Hélio Holanda Melo

Hélio Holanda Melo
Nome completoHélio Holanda Melo
Nascimento
20 de julho de 1926

Morte
22 de março de 2001

Goiânia, Goiás, Brasil
NacionalidadeBrasileiro
OcupaçãoArtista plástico, compositor, músico e escritor

Hélio Holanda Melo (Boca do Acre, 20 de julho de 1926Goiânia, 22 de março de 2001) foi um artista plástico, compositor, músico e escritor brasileiro, nascido no Estado do Amazonas.[1]

Na juventude, trabalhou como seringueiro, catraieiro na travessia de pessoas pelo Rio Acre. Também trabalhou como barbeiro e vigia em empresa estatal.[2]

O Theatro Hélio Melo, inaugurado em 2002 na cidade de Rio Branco, foi nomeado em sua homenagem.[3]

Biografia

Hélio Melo nasceu em Vila Antimari, no município de Boca do Acre, interior do Amazonas. Viveu sua infância e juventude nos seringais Floresta e Senápolis.

Aos 33 anos, deixou o seringal e mudou-se para a cidade de Rio Branco, onde iniciou seus primeiros contatos com as artes e com objetos de desenho. Melo também trabalhou como catraieiro, realizando a travessia de pessoas no Rio Acre, atividade que abandonou com a construção das pontes sobre o rio. Em seguida, exerceu funções como barbeiro ambulante e, a partir de 1975, como vigia.

Em 1978, sob a orientação de José Genésio Fernandes, artista plástico e educador, e de Francisco Gregório Filho, presidente da Fundação de Cultura do Acre, Hélio Melo passou a produzir desenhos para uma mostra em Rio Branco, marco do estabelecimento de sua trajetória como artista.[4]

Carreira artística

Melo cursou até a terceira série do 1º grau e, desde os oito anos, desenhava como autodidata, utilizando nanquim e tintas naturais preparadas a partir de extratos de folhas.[5]

Sua obra integra o acervo do MAR (Museu de Arte do Rio) por meio de quatro desenhos doados por Luiz Paulo Montenegro em 2013, que participaram da exposição Pororoca em 2014.[6] O catálogo da exposição inclui o artigo "Arte de Ciclos da Borracha: seringueiros artistas", de Paulo Herkenhoff, que analisa conjuntamente a obra de Hélio Melo, Chico da Silva e Paulo Sampaio, destacando as especificidades de suas linguagens artísticas.[7]

Hélio Melo morreu em Goiânia no dia 22 de março de 2001.[8]

Exposições no Brasil

  • Departamento de Atividades Culturais (DAC), Rio Branco, Acre, 1978 (Coletiva).
  • Centro de Artesanato, Rio Branco, 1978 (Coletiva)
  • Fundação Cultural de Brasilia, Distrito Federal, 1979 (Coletiva)
  • Universidade Federal do Acre, Rio Branco, 1979 (Coletiva)
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Rio Branco, 1980 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Galeria de Arte da Tijuca, Rio de Janeiro, 1980 (Individual)
  • Casa de Cultura de Pernambuco, Recife, 1981 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio, Recife, 1981 (Individual)
  • Galeria Sérgio Millet, FUNARTE, Rio de Janeiro, 1981 (Individual)
  • Feira da Providência, Universidade Santa Úrsula, Rio de Janeiro, 1981 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio, Aracaju, Sergipe, 1981 (Coletiva)
  • IV Salão Nacional de Artes Plásticas, FUNARTE, Rio de Janeiro, 1981 (Coletiva)
  • Mostra de Desenho, Museu de Arte de Belo Horizonte, Minas Gerais, 1983 (Coletiva)
  • Serviço Social do Comércio, Rio Branco, Acre, 1982 (Individual)
  • Exposição no Salão Paranaense, Curitiba, Paraná, 1982 (Coletiva)
  • Mostra de Desenho Brasileiro, Curitiba, Paraná, 1982 (Coletiva)
  • Serviço Social do Comércio, Rio Branco, Acre, 1983 (Individual)
  • Serviço Nacional do Comércio, Rio Branco, Acre, 1983(Individual)
  • Feira da Cultura Brasileira (BIENAL), São Paulo, 1983
  • Feira da Cultura, Curitiba, Paraná
  • Universidade Federal do Acre, Rio Branco, Acre, 1983 (Coletiva)
  • Exposição em Plácido de Castro, Acre, 1983 (Individual)
  • Exposição na Fundação Cultural do Acre, Rio Branco, Acre, 1983 (Individual)
  • Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, 1983 (Coletiva)
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Brasília, 1984 (Coletiva)
  • 7° Salão Nacional de Artes Plásticas - Rio de Janeiro - RJ -1985 (Coletiva)
  • Semana do Folclore, UFAC, Rio Branco, Acre (Coletiva)
  • Fundação Cultural do Acre, Rio Branco, Acre, 1984 (Individual)
  • Serviço Nacional do Comércio, Rio Branco, Acre, 1984 (Individual)
  • Palácio das Artes, Belo Horizontem, 1985
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Rio Branco, Acre, 1985 (Individual)
  • Exposição na UFAC, Rio Branco, Acre, 1985
  • Encontro Nacional do Seringueiro (Apresentação de música a desenhos), Brasília, 1985
  • 17° Salão Nacional de Arte, Museu de Arte de Belho Horizonte, Minas Gerais, 1985–1986 (Coletiva)
  • Salão Nacional de Artes Plásticas, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro, 1985–1986
  • Encontro de Seringueiros de Xapuri, Xapuri, Acre, 1986
  • Feira dos Estados, Brasilia, 1986
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Rio Branco, Acre, 1986 (Individual)
  • Centro Nacional de Divulgação, FUNARTE, Brasilia, 1986 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio do Carmo, São Paulo-SP, 1986
  • Serviço Social do Comércio Campestre, São Paulo-SP, 1986
  • Feira de Santos - Santos - São Paulo -1986
  • Feira dos Estados, Brasilia, 1986
  • Galeria Artur Viana, Belém, Pará, 1986 (Individual)
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial, Rio Branco, Acre, 1987 (Individual)
  • Encontro dos Povos da Floresta, Rio Branco, Acre, 1989
  • Exposição na Prefeitura Municipal, São Paulo-SP, 1989 (Individual)
  • Fundação Chico Mendes, São Paulo-SP, 1989
  • Parque Lage, Rio de Janeiro, 1989
  • Rio-Cine-Festival, Rio de Janeiro, 1989
  • Exposição de desenhos, Xapuri, Acre, 1990
  • Circo Voador, EC01992, Rio de Janeiro–RJ, 1992
  • Galeria Sérgio Millet, Rio de Janeiro–RJ, 1992 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio, Salvador, Bahia, 1992 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Fortaleza, Ceará, 1992
  • BANERJ, Rio de Janeiro–RJ, 1992 (Individual)
  • Galeria Garibaldi Brasil, Rio Branco, Acre, 1993 (Individual)
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Rio Branco, Acre, 1994
  • Casa de Cultura, Brasilia, 1995
  • Senado Federal, Brasilia, 1995
  • Ministério da Cultura (Exposição I FUNARTE), Brasilia, 1995
  • Encontro Nacional dos Seringueiros, Brasilia, 1995
  • Centro Cultural Marieta Telles Machado, Goiânia, Goiás, 1995
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Rio Branco, Acre, 1996
  • Serviço Social do Comércio, Rio Branco, Acre, 1996
  • Parque Chico Mendes, Rio Branco, Acre, 1996
  • Colégio São José, Rio Branco, Acre, 1996
  • Exposição "Empate do Seringueiro", Brasília, 1997
  • Exposição de Desenhos sobre a Amazônia, Rio Branco, Acre, 1998
  • Exposição de Desenhos na inauguração da Casa Branca, Xapuri, Acre, 1998
  • Exposição durante um Curso de Enfermagem, Rio Grande do Norte, Natal,-1999
  • Museu da Vida, Espaço Cultural dos Correios, Rio de Janeiro–RJ, 1999
  • Colégio de Aplicação, Rio Branco, Acre, 1999
  • Teatrão, Fórum do Idoso, Comemoração aos Idosos, Rio Branco, Acre, 1999
  • Serviço Social do Comércio (SESC), Rio Branco, Acre, 1999
  • Pororoca. Museu de Arte do Rio (MAR). Rio de Janeiro, 2014.

Exposições no exterior

  • Nouveau Salon de Paris, Paris, França, 1986 (Coletiva)
  • Museu de Smithsonian Institution (Amostra de desenho), Washington, EUA, 1988
  • Centro Missionário Diocesano, Chiesa de S. Cristoforo (Amostra de desenho), Luca, Itália, 1989
  • Amostra de desenho em Verona, Itália, 1989
  • Amostra de desenho em Florença, Itália, 1989
  • Amostra de desenho em Roma, Itália, 1989
  • Amostra de desenho em Pescara, Itália, 1989
  • Amostra no Fórum Global, Londres, Inglaterra, 1989
  • Exposição Itinerante Internacional "Arte Neo-Amazônica", Itália (Roma, Cremona, Mantova, Castel Goffredo, Grosseto), 1996

Publicações

  • História da Amazônia
  • Experiência do Caçador a os Mistérios da Caça
  • Os Mistérios da Mata
  • Os Mistérios dos Pássaros
  • Os Mistérios dos Peixes a dos Répteis
  • Via Sacra na Amazônia
  • Como salvar nossa Floresta

Premiações

  • Medalha de Mérito Cultural, conferida pela Universidade Federal do Acre, em 1988
  • Medalha de Honra ao Mérito, conferida pelo Colégio Acreano, em 1989

Referências

  1. «Oficina apresenta inventário das obras do artista acreano Hélio Melo». 13 de fevereiro de 2014. Consultado em 8 de outubro de 2025 
  2. COSAC, CHARLES (3 de março de 2024). «Do Seringal para São Paulo». Jornal do Brasil. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  3. «MEMORIAL DOS AUTONOMISTAS». www.femcultura.ac.gov.br. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  4. Costa, Elson (23 de abril de 2021). «7º Salão Hélio Melo de Artes Visuais da AAPA tem participação de fotógrafo e pintor cruzeirense -». Consultado em 7 de outubro de 2025 
  5. «O pintor seringueiro Hélio Melo conquista novos colecionadores e ganha exposição». Estadão. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  6. Artista, Arremate Arte-. «Hélio Mello (1926-2001)». Arremate Arte. Consultado em 7 de outubro de 2025 
  7. «Exhibitions : Claudia Andujar and her Universe - Sustainability, Science and Spirituality». museudoamanha.org.br (em inglês). Consultado em 7 de outubro de 2025 
  8. da Costa, Márcio (14 de julho de 2022). «ARTE E IDENTIDADE: HÉLIO MELO E A CONDIÇÃO SOCIAL DO ARTISTA NA AMAZÔNIA». Muiraquitã, Revista de Letras e Humanidades