Grevillea rhyolitica

Grevillea rhyolitica
Grevillea rhyolitica
Grevillea rhyolitica
Classificação científica
Domínio: Plantae
Clado: Planta vascular
Clado: Angiosperma
Clado: Eudicotyledoneae
Ordem: Proteales
Família: Proteaceae
Género: Grevillea
Espécie: G. rhyolitica
Nome binomial
Grevillea rhyolitica
Makinson [en][1]
Sinónimos
Grevillea sp. aff. victoriae 'B'

Grevillea rhyolitica[2] é uma espécie de planta com flores da família Proteaceae, sendo endêmica do sudeste de Nova Gales do Sul, na Austrália. Trata-se de um arbusto geralmente ereto, com folhas elípticas e flores vermelhas peludas.

Descrição

Grevillea rhyolitica é um arbusto mais ou menos ereto que geralmente atinge de 0,5 a 2 metros de altura. Suas folhas são elípticas, medindo de 40 a 110 mm de comprimento e de 10 a 25 mm de largura, com a superfície superior quase sempre glabra e a inferior esparsamente peluda. As flores se organizam nas extremidades dos ramos ou nas axilas das folhas próximas às extremidades, formando cachos ovais a esféricos, curvados para baixo, com geralmente 5 a 18 flores, sobre um ráquis de 10 a 20 mm de comprimento. Esses cachos estão sustentados por um pedúnculo fino e rígido de 15 a 20 mm de comprimento, com cada flor em um pedicelo de 2 a 4 mm de comprimento. As flores são vermelhas e densamente peludas, exceto na base, com o pistilo de 16 a 20 mm de comprimento. A floração ocorre de setembro a dezembro, e o fruto é um folículo glabro de 18 a 22 mm de comprimento, com várias cristas longitudinais.[2][3][4]

Taxonomia

Grevillea rhyolitica foi formalmente descrita em 1997 por Robert Owen Makinson [en] na revista científica Telopea [en], com base em espécimes coletados em 1990 por David Albrecht.[4][5] O epíteto específico (rhyolitica) refere-se à ocorrência habitual dessa espécie em afloramentos de rocha riólito.[4]

Em 2000, Makinson descreveu duas subespécies de G. rhyolitica na Flora of Australia, e os nomes são aceitos pelo Censo Australiano de Plantas [en]:

  • Grevillea rhyolitica Makinson subsp. rhyolitica[6] possui folhas com pelos elevados na superfície inferior;[7][8]
  • Grevillea rhyolitica subsp. semivestita Makinson[9] tem folhas com pelos esparsos pressionados contra a superfície inferior.[10][11]

Distribuição e habitat

A subespécie rhyolitica cresce em ravinas úmidas e em cristas rochosas íngremes sobre riólito em áreas de biomas montanos a oeste e sudoeste de Moruya [en].[7][8] Já a subespécie semivestita ocorre em florestas de terrenos acidentados de escarpas ao noroeste de Moruya, no sudeste de Nova Gales do Sul.[10][11]

Referências

  1. «Grevillea rhyolitica». Australian Plant Census. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  2. a b Makinson, Robert O. «Grevillea rhyolitica». Royal Botanic Garden Sydney. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  3. «Grevillea rhyolitica». Australian Biological Resources Study, Department of Agriculture, Water and the Environment: Canberra. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  4. a b c Makinson, Robert O. (1997). «New segregate species and subspecies from the Grevillea victoriae (Proteaceae: Grevilleoideae) aggregate from south-east New South Wales.». Telopea. 7 (2): 134–136. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  5. «Grevillea rhyolitica». APNI. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  6. «Grevillea rhyolitica subsp. rhyolitica». Australian Plant Census. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  7. a b Makinson, Robert O. «Grevillea rhyolitica subsp. rhyolitica». Royal Botanic Garden Sydney. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  8. a b «Grevillea rhyolitica subsp. rhyolitica». Australian Biological Resources Study, Department of Agriculture, Water and the Environment: Canberra. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  9. «Grevillea rhyolitica subsp. semivestita». Australian Plant Census. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  10. a b Makinson, Robert O. «Grevillea rhyolitica subsp. semivestita». Royal Botanic Garden Sydney. Consultado em 23 de dezembro de 2022 
  11. a b «Grevillea rhyolitica subsp. semivestita». Australian Biological Resources Study, Department of Agriculture, Water and the Environment: Canberra. Consultado em 23 de dezembro de 2022