Haemulon plumierii
Haemulon plumierii
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
![]() Biquara (Haemulon plumierii) | |||||||||||||
| Estado de conservação | |||||||||||||
![]() Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||
| Haemulon plumierii (Lacépède, 1801) [2] | |||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||
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Haemulon plumierii, a biquara, é uma espécie de peixe com nadadeiras raiadas da família Haemulidae, nativa das águas quentes e temperadas do Oceano Atlântico oeste.[3]
Distribuição geográfica
A Biquara está amplamente distribuída em águas tropicais e temperadas do Oceano Atlântico ocidental, ocorrendo desde a Baía de Chesapeake, nos EUA até o estado de Santa Catarina no Brasil, incluindo o Golfo do México e todo o Caribe.[3][4]
Morfologia
Haemulon plumierii cresce até um comprimento de cerca de 30 cm e é um peixe de cor creme-prateada, com estreitas listras longitudinais amarelas e azuis, mas que pode modificar sua cor levemente para combinar com o ambiente ao redor. A parte superior de sua cabeça é de cor bronze a amarelo; a barriga e a parte inferior da cabeça são brancas; possui uma série de listras azul-escuras, com margens bronze na cabeça que correm em direção a cauda; a margem das escamas são bronze, com a borda posterior frequentemente cinza; em uma fase mais escura, o branco-prateado no centro de cada escama pode se tornar bronze; membranas da nadadeira dorsal espinhosa de cor branco-giz a branco-amarelado; nadadeiras dorsais moles, caudal e anal moles de cor cinza-amarronzado; boca vermelha brilhante por dentro; peritônio preto.[4][5]
Ecologia
A Biquara (Haemulon plumierii) forma cardumes densos, ocorrendo em águas cristalinas, tropicais e temperadas, do oceano Atlântico ocidental, em profundidades entre 1 e 49 metros, nas áreas de recifes, corais, bancos de ervas marinhas, naufrágios e fundos arenosos. A espécie está intimamente relacionada às espécies Haemulon sciurus (biquara-do-raso) e Haemulon flavolineatum (goibi), com as quais frequentemente forma grandes cardumes. Os machos da espécie podem exibir um comportamento territorial, no qual dois competidores se empurram pelos lábios, com a boca bem aberta, como em um beijo. A biquara alimenta-se principalmente de camarões e de outros crustáceos, além de anelídeos e moluscos. É componente da dieta da cavala (Scomberomorus cavalla) e do bonito (Euthynnus alletteratus) e também é predada por piscívoros maiores, como as barracudas e os tubarões.[6] A biquara, Haemulon plumieri, é um peixe tropical marinho com importância econômica relevante para a pesca artesanal no nordeste do Brasil.[4][7][8]
Referências
- ↑ Lindeman, K.; Anderson, W.; Claro, R.; Cowan, J.; Padovani-Ferreira, B.; Rocha, L.A.; Sedberry, G. (2016). «Haemulon plumierii». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2016: e.T190132A1941346. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-1.RLTS.T190132A1941346.en
. Consultado em 18 de junho de 2025
- ↑ Lacépède, Etiénne de; Sève, Jacques de; Sève, Jacques-Eustache de; Tardieu, M. R. V.; Jourdan, F.; Villerey, Antoine-Claude-François (1802). Histoire Naturelle des Poissons. 3. Paris: Chez Plassan. p. 480
- ↑ a b «Haemulon plumierii (Lacepède, 1801)». GBIF Secretariat (2023). GBIF Backbone Taxonomy. Checklist dataset. doi:10.15468/39omei. Consultado em 19 de junho de 2025 – via GBIF.org
- ↑ a b c Carneiro, M. O. X.; Menezes, M. F. de (1985). «Estudo biométrico da Biquara, Haemulon Plumierii (Lacépède), no estado do Ceará (Brasil)». Arquivos De Ciências Do Mar. 24 (1-2): 45–52
- ↑ Darcy, George H. (1983). «Synopsis of biological data on the grunts Haemulon aurolineatum and H. plumieri (Pisces: Haemulidae)» (PDF). NOAA technical report NMFS. FAO fisheries synopsis (133)
- ↑ Froese, R. and D. Pauly, ed. (2025). «Haemulon plumierii (Lacépède, 1801)». www.fishbase.org (em inglês). FishBase World Wide Web electronic publication. Consultado em 18 de junho de 2025
- ↑ Souza, Mônica Maria Cavalcanti de Azevedo (2008). Pesca, reprodução e alimentação da biquara (Haemulon plumierii, Lacépède,1801), na costa central de Pernambuco. Dissertação (Tese de Mestrado em Recursos Pesqueiros e Aquicultura). Recife: Universidade Federal Rural de Pernambuco
- ↑ Carvalho, M. O. X.; Fonteles Filho, A. A. (1995). «Estudo da idade e crescimento de espécies do gênero Haemulon (Pisces: Pomadasyidae), no Estado do Ceará, Brasil». Fortaleza. Arquivos de Ciências do Mar. 29: 14–19
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