Grande Beguinário de Leuven
Flemish Béguinages ★
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| Tipo | Cultural |
| Critérios | ii, iii, iv |
| Referência | 855 en fr es |
| Região ♦ | Flanders, Bélgica |
| País | |
| Coordenadas | 🌍 |
| Inscrição | 22 |
★ Nome usado na lista do Património Mundial ♦ Região segundo a classificação pela UNESCO | |
O Grande Beguinário de Leuven ( em neerlandês: Groot Begijnhof van Leuven) é um beguinário histórico localizado em Leuven, na Bélgica. O beguinário é composto por uma dúzia de ruas e se encontra localizado na zona sul do centro da cidade. Com cerca de 3 hectares (7,4 acres) de área e aproximadamente 300 apartamentos distribuídos em quase 100 casas, é um dos maiores beguinários remanescentes nos Países Baixos . Estende-se por ambas as margens do rio Dyle, que se divide em dois canais dentro do beguinário, formando assim uma ilha. Três pontes conectam as diferentes partes do beguinário. O conjunto pertence à Universidade de Leuven e é utilizado como campus e moradia para abrigar acadêmicos.
História
Como uma comunidade para mulheres solteiras e semirreligiosas (ver beguina ), o Beguinário de Leuven teve origem no início do século XIII. Os documentos escritos mais antigos datam de 1232. Uma inscrição em latim na igreja menciona 1234 como data de fundação. Presume-se que a comunidade seja algumas décadas mais antiga. Historiadores locais do século XVI, incluindo Justus Lipsius, mencionam 1205 como data de fundação.

Assim como outros beguinários na região de Flandres, o Beguinário de Leuven teve sua primeira época de ouro no século XIII e passou por momentos difíceis durante os conflitos religiosos do século XVI. Um dos sacerdotes deste beguinário foi Adriaan Florensz Boeyens, tutor espiritual do Carlos V enquanto criança que posteriormente ficou conhecido como Papa Adriano VI.
A partir do final do século XVI, e especialmente após a Trégua dos Doze Anos em 1621, o beguinário teve um segundo período de florescimento, culminando perto do final do século XVII e continuando posteriormente, embora em declínio gradual, até a invasão dos revolucionários franceses antirreligiosos. O pico de admissões ao beguinário ocorreu em um intervalo de duas gerações, no período de 1650 a 1670, quando o número de beguinas chegou a 360. [1] [2] Por volta de 1700, o número já havia caído para 300, devido as guerras (incluindo a Guerra dos Nove Anos ) e doenças. Em meados do século XVIII, o número de beguinas foi ainda mais reduzido para aproximadamente 250. O aumento repentino de admissões, seguido por um longo período de declínio gradual, explica a homogeneidade no estilo arquitetônico das casas, a maioria das quais foi construída entre os anos de 1630 e 1670. A mesma evolução demográfica pode ser observada em outros beguinários, como na cidade vizinha de Diest, ou – com algum atraso – em Lier (onde as casas são, em média, meio século mais novas do que em Leuven). Após a invasão dos revolucionários franceses, o beguinário de Leuven não foi vendido como Biens nationaux (propriedades da igreja que foram confiscadas durante a revolução francesa), como aconteceu com a maioria dos mosteiros e abadias. As propriedades da comunidade foram, no entanto, confiscadas e atribuídas à comissão de assistência social local (os Hospices civils) e reorganizadas como asilos civis (algo similar aos atuais albergues). As beguinas foram autorizadas a continuar morando em suas casas, mas quartos livres foram alugados para idosos e pessoas pobres. Alguns ex-clérigos viveram de sua pensão obrigatória no beguinário, entre eles o último prior da Abadia de Villers .
O último sacerdote da comunidade beguina faleceu em 1977, aos 107 anos. Ele está sepultado no cemitério da Abdij van Park. A última beguina faleceu em 1988.
Residentes notáveis
- Anne van Doeveryn (1549–1625), poetisa
Fontes
Este artigo é baseado no artigo holandês da Wikipedia Groot Begijnhof (Leuven) .
Referências
Bibliografia
- (em francês) Bourguignon, M. (1933) Inventaire des archives de l'Assistance publique de la ville de Louvain. Tongeren: Michiels-Broeders
- (em neerlandês) Cockx, E. and Fabri, L. (1994) Het Groot-Begijnhof van Leuven, een eigenzinnig verhaal van een eigenzinnige beweging. Tielt: Lannoo.
- (em neerlandês) Heirman, M. (2001) Langs Vlaamse begijnhoven. Leuven: Davidsfonds
- Olyslager, W. A. (1983) The Groot Begijnhof of Leuven. Leuven University Press, Leuven, ISBN 2-8017-0212-9.
- Uytterhoeven, R. (2000) The Groot Begijnhof of Leuven. Leuven University Press, Leuven, ISBN 90-5867-019-8.
- Van Aerschot, S. and Heirman, M. (2001) Flemish Beguinages. World Heritage. Davidsfonds, Leuven, ISBN 90-5826-147-6.

