Girolamo Ulloa
| Girolamo Calà Ulloa | |
|---|---|
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| Nascimento | 23 de abril de 1810 |
| Morte | 19 de julho de 1891 (81 anos) |
| Nacionalidade | |
| Ocupação | general, patriota, ensaísta |
Girolamo Calà Ulloa (Nápoles, 23 de abril de 1810 — Florença, 19 de julho de 1891) foi um general, patriota e ensaísta italiano.
Biografia
Segundo filho do Duque de Lauria, iniciou a carreira militar como oficial de artilharia, no exército das Duas Sicílias, após ter frequentado o Real Colégio Militar da Nunziatella. Em 1833, foi envolvido com o irmão Antonio na conspiração de Cesare Rosaroll; foi preso, mas depois os dois irmãos Ulloa foram absolvidos (1834).[1][2]
Estudioso de questões militares, em 1835 deu vida em Nápoles, com o irmão Antonio, à Antologia militare, uma revista que foi publicada até 1846. Publicou vários ensaios de argumento militar, entre eles "La guerra per l'indipendenza italiana nel 1848-1849", publicado em língua francesa em 1859.[1][2]
Por ocasião da Primeira Guerra de Independência Italiana (1848), Ulloa fez parte do corpo de expedição, forte de 15 mil homens, que o governo constitucional napolitano de Carlo Troya enviou à Lombardia, sob o comando de Guglielmo Pepe, em auxílio do Reino da Sardenha contra o Império Austríaco. Após a retirada do exército das Duas Sicílias por parte de Fernando II, Girolamo Calà Ulloa dirigiu-se com numerosos outros militares do exército napolitano (Guglielmo Pepe, Luigi e Carlo Mezzacapo, Enrico Cosenz, Cesare Rosaroll, Alessandro Poerio, etc.) em socorro de Veneza sitiada, distinguindo-se na defesa da cidade e obtendo primeiro o grau de coronel e depois o de general de brigada do exército vêneto.[1][2]
Após a queda de Veneza (18 de agosto de 1849), foi exilado em Paris com Daniele Manin. Em 1857 aderiu à Sociedade Nacional, a associação que propugnava a Unificação da Itália sob a Casa de Saboia, e na véspera da campanha de 1859 foi convidado pelo conde de Cavour no Piemonte.[1][2]
Durante a segunda guerra de independência foi enviado à Toscana, onde organizou o corpo dos Caçadores dos Apeninos; assumiu o comando de uma divisão de voluntários toscanos à qual se uniu o 5º corpo de exército francês, desembarcado em Livorno sob o comando do príncipe Girolamo Bonaparte, e ambas as tropas dirigiram-se para a Lombardia sob a orientação de Ulloa. Suspeito de ser favorável às aspirações de Girolamo Bonaparte ao trono da Itália central estabelecidas com os acordos de Plombières, Girolamo Ulloa demitiu-se do exército da Toscana.[1][2]
Amargurado, retornou a Nápoles e reaproximou-se de Francisco II das Duas Sicílias, coisa que o colocou ainda mais em má situação perante a opinião pública e o governo sardo.[1][2]
Após a anexação do Reino das Duas Sicílias (1860), o governo do recém-nascido Reino da Itália negou-lhe o reconhecimento da obra prestada nas duas guerras de independência, pelo que Girolamo Ulloa foi forçado a seguir Francisco II a Roma, onde aliás seu irmão Pietro era primeiro-ministro do governo borbônico no exílio. Somente em 1866 obteve a permissão de entrar no Reino da Itália; estabeleceu-se em Florença, onde viveu apartado, dedicado apenas ao estudo.[1][2]
Condecorações
Comendador da Real Ordem de Francisco I
Publicações
- 1: Evenements anterieurs a la guerre, campagne du Piemont et la guerre dans la Venetie. Paris: L. Hachette et C., 1859 (1: Acontecimentos anteriores à guerra. Campanha do Piemonte e guerra na Veneza. Milão: presso Legros e Marazzani, 1859).
- 2: Affaires de Toscane et de Sicile; Guerre de Rome; Blocus et siege de Venise. Paris: L. Hachette et C., 1859 (2: Acontecimentos da Toscana e da Sicília. Guerra de Roma. Bloqueio e cerco de Veneza. Milão: presso Legros e Marazzani, 1860).
- Brevi cenni sulla spedizione del corpo di esercito napolitano nell'ultima guerra d'Italia, per Girolamo Ulloa in risposta alle narrazioni storiche pubblicate da Pier Silvestro Leopardi. Turim: G. Bianciardi, 1856.
- Cenno delle artiglierie napoletane, de loro tiri e del modo di appuntarle ad uso spezialmente de sotto uffiziali dell'arma. Nápoles: Reale tip. della guerra, 1845.
- Dell'arte della guerra. Turim: Tip. Savoiardo e Bocco.
- Dell'esercito napolitano: considerazioni politico-militari, di Girolamo Ulloa capitano di artiglieria. Nápoles: ?s.n.?, 1848 (Tipografia di Federico Vitale).
- Dell'indole bellicosa dei Francesi e delle cause dei loro ultimi disastri / per il generale Girolamo Ulloa. Florença: Tip. Pier Capponi, 1871 (Du caractere belliqueux des Francais et des causes de leurs dernieres desastres, par le general Jerome Ulloa; traduit de l'italien avec l'autorisation expresse de l'auteur par J. Ernest Mouille avec des notes et une introduction du traducteur. Paris: Sandoz et Fischbacher, 1872).
- Guerre de l'independance italienne en 1848 et en 1849. Paris: Librairie de La Hachette, 1859 (Guerra da independência italiana nos anos 1848 e 1849; primeira versão italiana sobre o original francês, com notas acrescentadas por cuidado de Cesare Tanzi; ilustrada por Giovanni Battista Zambelli. Milão: presso Legros e Marazzani, 1859-1860).
- Guerra fra Prussia e Francia: considerazioni politico-strategiche. Florença: Stabilimento Civelli, 1870.
- I due sistemi di difesa d'Italia presentati alla camera per il generale Girolamo Ulloa. Florença: Tip. P. Capponi, 1872.
- L'esercito italiano e la battaglia di Custoza: studi politico-militari. Florença: Tip. G. Gaston, 1866 [1].
- La quistione militare : Napoli e il suo porto militare. Florença: Stabilimento Civelli, 1870.
- Napoli e il suo porto militare. Florença: Stabilimento Civelli, 1870.
- Observations sur l'ouvrage: Campagne de l'empereur Napoleon III. en Italie. Paris: P. Brunet, 1865.
- Risposta al giornale militare l'Esercito, per il generale Girolamo Ulloa. Florença: Tip. Gaston, 1867.
Ver também
- Reino das Duas Sicílias
- Primeira Guerra de Independência Italiana
- Segunda Guerra de Independência Italiana
