Hachi: A Dog's Tale

Hachi: A Dog's Tale
Hachi: A Dog's Tale
Cartaz para divulgação no Brasil.
No Brasil Sempre ao Seu Lado
Em Portugal Hachiko - Amigo para Sempre
 Estados Unidos ·  Reino Unido
2009 •  cor •  93 min 
Género drama
Direção Lasse Hallström
Produção Richard Gere
Bill Johnson
Coprodução Vicki Shigekuni Wong
Roteiro Stephen P. Lindsey
Elenco Richard Gere
Joan Allen
Sarah Roemer
Jason Alexander
Erick Avari
Música Jan A. P. Kaczmarek
Cinematografia Ron Fortunato
Edição Kristina Boden
Companhias produtoras Affirm Films
Hachiko, LLC
Grand Army Entertainment
Opperman Viner Chrystyn Entertainment
Scion Films
Inferno Production
Distribuição Stage 6 Films (Estados Unidos)
Entertainment Film Distributors (Reino Unido)[1]
Imagem Filmes (Brasil)[2]
Lançamento
  • 13 de junho de 2009 (2009-06-13) (Seattle)[3]
  • 25 de dezembro de 2009 (2009-12-25) (Brasil)[2][4]
  • 12 de março de 2010 (2010-03-12) (Reino Unido)[1]
  • 30 de setembro de 2010 (2010-09-30) (Portugal)[5]
Idiomas inglês
japonês
Orçamento US$ 16 milhões
Receita US$ 46,7 milhões[6]

Hachi: A Dog's Tale (bra: Sempre ao Seu Lado[2][4]; prt: Hachiko - Amigo para Sempre![5][7]), também chamado de Hachiko: A Dog's Story,[4] é um filme britano[5]-norte-americano[5] de 2009, do gênero drama, dirigido por Lasse Hallström, com roteiro de Stephen P. Lindsey baseado na história verdadeira do cão japonês chamado Hachikō.[4] É estrelado por Richard Gere, Joan Allen, Sarah Roemer, Jason Alexander e Erick Avari.

O filme segue a história de um professor universitário que adota um cão da raça Akita, perdido em uma estação de trem que ele o batiza com o nome de Hachi, com quem cria laços tão fortes que o animal o acompanha até a estação de trem diariamente quando ele sai para trabalhar e vai "buscá-lo" na hora do retorno; um dia, durante a aula, o professor morre, mas Hachi não desiste de esperá-lo em frente à estação, anos a fio, na esperança de rever seu dono. Trata-se de uma adaptação estadunidense do filme japonês de 1987 Hachikō Monogatari, que por sua vez conta a história real do cachorro Akita chamado Hachikō que viveu no Japão entre os anos de 1923 a 1935 e que esperou fielmente por seu dono na Estação de Shibuya, em Tóquio, até a sua morte.

Hachi: A Dog's Tale estreou no Festival Internacional de Cinema de Seattle em 13 de junho de 2009 e seu primeiro lançamento comercial nos cinemas ocorreu no Japão em 8 de agosto de 2009.[8] O filme foi lançado nos cinemas do Reino Unido em 12 de março de 2010, sendo distribuído pela Entertainment Film Distributors, estreando em mais de sessenta países ao longo de 2009 e 2010. O longa não chegou a ser lançado nos cinemas dos Estados Unidos devido a problemas financeiros que a Stage 6 Films, empresa distribuidora do filme no país, enfrentava na época; por conta disso, a Sony Pictures Entertainment lançou o filme nos Estados Unidos em DVD em 9 de março de 2010.[9] No Brasil, o filme estreou em 29 de setembro de 2009, no Festival do Rio, sendo posteriormente lançado nos cinemas em 25 de dezembro daquele ano pela Imagem Filmes.[2] No final de setembro de 2010, o retorno de bilheteria mundial bruta do filme havia totalizado mais de US$ 45 milhões.

Enredo

A história do filme é contada por Ronnie, que é neto de um homem chamado Parker Wilson, que era um professor universitário. Quando Ronnie tem que fazer uma apresentação na escola sobre um herói pessoal, ele escolhe contar a história do cachorro do seu avô chamado Hachi. Apesar de seus colegas de classe rirem, Ronnie descreve como seu avô encontrou um cachorrinho perdido que havia sido enviado para os Estados Unidos do Japão, mas foi acidentalmente deixado na estação de trem da pequena cidade natal de Parker. Na história, o professor acaba levando o filhote para casa, planejando procurar o dono do cãozinho enquanto cuida dele por uns dias. No entanto, como o dono do cachorro não é encontrado, Parker e o filhote começam a formar uma ligação próxima. Embora a esposa de Parker, Cate, se oponha à ideia do professor de adotar o cãozinho, ela finalmente cede depois de perceber o vínculo entre seu marido e o animal, agora batizado de Hachi.

No anos seguintes Parker e Hachi ficam ainda mais próximos. Parker tenta treinar Hachi, que é de uma raça japonesa chamada Akita, mas o cachorro se recusa a fazer coisas normais como buscar uma bolinha. Certa manhã, Parker sai para o trabalho e Hachi o segue até a estação de trem; o animal se recusa a voltar pra casa, fazendo com que o professor desista de embarcar no trem e o leve de volta. No dia seguinte, Hachi segue novamente Parker, que desta vez entra no trem. Quando Parker volta à estação de trem depois do trabalho durante a tarde, fica surpreso ao encontrar Hachi esperando por ele. Uma vez que o cão rapidamente aprende o horário que o professor chega à estação vindo do trabalho, Hachi passa a esperá-lo todos os dias na saída do local as 17 horas rotineiramente.

Em um dia de inverno, Parker sofre uma hemorragia cerebral fatal e inesperada enquanto está no trabalho e, assim, acaba não retornando de trem para casa, como fazia de costume. Hachi, esperando em seu lugar habitual por Parker quando o trem estaciona, não vê seu dono desembarcar, e em vez disso espera pacientemente por horas, mesmo quando começa a nevar. Eventualmente, o genro de Parker, Michael, vem buscá-lo. Embora todos tentem fazer com que Hachi entenda que Parker não voltará mais, Hachi aparentemente não consegue aceitar o fato. Em vez disso, ele retorna à estação de trem todos os dias e continua a esperar.

Com o passar do tempo, Cate vende a casa e se muda da cidade. Hachi é enviado para morar com a filha de Parker e Cate, Andy, seu marido Michael e seu bebê Ronnie. No entanto, Hachi foge e encontra o caminho de volta para a estação; ao chegar lá ele se senta no mesmo lugar e torna a esperar Parker, como sempre faz. Andy chega e o leva para casa, mas logo percebe como o cão está triste, notando que o animal sequer come mais. Vendo que o cachorro sente muita falta do professor, ela o permite que ele retorne à estação para continuar esperando; todos os dias, então, Hachi espera por seu dono na esperança de revê-lo, passando a dormir em um pátio ferroviário próximo à estação ao anoitecer. O vendedor de cachorro-quente, Jasjeet, que era amigo do professor, gosta de Hachi e passa a fornecer diariamente comida e água para o animal.

No décimo aniversário da morte de Parker, Cate retorna à pequena cidade para visitar o túmulo de seu falecido marido. Ela se admira ao ver Hachi agora muito idoso ainda esperando fielmente na estação, se sentando ao lado do animal para esperar o próximo trem com ele. Em casa, Cate conta a Ronnie, agora com dez anos de idade, sobre Hachi. Enquanto isso, o cão sempre fiel continua esperando até que um dia ele é visto deitado muito quieto na neve, confortado por uma visão de Parker que aparece acenando carinhosamente para que o cão venha até ele.

Ronnie finalmente conclui sua história e explica porque Hachi sempre será seu herói; alguns de seus colegas estão quase chorando, inclusive aqueles que riram dele no começo. Depois da escola, Ronnie é recebido por seu pai e pelo seu filhote da mesma raça que o cão de seu avô que também se chama Hachi; Ronnie e o filhote são vistos andando pelos mesmos trilhos de trem onde Parker e o primeiro Hachi se conheceram há muito tempo.

No fim do filme é contada de forma breve a verdadeira história de Hachiko. Ele era o animal de estimação do professor japonês Ueno. Após a morte de seu dono, Hachiko esperou por Ueno por nove anos em frente da saída da estação de Shibuya. Uma estátua de bronze do cão foi erguida em sua homenagem no mesmo lugar onde ele esperava todos os dias.[2][4]

Elenco

Produção

Estátua de Hachi localizada em frente à estação de trem de Woonsocket, que serviu como locação para o filme.

O filme foi baseado na história real do cão japonês da raça Akita chamado Hachiko, que nasceu em Odate, no Japão, em 1923. Mesmo após a morte de seu dono Hidesaburō Ueno em 1925, Hachiko retornou à estação de trem de Shibuya durante todos os dias restantes de sua vida pelos próximos nove anos até sua morte em março de 1935. Uma estátua de bronze de Hachiko está em frente à Estação de Shibuya em sua homenagem; Hachikō é conhecido em japonês como chuken Hachikō (忠犬ハチ公) que significa "Hachikō, o cão fiel"; Hachi é o nome do número "oito" em japonês e significa "afeto".[10]

A história de Hachiko já havia sido retratada anteriormente no filme japonês de 1987 Hachikō Monogatari, dirigido por Seijirō Kōyama e escrito por Kaneto Shindo. Esta primeira versão é mais fiel à história real, enquanto Hachi: A Dog's Tale é situada num contexto americano moderno.

Antes dos créditos finais, a história do verdadeiro Hachikō é contada de maneira breve através de dizeres na tela, acompanhados de uma foto do cão original e da estátua de bronze feita em homenagem a Hachikō em Shibuya. De acordo com o filme, o verdadeiro Hachikō morreu em março de 1934, mas o anterior Hachikō Monogatari (além de outras fontes) afirma que sua morte real ocorreu em março de 1935 (9 anos e 9 meses após a morte do Professor Ueno).

A maioria das filmagens ocorreu em Woonsocket, onde a estação ferroviária da cidade serviu de locação principal, e Bristol, ambas no estado americano de Rhode Island.[11] Os treinadores de animais Mark Harden e David Allsberry, acompanhados de uma grande equipe, treinaram os três akitas, Layla, Chico e Forrest, para o papel de Hachi no filme; após o término das filmagens, Harden adotou Chico enquanto Allsberry ficou com Layla.[12] Assim como foi feito na Estação de Shibuya no Japão, uma estátua de bronze também foi erguida em homenagem à Hachiko no ano de 2012 em frente à Estação de Woonsocket, que foi um dos locais onde o filme foi rodado.

Recepção

O filme foi recebido com críticas geralmente positivas. O site agregador de resenhas Rotten Tomatoes dá ao filme uma taxa de aprovação de 64% com base em 28 críticas, obtendo uma nota média de 5,90 de 10.[13]

Em junho de 2009, Alissa Simon, da revista Variety, descreveu o filme como um "conto sentimental e repetitivo... [relembrando] os valores, a produção e outros [fatores], de uma era anterior. [...] É mais familiar do que comida familiar; as crianças provavelmente ficarão muito entediadas [...] Mesmo assim, a angústia silenciosa e a dignidade do cão comoverão à todos, exceto os corações mais duros. O principal problema do filme é que sua história humana carece de mais drama; Hachi é o personagem central da atração".[14]

Em outubro de 2009, o crítico de cinema Christopher Lloyd do jornal Sarasota Herald Tribune deu ao filme 4 de 5 estrelas, observando: "Hachi: A Dog's Tale é assumidamente um arrancador de lágrimas. Você pode se ressentir de ser manipulado emocionalmente por este filme, mas eu creio que até mesmo o espectador mais insensível não consiga segurar toda sua água salgada dos olhos ao assisti-lo".[15]

Hachi: A Dog's Tale se tornou um modesto sucesso comercial. Embora o filme sequer ganhou um lançamento teatral nos Estados Unidos, sua receita internacional ajudou o filme a ser lucrativo. Em setembro de 2010, o filme já havia arrecadado uma receita mundial de US$ 45 milhões contra um orçamento estimado em US$ 16 milhões.[6]

Referências

  1. a b «Hachi: A Dog's Tale» (em inglês). Reino Unido: British Film Institute. Consultado em 19 de outubro de 2023 
  2. a b c d e «Sempre ao Seu Lado». Brasil: AdoroCinema. Consultado em 14 de julho de 2019 
  3. Staff, Seattle Times (13 de junho de 2009). «Seattle International Film Festival ends Sunday». The Seattle Times (em inglês). Consultado em 19 de outubro de 2023 
  4. a b c d e «Sempre ao Seu Lado». Brasil: CinePlayers. Consultado em 14 de julho de 2019 
  5. a b c d «Hachiko - Amigo para Sempre!». Portugal: CineCartaz. Consultado em 17 de março de 2023 
  6. a b «Hachi: A Dog's Tale». Box Office Mojo (em inglês). IMDb. Consultado em 17 de março de 2023 
  7. «Hachiko - Amigo para Sempre». Portugal: SapoMag. Consultado em 14 de julho de 2019 
  8. «Hachi: A Dog's Tale». Box Office Mojo (em inglês). IMDb. Consultado em 17 de março de 2023 
  9. «Hachi: A Dog's Tale (2009) - Misc Notes - TCM.com». Turner Classic Movies (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2020 
  10. «Kō (公)». Kotobank. 人や動物の名前に付けて,親しみ,あるいはやや軽んずる気持ちを表す。 
  11. Wong, Vicki Shigekuni (30 de março de 2014). «See Actual Hachi Film Locations on Google Maps». Behind the Film "Hachi: A Dog's Tale". VickiWongandHachi.com. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  12. Ganzert, Robin; Anderson, Allen; Anderson, Linda (2014). «Chapter 6: Mark Harden (Los Angeles County, California)». Animal Stars: Behind the Scenes with Your Favorite Animal Actors. [S.l.]: New World Library. ISBN 9781608682645. Consultado em 3 de fevereiro de 2017 
  13. «Hachiko: A Dog's Story» (em inglês). Rotten Tomatoes. Consultado em 5 de abril de 2014 
  14. Simon, Alissa (14 de junho de 2009). «Hachi: A Dog's Story». Variety (em inglês). Consultado em 26 de maio de 2020 
  15. «Hachi: A Dog's Tale | THE FILM YAP» (em inglês). 16 de outubro de 2009. Consultado em 26 de maio de 2020