Gloria E. Anzaldúa
| Gloria Evangelina Anzaldúa | |
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| Nascimento | 26 de setembro de 1942 Harlingen, Texas, Estados Unidos |
| Morte | 15 de maio de 2004 (61 anos) Santa Cruz, Califórnia, Estados Unidos |
| Residência | Área da baía de São Francisco, Norte da Califórnia, Brooklyn, Santa Cruz |
| Sepultamento | Valle De La Paz Cemetery |
| Nacionalidade | |
| Cidadania | México |
| Alma mater |
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| Ocupação | Autora e professora universitária |
| Distinções |
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| Empregador(a) | Universidade da Califórnia em Santa Cruz, Universidade Estadual de São Francisco |
| Obras destacadas | Borderlands/La Frontera: The New Mestiza, This Bridge Called My Back, Friends from the Other Side / Amigos del Otro Lado |
| Causa da morte | diabetes mellitus |
Gloria Evangelina Anzaldúa (Harlingen, 26 de setembro de 1942 – Santa Cruz, 15 de maio de 2004) foi uma intelectual norte-americana, estudiosa da teoria cultural chicana, teoria feminista e teoria queer.[1] Entre seus principais trabalhos, figuram o livro autobiográfico Borderlands/La Frontera: The New Mestiza,[2] uma obra que mistura prosa e poesia,[3] na qual conta sua trajetória como acadêmica e mulher chicana. María Lugones, autora feminista argentina, escreveu um ensaio sobre o livro "Borderlands/La Frontera", publicado na Edição Especial: Filosofia Lésbica da Revista Científica Hypatia.[4][5]
Formação acadêmica
Em 1969, Anzaldúa se licenciou em Artes e Literatura Inglesa pela Universidade Pan American. Recebeu o título de mestre em Educação Artística e Literatura pela Universidade de Austin em 1972. Nos anos 1976-1977, tentou iniciar pesquisa de doutorado em estudos feministas e literatura chicana na Universidade do Texas, mas divergências de opinião sobre o tema a impediram de continuar os estudos na instituição. Retomou, em 2003, sua pesquisa na Universidade da Califórnia, que não foi concluída devido a problemas de saúde. Contudo, recebeu da universidade o título de doutora em Literatura, postumamente.[6]
Morte
Gloria morreu em 15 de maio de 2004, em sua casa em Santa Cruz, Califórnia, por complicações de diabetes.[7]
Obra
Seus trabalhos transitam entre o inglês e o espanhol ao mesmo tempo, com o objetivo de convergir em uma única língua. Em Borderlands, ela se identificou com múltiplas identidades. Sua autobiografia La prieta foi publicada em inglês na obra This Bridge Called My Back. Anzaldúa interseccionou culturas — sincretismo religioso —, idiomas — inglês e espanhol —, prosa e poesia, assim como sexualidade e gênero.
Obras principais
- This Bridge Called My Back: Writings by Radical Women of Color (1981), com Cherríe Moraga.
- Borderlands/La frontera: The New Mestiza (1987)
- Making Face, Making Soul/Haciendo caras: Creative and Critical Perspectives by Feminists of Color (1990)
- Interviews/Entrevistas (2000)
- This Bridge We Call Home: Radical Visions for Transformation (2002)
Livros infantis:
- Prietita Has a Friend (1991)
- Friends from the Other Side (1995)
- Prietita y La Llorona (1996)
Referências
- ↑ Anzaldua, Gloria; Keating, AnaLouise (2009). The Gloria Anzaldúa Reader. Durham: Duke University Press Books. p. 34. ISBN 978-0822345640
- ↑ Anzaldúa, Gloria (1999). Borderlands (em inglês). [S.l.]: Aunt Lute Books. ISBN 9781879960572
- ↑ Costa, Claudia de Lima (2004). «Gloria Evangelina Anzaldúa». Revista Estudos Feministas. 12 (1): 13–14. ISSN 0104-026X. doi:10.1590/S0104-026X2004000100002. Consultado em 10 de abril de 2018
- ↑ LUGONES, MARÍA (Novembro de 1992). «On Borderlands/La Frontera: An Interpretive Essay». Hypatia (em inglês). 7 (4): 31–37. ISSN 0887-5367. doi:10.1111/j.1527-2001.1992.tb00715.x. Consultado em 13 de junho de 2018
- ↑ «Chicana Feminism - Theory and Issues». www.umich.edu. Consultado em 26 de setembro de 2017
- ↑ «Gloria Anzaldúa – Mulheres na Filosofia». Consultado em 7 de novembro de 2024
- ↑ «Gloria Anzaldúa: Voices From the Gaps. University of Minnesota». Voices.cla.umn.edu. Consultado em 26 de setembro de 2017
