Graciela Huinao

Graciela Huinao
Graciela Huinao lendo poemas no México, em 2016
NascimentoGraciela del Carmen Huinao Alarcón
14 de outubro de 1956 (69 anos)
Osorno
CidadaniaChile
EtniaHuilliches, Mapuches
Ocupaçãoescritora, poetisa

Graciela Huinao (Osorno, Chile, 14 de outubro de 1956) é uma escritora e poetisa mapuche de língua espanhola,[1] primeira mulher indígena a ingressar na Academia Chilena da Língua.[2]

Biografia

Graciela Huinao nasceu no território de Chaurakawin (Osorno, sul do Chile), em 1956.[3]

Filha de Herminia Alarcón e Dolorindo Huinao (neta de Adolfo Huinao e Almerinda Loi Katrilef; bisneta de José Loi) ingressou na Escola 107 em 1962. Em 1969, quando tinha 13 anos, perdeu a sua mãe e 8 anos mais tarde, em 1977, perdeu seu pai, após o qual mudou-se para a capital do Chile, Santiago.[4][5][6]

Huinao publicou seu primeiro poema, "A loika", em 1989 e seu primeiro livro Walinto, em 2001 (foi reeditado em 2008 em mapudungun, espanhol e inglês). O nome deste poema é o da comunidade mapuche onde nasceu, localizada à 36 quilómetros de Osorno.[2][7]

Tem escrito relatos, novelas e alguns livros, como "Hilando en la memoria".[8]

Graciela Huinao é considerada uma importante poetisa Mapuche-Huilliche, ao lado de Roxana Miranda.[3]

Obras

  • Walinto, poemario, edição bilingüe, com tradução ao mapudungun de Clara Antinao Varas; editorial La Garza Morena, Santiago, 2001. (reeditado por Cuarto Proprio, 2009, em volume trilingüe: mapudungun-espanhol-inglês).[9][10]
  • La nieta del brujo, seis relatos williche, Caballo de Mar, 2003.[9]
  • Desde el fogón de una casa de putas williche, novela, CDM, 2010 (reeditado em Espanha por Ediciones Lastarria y De Mora, 2022).[9]
  • Katrilef, hija de un ülmen mapuche williche. Relato de su vida, ICIIS, 2015.[11]

Ver também

Referências

  1. «Huinao: La lengua mapuche sobrevive por la conciencia de su pueblo». El Telégrafo (em espanhol). 13 de novembro de 2015. Consultado em 8 de junho de 2025 
  2. a b «Graciela Huinao: "Es un orgullo ser la primera mujer indígena en la Academia Chilena de la Lengua"». www.biobiochile.cl. 18 de abril de 2014. Consultado em 21 de abril de 2014 
  3. a b Lavelle, Patrícia (5 de julho de 2021). «Arcas de Babel: Graciela Huinao e Roxana Miranda». Cult. Consultado em 10 de junho de 2025 
  4. Graciela Huinao. Angelfire.
  5. Escritores.org (30 de setembro de 2019). «Huinao, Graciela» (em espanhol). Consultado em 8 de junho de 2025 
  6. Morales Alliende, Pilar (19 de dezembro de 2002). «Graciela Huinao: Sigo creyendo que somos polvo de estrellas». Revista Intramuros, 8, página 35. Consultado em 8 de junho de 2025. Arquivado do original em 19 de dezembro de 2002 
  7. Iancoski, Jéssica (16 de julho de 2021). «Graciela Huinao - A Loika | Poesia Chilena». PODCAST TOMA AÍ UM POEMA. Consultado em 10 de junho de 2025 
  8. «Biografía de Graciela Huinao». www.gracielahinao.cl. Consultado em 8 de junho de 2025. Arquivado do original em 5 de janeiro de 2014 
  9. a b c Castiglioni, Joise Anaí Corrent (2024). «Direitos humanos desde el fogón de una casa de putas williche». Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Instituto de Letras. Programa de Pós-Graduação em Letras. Consultado em 10 de junho de 2025 
  10. Miranda, Paola Lizana (7 de fevereiro de 2022). «Retórica subalterna en Graciela Huinao y Conceição Evaristo a través de la metáfora de la voz». Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea (em espanhol): e6501. ISSN 1518-0158. doi:10.1590/2316-40186501. Consultado em 10 de junho de 2025 
  11. CVN (10 de julho de 2015). «Graciela Huinao lanza libro de relatos inspirados en su bisabuela Williche». El Ciudadano (em espanhol). Consultado em 8 de junho de 2025 

Ligações externas