Linnaeus, 1758
  • Concha relativamente pequena, De um oval alongado, em linhas gerais. Superfície externa com dobras radiais, fortes e irregulares.[5] / Haliotis tuberculata IamelIosa Lamarck, 1822

Subespécies de H. tuberculata

De acordo com o WoRMS, existem quatro subespécies atualmente descritas:[3]

Referências

  1. Peters, H. (2021). «Haliotis tuberculata». IUCN. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-3.RLTS.T78772221A78772628.enAcessível livremente  Parâmetro desconhecido |article-number= ignorado (ajuda)
  2. a b c d «Haliotis tuberculata». World Register of Marine Species 
  3. a b c d e f g «Haliotis tuberculata» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016 
  4. a b c ABBOTT, R. Tucker; DANCE, S. Peter (1982). Compendium of Seashells. A color Guide to More than 4.200 of the World's Marine Shells (em inglês). New York: E. P. Dutton. p. 20. 412 páginas. ISBN 0-525-93269-0 
  5. a b c d Mgaya, Yunus D. «Synopsis of Biological Data on the European Abalone ("Ormer") Haliotis tuberculata Linnaeus, 1758 (Gastropoda: Haliotidae (PDF) (em inglês). FAO Fisheries Synopsis No. 156. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016 
  6. a b Shpigel, M.; Marshall, A.; Lupatsch, I.; Mercer, J. P.; Neori, A. (dezembro de 1996). «Acclimation and Propagation of the Abalone Haliotis tuberculata in a Land-Based Culture System in Israel» (em inglês). Journal of the World Aquaculture Society. 1 páginas. Consultado em 5 de maio de 2016 
  7. a b «Haliotis speciosa» (em inglês). World Register of Marine Species. 1 páginas. Consultado em 22 de maio de 2016 
  8. a b c «Haliotis coccinea Reeve, 1846» (em inglês). Save our oceans. Junho de 2010. 1 páginas. Consultado em 10 de maio de 2016 
  9. a b c Owen, Buzz; Ryall, Peter; Pan, Aaron D. «Iconography and distribution of the Cape Verde Island Abalone, Haliotis tuberculata fernandesi Owen & Afonso, 2012, with comparisons to H. tuberculata coccinea Reeve, 1846, of the Canary Islands.» (em inglês). ResearchGate. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016 
  10. FISH, J. D.; FISH, S. (1996). A Student's Guide to the Seashore (em inglês) 2ª ed. Cambridge: Cambridge University Press. p. 223. 580 páginas. ISBN 0-521-46279-7 
  11. a b «Haliotis tuberculata tuberculata» (em inglês). Gastropods. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  12. a b «Haliotis tuberculata lamellosa» (em inglês). Gastropods. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 
  13. a b «Haliotis tuberculata coccinea» (em inglês). Gastropods. 1 páginas. Consultado em 3 de maio de 2016. Arquivado do original em 11 de agosto de 2021 

Ligações externas