Globo FM

Globo FM (ZYD 464)
Rádio Globo S.A.
Logotipo utilizado entre 2012 e 2016
Frequência(s)FM 92,5 MHz (1973-2005)
SedeRio de Janeiro, RJ
SloganA rádio pop rock
Fundaçãoagosto de 1973
Extinção15 de março de 2016
FundadorRoberto Marinho
Pertence aSistema Globo de Rádio (Grupo Globo)
Proprietário(s)Roberto Marinho (1973–2003)
Roberto Irineu Marinho (2003–2016)
FormatoComercial (1973–2005)
Web rádio (2005–2015)
Canal de áudio (2015–2016)
GêneroEntretenimento e Música
Faixa etáriaTodas as idades
IdiomaPortuguês
Coord. do transmissor🌍

Globo FM foi uma emissora de rádio e web rádio brasileira sediada na cidade do Rio de Janeiro, capital do estado homônimo. Pertencente ao Sistema Globo de Rádio, funcionou entre 1973 e 2005 no dial FM 92,5 MHz, quando saiu do ar para dar lugar à CBN Rio de Janeiro. A partir daí, passou a funcionar apenas pela internet, sendo finalmente extinta em 2016 devido as reformulações do SGR.

História

Emissora de rádio (1973-2005)

A Globo FM foi fundada em agosto de 1973 por Roberto Marinho, sendo a segunda emissora de rádio FM criada pelas Organizações Globo no Rio de Janeiro. Operando através da frequência 92,5 MHz, a Globo Stereo (como era conhecida até 1978) notabilizou-se por ser a primeira rádio FM com som estéreo. Sua programação era voltada para o público adulto, tocando na maioria das vezes músicas orquestradas, no formato conhecido com easy listening. A rádio funcionava entre as 8h e 1h, tendo a cada hora intervalos com apenas quatro espaços comerciais.[1][2]

Com o passar dos anos, a Globo FM fez várias alterações na sua programação. Em 1985, foi dirigida por Luiz Antonio Mello, que tentou repetir na emissora a mesma programação de sucesso da Fluminense FM, baseando a programação em soft rock e rock antigo. Porém, devido a interferências no seu trabalho, deixou a emissora no mesmo ano. Na década de 1990, a grade da emissora era composta de vários programas inovadores, como o Radiolla, Jazz+Jazz, produzido e apresentado por Arlindo Coutinho, Conexão Latina, produzido e apresentado por Belinha Almendra, Studio 92, programa de jazz instrumental contemporâneo, produzido e apresentado por Carlos Augusto Mello, e Conexão Rio-Los Angeles. A programação, agora eclética, mesclava ritmos como o jazz, pop e MPB. Na segunda metade da década, a Globo FM passou a repetir a programação da co-irmã 98 FM. Porém com as reclamações dos ouvintes, voltou a ter programação própria poucos dias depois. Em outubro de 1998, passou a investir em clássicos das década de 1970, 80 e 90, além do pop nacional.[2]

Em 2002, a rádio mudou novamente sua programação, passando a apostar no gênero adult contemporary, além de programas jornalísticos. Nessa época, comandaram as playlists nomes como Ruy Jobim, Ricardo Telles, Mário Márcio, Marco Antonio e Jorge Rebello. A rádio também contava com programas temáticos, tais como D'Jazz (apresentado por Luiz Nicolau e Alexandre Araújo), Economia na Prática (com Mauro Halfeld), Vida Saudável (com Cíntia Howlett), Sintonia Fina (com Nelson Motta), Dance Bem (apresentado pelo DJ Rui Taveira), a coluna de política apresentada por Arnaldo Jabor e o Repórter Aéreo (apresentado por Genilson Araújo), com as informações do trânsito.[2]

Web rádio (2005-2016)

Em 2005, o Sistema Globo de Rádio decidiu pela retransmissão da CBN Rio de Janeiro através do dial FM, de modo a competir diretamente com a recém-inaugurada BandNews FM Fluminense. Com isso, em 4 de julho, a Globo FM deixou de operar nos 92,5 MHz para dar lugar a sua co-irmã, e torna-se uma web rádio.[3] A emissora continuou mantendo sua programação normal, chegando a encabeçar uma rede de emissoras pelo país que contou com afiliadas em Curitiba, Maringá e Caruaru. Em janeiro de 2008, esta rede é descontinuada, e as emissoras passam a ter apenas o nome "Globo FM" licenciado pelo SGR para uso local.

Em setembro de 2012, a Globo FM sofreu mais uma reformulação em sua programação, deixando o estilo adult contemporary e voltando-se para o pop rock. Com isso, o foco passou a ser o público jovem, que já era aproveitado pela concorrente Rádio Cidade. Na nova grade, foi destaque o Classic Rock, apresentado por Ricardo Juarez e produzido por PH Martins, e os tradicionais Dance Bem e Espaço 80, apresentados pelo DJ Rui Taveira, foram renomeados para Pop Rock Party e Pop Rock 80.

Canal de áudio (2015-2016)

No fim de 2015, o Sistema Globo de Rádio passou por várias reformulações, que incluíram a demissão de vários profissionais.[4] A Globo FM e a sua co-irmã RadioBeat tiveram então suas transmissões via internet descontinuadas em 31 de dezembro, resultando na extinção desta última. A Globo FM continuou disponível através dos canais de áudio das operadoras de TV por assinatura Sky, Oi TV, Claro TV e NET, sendo definitivamente extinta em 15 de março de 2016, para dar lugar à BH FM de Belo Horizonte, Minas Gerais.[5]

Emissoras licenciadas

A Rede Nordeste de Comunicação operou em Caruaru, Pernambuco a Globo FM entre 1.º de setembro de 2007 e 16 de setembro de 2018, além de outra emissora na capital Recife, entre 12 de janeiro e 31 de agosto de 2013. Hoje, ambas as emissoras são afiliadas à CBN. No Paraná, a Globo FM de Curitiba (controlada pelo GRPCOM) e a Globo FM de Maringá (controlada pelo Grupo Maringá de Comunicação) foram afiliadas da emissora carioca até 2008, tornando-se posteriormente Mundo Livre FM e Mix FM Maringá, respectivamente.

A Globo FM de Salvador, Bahia (operada pela Rede Bahia) sempre manteve identidade visual e programação distintas da emissora carioca desde a fundação em 1988. Ao comemorar 30 anos no ar, passou a ser chamada de GFM, também motivada pela chegada da Rádio Globo ao dial da região.[6][7] Em São Paulo, a X FM foi conhecida como Globo FM entre 1983 e 1990, como parte de um plano do Sistema Globo de Rádio para a criação de uma rede nacional, que não chegou a ser concretizado. E em Brasília, existiu também entre 1978 e 1993 uma Globo FM, que foi extinta para dar lugar à CBN Brasília.

Referências

  1. «Sistema Globo de Rádio - Consolidação». Memória Roberto Marinho. Consultado em 1 de abril de 2018. Cópia arquivada em 2 de abril de 2018 
  2. a b c Delfino, Marcelo. «A História da Globo FM». Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro. Consultado em 1 de abril de 2018 
  3. Mattos, Laura (14 de setembro de 2005). «Globo e Band trocam música por notícia». Folha de S.Paulo. Consultado em 1 de abril de 2018 
  4. «Demissões atingem o SGR no Rio de Janeiro». Rádio de Verdade. 1 de dezembro de 2015. Consultado em 1 de abril de 2018. Arquivado do original em 10 de outubro de 2017 
  5. «Globoradio encerra operação da Globo FM e substitui a emissora pela BH FM». Vcfaz. 15 de janeiro de 2016. Consultado em 1 de abril de 2018. Cópia arquivada em 12 de abril de 2016 
  6. Alexandre Lyrio (7 de novembro de 2018). «Globo FM agora é GFM 90,1». Correio. Consultado em 8 de novembro de 2018 
  7. Carlos Massaro (7 de novembro de 2018). «Globo FM muda de nome e passa a ser chamada de GFM em Salvador». Tudo Rádio. Consultado em 8 de novembro de 2018 

Ligações externas