Guterre Mendes

Guterre Mendes
Duque em Galiza
Conde em Celanova
Dados pessoais
Nascimentoc. 870
Morte933
CônjugeIlduara Eris
Descendência
Ver descendência
PaiHermenegildo Guterres
MãeErmesenda Gatones

Guterre Mendes (em castelhano: Gutierre Menéndez; ca. 870[1] – m. 933[2]) foi um nobre e magnata galego.

Filho de Hermenegildo Guterres, conde de Coimbra e de Ermesinda Gatones,[3] filha de Gatón, conde em O Bierzo e de Egilona. Governou como tenente seis condados (conmissa) na Galiza,[4] algumas compartilhadas com seu irmão Arias,[5][6] por concessão do rei Afonso IV.

Era cunhado do rei da Galiza Ordonho II por ter casado este com a sua irmã, a rainha Elvira Mendes.[7] Era tio do rei da Galiza Sancho Ordonhes e também dos reis Afonso IV e Ramiro II.

O rei Sancho Ordonhes casaria com a sua neta a rainha Goto Moniz filha de Munio Guterres, e Ramiro II com a sua sobrinha a rainha Adosinda Guterres. Exerceu importantes poderes por delegação de Ordonho II e recebeu, entre outras encomendas, a de refundar o Mosteiro de Santo Estevo de Ribas de Sil.

Guterres apoiou os filhos de Ordonho II contra os descendentes de Froila, conseguindo afastar Afonso Froilaz e levar Sancho Ordóñez ao trono da Galiza através da coroação em Santiago de Compostela pelo 6.º bispo de Lugo, Hermenegildo, que exerceu o cargo entre 653 e 656.

Foi também um baluarte do rei Ramiro II que, pouco tempo depois de ser coroado, reconfirma as doações que haviam sido feitas a Guterre Mendes por Afonso III "o Grande" e confirmadas pelo rei da Galiza Sancho Ordóñez. Tratava-se de abundantes bens confiscados ao rebelde Vitiza, penúltimo rei dos Visigodos, que reinou entre 702 e 710.

Ao redor do ano 890 casou com uma das mais importantes aristocratas galegas, Ilduara Eriz ou (Santa Ilduara de Celanova). A união de ambas as famílias significou a criação de um dos maiores patrimónios territoriais do reino da Galiza da alta idade media.

Residiu em terras galegas, e no Condado Portucalense se bem que é em terras da Galiza que se encontram os seus mais importantes bens, onde se destaca Portomarín e especialmente Vila Nova dos Infantes onde se situou a sua casa senhorial, o solar da família.

Matrimónio e descendência

Casou com Ilduara Eris (m. ca. 958), filha de Ero Fernandes, conde de Lugo,[4][5] de quem teve:

Referências

Bibliografia

  • García Álvarez, Manuel Rubén (1960). «¿La Reina Velasquita, nieta de Muniadomna Díaz?». Betanzos: Casa de Sarmento. Centro de estudios do património. Universidade do Minho. Revista Guimarães (em espanhol) (70): 197-239. OCLC 402770925 
  • López-Sangil, José Luis (2001). «La fundación del monasterio de San Salvador de Cines». Betanzos: Excmo. Ayuntamiento de Betanzos. Anuario Brigantino (em espanhol) (24). OCLC 402770925 
  • López-Sangil, José Luis (2002). La nobleza altomedieval gallega, la familia Froílaz-Traba. La Coruña: Toxosoutos, S.L. ISBN 84-95622-68-8 
  • Mattoso, José (1981). A nobreza medieval portuguesa: a família e o poder. Lisboa: Editorial Estampa. OCLC 8242615 
  • Torres Sevilla-Quiñones de León, Margarita Cecilia (1999). Linajes nobiliarios de León y Castilla: Siglos IX-XIII (em espanhol). Salamanca: Junta de Castilla y León, Consejería de educación y cultura. ISBN 84-7846-781-5 

Ligações externas