Gito Sales

Gito Sales
Gito Sales
Gito Sales em sessão de fotos.
Informações gerais
Nome completoSérgio Herberto Sales da Cunha Mello
Nascimento14 de maio de 1963 (62 anos)
NacionalidadeBrasileiro Brasil
Gênero(s)MPB
OcupaçãoMúsico, compositor, produtor musical
ParentescoHerberto Sales (avô)
Instrumento(s)Violão, Guitarra
Gravadora(s)BMG, PolyGram, Warner, Tratore
Afiliação(ões)Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Ed Motta, Fábio Júnior, Vinny, Ricardo Cravo Albin
Fotografia de acervo familiar mostrando o músico Gito Sales com seu bisavô, Heráclito Sousa Sales, pai do imortal Herberto Sales.

Biografia

Sérgio Herberto Sales da Cunha Mello, conhecido artisticamente como Gito Sales, nasceu no Rio de Janeiro em 14 de maio de 1963. Filho da poetisa Heloísa Sales e do publicitário Sérgio Régis (diretor de marketing da Rede Globo), é neto do escritor e acadêmico Herberto Sales (1917–1999), imortal da Academia Brasileira de Letras (cadeira número 3).

Herberto Sales também teve registros na Música Popular Brasileira, constando como parceiro do compositor José Maria de Abreu na canção “Fuga”. A tradição familiar literária e musical integra parte do contexto formativo de Gito Sales.

Sobrinho do compositor, cantor e instrumentista Herberto Filho.[1]

Aos quatro anos, atuou como modelo infantil exclusivo da loja “Lá na Modinha”, sob o nome artístico Sergito.[2][1]

Aos oito anos, iniciou os estudos de violão e, aos 14, profissionalizou-se na música ao participar da gravação do disco Paladar (1981), de Herberto Filho, produzido por Cláudio Cartier, ocasião em que adotou o nome artístico Gito Sales.[2]

Bacharel em Administração com pós-graduação em Marketing Cultural, morou em Paris, onde estudou harmonia funcional e se apresentou no metrô.[2]

Em 2025, assumiu o cargo de vice-presidente do Comitê Nacional de Arte Brasileiro (CNAB), com mandato para o período 2025–2031, conforme registro no Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira.[2]

No mesmo ano, lançou o livro Música e Narrativas – As Histórias que Ecoam pela História (Amazon Digital), com foco na relação entre música, memória e identidade.[2]

Vida Pessoal

Gito Sales é pai de Lucas Zattar Sales (nascido em 1998). Lucas, portador de síndrome de Down, é uma reconhecida referência de inclusão no mercado publicitário em Portugal, tendo protagonizado campanhas de destaque e tornando-se uma figura de representatividade no cenário audiovisual europeu.

Carreira

Autodidata no início, foi influenciado pela bossa nova e orientado por músicos como Toninho Horta, Rosinha de Valença e Manoel da Conceição.[2]

Seu primeiro registro fonográfico foi em 1981, como guitarrista e vocalista no LP Paladar, de Herberto Filho.[2]

Em 1983, lançou compacto independente com “Eu Sou Mais Eu” (Arnaldo Brandão) e “Acredite Se Quiser” (Prentice).[2]

De 1985 a 1989, integrou a banda Fibra de Vida, lançando LP pela Warner.[2]

Entre 1990 e 1992, foi integrante da banda Fantasmas, como violonista, guitarrista e vocalista. Gravou o álbum Fantasmas (1990), com regravação de “Ovelha Negra” (Rita Lee), presente na trilha da novela Mulheres de Areia (TV Globo). A banda venceu o Prêmio Sharp 1992 na categoria Melhor Grupo de Música Popular.[2]

Em 1998, integrou a dupla pop Vêennix com Vinícius Ottoni.[2]

Em 2000, retornou a Brasília e colaborou com diversos artistas da MPB.

Em 2005, lançou Independência Já, coproduzido por Vinny e Roberto Lly.[2]

Apresentou-se no Blue Notes e Zinck Bar em Nova Iorque, recebendo pré-contrato da Virgin Records para gravação de Brazilian Jazz.

Em 2010, foi indicado ao Grammy Latino pela produção da banda espanhola Lagarto Amarillo.[2]

Em 2015, lançou o EP Tempo ao Tempo, com regravações e inéditas.[2]

Em 2021, lançou o EP VêenniX (Selo Tratore), com faixas autorais e releitura de “Na Sombra de Uma Árvore” (Hyldon).[2]

Em 2023, lançou o projeto ALQUEMY, com Dani Maya.[2]

Em 2025, lançou o show Violões Que Cantam, unindo música e narrativa.[2]

Gravou com artistas como Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Ed Motta e Fábio Jr..[2]

Além da carreira artística, ministra aulas particulares de violão e guitarra.[2]

Equipamento e Endossos

Ensaio fotográfico.

Gito Sales é um artista endossado pela marca de instrumentos musicais Strinberg. A parceria é gerenciada pela Sonotec Music & Sound, empresa responsável pela distribuição da marca no Brasil. O músico mantém um relacionamento institucional direto com Northon Vanalli (Diretor de Marketing da Sonotec), que coordena o suporte técnico e a curadoria de instrumentos utilizados em suas produções e apresentações.[3]

Projeto Violões que Cantam

Em 2026, Gito Sales consolidou o projeto artístico e de performance intitulado Violões que Cantam. O trabalho é fundamentado na técnica do "diálogo polifônico", onde o violão e a voz operam de forma independente, fundindo harmonias complexas do Brazilian Jazz com uma pulsação rítmica orgânica. O conceito central explorado por Sales é o "eclipse rítmico", termo que define a conversão natural de métricas ímpares em uma fluidez de execução baseada na pulsação sanguínea, dispensando a contagem matemática tradicional.[4]

Frequentemente citado na imprensa especializada como "O Menestrel" ou "Mestre dos Violões", Sales utiliza o projeto para explorar a simbiose entre o improviso e a canção brasileira contemporânea.[5] Em sua fase atual, o projeto destaca a parceria com a cantora Dayane Sant'Anna (Day), estabelecendo um diálogo onde o violão atua como uma voz ativa que interage, antecipa e responde às nuances vocais por meio de contrapontos.[6]

Reconhecimento e Crítica

A trajetória e a técnica de Gito Sales têm sido documentadas por diversos veículos de economia criativa e portais de notícias, que ressaltam a sofisticação de sua linguagem musical e o ineditismo da proposta de performance em dupla.[7][8]

Discografia

  • 1981 – LP Paladar – guitarrista e vocalista
  • 1983 – Compacto simples “Eu Sou Mais Eu” / “Acredite Se Quiser”
  • S/D – LP Fibra de Vida – guitarrista
  • 1990 – CD Fantasmas – violonista, guitarrista e vocalista
  • 2016 – EP Tempo ao Tempo
  • 2021 – EP VêenniX (Selo Tratore)

Premiações

  • Prêmio Sharp 1992 – Melhor Grupo de Música Popular (com Fantasmas)
  • Indicação ao Grammy Latino 2010 – produção com Lagarto Amarillo

Referências

  1. a b «Trajetória musical e cultural de Gito Sales: Um legado no Cenário Brasileiro». Diário da Manhã. 15 de outubro de 2023. Consultado em 23 de novembro de 2024 
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s «Gito Sales». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  3. «Produtos Strinberg - Sonotec Music & Sound». Sonotec Oficial. Consultado em 28 de janeiro de 2026 
  4. «Mestre dos Violões Gito Sales une legado de menestrel à elegância vocal de Day». Economia S/A. 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026 
  5. «Mestre dos Violões Gito Sales une seu legado de menestrel». Na Mídia. 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026 
  6. «Gito Sales e Day: Novo formato do projeto Violões que Cantam». Famosos e Conectados. 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026 
  7. «Mestre dos Violões Gito Sales une legado ao vocal de Day». Portal Big ABC. 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026 
  8. «Gito Sales une legado de menestrel ao projeto Violões que Cantam». Valor Business. 2026. Consultado em 31 de janeiro de 2026 

Ligações externas