Greve de meretrizes de Minas Gerais de 2021
A greve de meretrizes de Minas Gerais de 2021 foi uma greve trabalhista que envolveu a vários milhares de meretrizes do estado brasileiro de Minas Gerais. A greve foi organizada pela Aprosmig e durou aproximadamente uma semana a princípios de abril. Ocorrendo durante a pandemia de COVID-19, o objectivo da greve era pressionar ao Ministério de Saúde para que acrescentasse às garotas de programa entre os grupos prioritários para a imunização contra a COVID-19. Muitas dos protestos ocorreram na cidade de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Apesar do desemprego, o Ministério de Saúde não agregou às meretrizes como grupo prioritário para as vacinas.
Ao longo de 2021, a pandemia de COVID-19 continuou em Brasil, sendo março desse ano um dos piores meses da pandemia. Após o fato de que muitos hotéis no centro de Belo Horizonte fossem fechados como parte de um confinamento que começou o 17 de março, aproximadamente 3000 meretrizes perderam seus lugares de trabalho. O 1 de abril, informou-se no diário O Tempo de Minas Gerais que as meretrizes em todo o estado estavam a realizar uma greve trabalhista.[1][2] Ao todo, a greve durou ao redor de uma semana, mas finalmente, o Ministério de Saúde não agregou às trabalhadoras meretrizes a sua lista de grupos prioritários.[2][3][4]
Ver também
Referências
- ↑ Almeida, Jessica (1 de abril de 2021). «Profissionais do sexo mineiras param atividades e pedem prioridade na vacinação | O TEMPO». www.otempo.com.br. Consultado em 7 de dezembro de 2022
- ↑ a b «Brazil prostitutes strike for first-line Covid shots». France 24 (em inglês). 7 de abril de 2021. Consultado em 7 de dezembro de 2022
- ↑ «Em MG, prostitutas fazem paralisação por inclusão em grupo prioritário da vacina: 'Nossa profissão é de risco'». i7 News. 3 de abril de 2021. Consultado em 7 de dezembro de 2022
- ↑ TheNigerian (7 de abril de 2021). «Brazilian prostitutes begin strike, demand COVID-19 vaccination». TheNigerian (em inglês). Consultado em 7 de dezembro de 2022