Guerrinha (comentarista esportivo)

Adroaldo Guerra Filho
Conhecido(a) porAdroaldo Guerra Júnior (nome de batismo) e Guerrinha
Nascimento
21 de novembro de 1955 (70 anos)
ResidênciaPorto Alegre
Nacionalidadebrasileiro
CidadaniaBrasileira
Ocupaçãojornalista, comentarista esportivo

Adroaldo Guerra Filho, mais conhecido como Guerrinha (Porto Alegre, 21 de novembro de 1955) é um jornalista e comentarista esportivo gaúcho de rádio que comenta jogos de futebol e participa do programa diário Sala de Redação, da Rádio Gaúcha. Com mais de cinco décadas de trajetória, é considerado um dos cronistas esportivos mais respeitados do Rio Grande do Sul e do Brasil.

Além do trabalho como radialista, Guerrinha possui há mais de 20 anos uma coluna no Diário Gaúcho, jornal impresso que pertence ao Grupo RBS, e também escreve para Zero Hora, onde traz análises principalmente sobre a Dupla Gre-Nal. Batizado de Adroaldo Guerra Júnior, adotou o "Filho" em menção honrosa ao pai, Adroaldo Guerra, famoso locutor, e considerado um dos maiores comunicadores da história do rádio do Rio Grande do Sul.

Carreira

Filho do comunicador Adroaldo Guerra, famoso locutor considerado um dos maiores profissionais da história do rádio do Rio Grande do Sul,[1] Guerrinha começou sua trajetória no jornalismo em 1973, primeiro como profissional do jornal Hoje, do Grupo RBS, e em seguida pela Folha da Manhã, então pertencente ao Grupo Caldas Júnior (hoje Record Guaíba), cobrindo turfe, esporte que promove a corrida de cavalos, e até hoje é uma de suas principais paixões.

Recontratado pelo Grupo RBS em 1983, convidado por Emmanuel Mattos, então editor de esportes de Zero Hora, começou sua segunda passagem pelo conglomerado escrevendo sobre turfe, mas logo foi comunicado sobre o fim da cobertura do esporte pelo veículo, e passou a escrever sobre futebol, algo que segundo o próprio, era de seu total conhecimento[2], enquanto o turfe passara a ser ignorado por seus colegas. Até então um jornalista acostumado apenas com as máquinas de escrever e depois com os computadores, Guerrinha passou para o lado dos microfones e das telas entre as décadas de 1990 e 2000, quando pela primeira vez iniciou um desafio na Rádio Gaúcha, como co-apresentador do programa "Falcão na Gaúcha", comandado pelo ex-jogador do Internacional e então comentarista da TV Globo, Paulo Roberto Falcão, ídolo colorado, clube pelo qual anos depois assumiria ser torcedor, um feito inédito no jornalismo esportivo do estado.

Mesmo com o fim do programa de Falcão após seis anos de parceria, Guerrinha não parou sua jornada na comunicação além das páginas de jornais, e durante esse período, esteve pela primeira vez na televisão, como substituto de Ibsen Pinheiro no programa Lance Final, debate esportivo exibido pela RBS TV no final das noites de domingo, convidado pelo então diretor-presidente do grupo, Nelson Sirotsky, que segundo o próprio, insistiu para que ele fosse o representante colorado no programa então comandado por Pedro Ernesto Denardin, e que tinha como representante gremista o advogado e ex-presidente tricolor Luiz Carlos Pereira Silveira Martins, o Cacalo. Depois, novamente como substituto, agora no rádio, meio com o qual estreitou laços com o pai, mas não considerava ser o seu forte, ocupou o lugar do jornalista Kenny Braga como representante do Inter no programa Sala de Redação durante as férias deste em 2004, recebendo pouco tempo depois a notícia de que não sairia mais do programa, diante de seu sucesso como participante de um dos mais respeitados debates esportivos do Brasil.

Em cinco décadas de profissão, sendo quase quatro dedicadas somente ao Grupo RBS, Guerrinha tornou-se um dos principais nomes da crônica esportiva do Rio Grande do Sul e do Brasil, conquistando o respeito dentro e fora do meio profissional, ao emitir opiniões mescladas pela seriedade e pela irreverência, com frases icônicas conhecidas pelo público, como: "Não se pode ir à guerra com escova de dentes" e "Restaurante com ventilador no teto não serve farofa".

Referências

  1. «Quem foi o Vovô Guerra, pai do Guerrinha». GZH. 22 de novembro de 2024. Consultado em 2 de setembro de 2025 
  2. Coletiva.net (05 de agosto de 2011) Guerrinha: A cachaça do jornalismo https://coletiva.net/perfil/guerrinha-a-cachaca-do-jornalismo,150383.jhtml