Guerra Polaco-Cossaco-Tártara (1666–1671)

 

Guerra Polaco-Cossaco-Tártara
Parte da Guerra Russo-Polonesa (1654–1667)

Retorno dos Vitoriosos por Józef Brandt
LocalRepública das Duas Nações, Hetmanato Cossaco e Crimeia
DesfechoVitoria das Duas Nações
Beligerantes
República das Duas Nações Hetmanato Cossaco
Crimeia
Janízarios Otomanos
Comandantes
João Sobieski Petro Doroshenko
Adil Gray
Selim I Girai
Forças
38.200 Polacos-Lituanos
Cavalaria e Infantaria
23.000 Cossacos Zaporojianos
35.000-40.000 Tártaros Crimeanos
Baixas
Desconhecidas Desconhecidas

A Guerra Polaco-Cossaco-Tártara (em ucraniano: Польсько-козацько-татарська війна війна, em polonês/polaco: Wojna polsko-kozacko-tatarska) foi travada entre a Comunidade Polaco-Lituana e os estados aliados dos otomanos, o Hetmanato Cossaco e o Canato da Crimeia. Ocorreu logo após a Guerra Russo-Polonesa de 1654-1667 e foi um prelúdio para a Guerra Otomano-Polonesa de 1672-1676.

Hostilidades

Em 1666, o Hhetmã Petro Doroshenko do Hetmanato Cossaco, com o objetivo de ganhar o controle da Ucrânia, mas enfrentando derrotas de outras facções que lutavam pelo controle daquela região (a Comunidade Polaco-Lituana e o Czarado da Rússia), em uma tentativa final de preservar seu poder na Ucrânia, assinou um tratado com o sultão otomano Maomé IV que reconheceu o Hetmanato Cossaco como um vassalo do Império Otomano.

Enquanto isso, as forças Comunidade Polaco-Lituana tentavam reprimir a agitação na Ucrânia, mas foram enfraquecidas por guerras de décadas (Revolta de Khmelnitski, O Dilúvio e Guerra Russo-Polonesa de 1654-1667). Tentando capitalizar essa fraqueza, os Tártaros da Crimeia, que comumente invadiam as fronteiras da Comunidade Polaco-Lituana em busca de saques e escravos, invadiram, desta vez se aliando aos cossacos zaporojianos sob o comando do hetmã Petro Doroshenko. No entanto, eles foram parados pelas forças da Comunidade Polaco-Lituana sob o comando do hetmã João III Sobieski, que interrompeu seu primeiro ataque (1666-1667), derrotando-os várias vezes e finalmente obtendo um armistício após a Batalha de Pidhaitsi em 6-16 de outubro de 1667.

Em 1670, no entanto, Petro Doroshenko tentou mais uma vez assumir o controle da Ucrânia e, em 1671, o Cã Adil Girai, apoiador da Comunidade Polaco-Lituana, foi substituído por um novo, o Cã Selim I Girai, pelo sultão otomano Maomé IV. O Cã Selim I Girai fez uma aliança com Petro Doroshenko; mas novamente, como em 1666-1667, as forças cossacas-tártaras foram derrotadas por hetmã João III Sobieski. Selim I Girai então renovou seu juramento de lealdade a Maomé IV e implorou por ajuda, com o que Maomé IV concordou. Assim, um conflito irregular de fronteira se transformou em uma guerra regular, pois o Império Otomano estava agora preparado para enviar suas unidades regulares ao campo de batalha em uma tentativa de ganhar o controle daquela região para si.

Veja também

Referências

Podhorodecki, Leszlek (1987). «Canato da Crimeia (em polônes)». Bellona. p. 315 

J. Shaw, Stanford; Shaw, Ezel Kural (1976). History of the Ottoman Empire and Modern Turkey: Volume 1, Empire of the Gazis: The Rise and Decline of the Ottoman Empire 1280-1808. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 213 

Bibliografia