Gioia Júnior

Gioia Júnior
Deputado estadual de São Paulo
Período1971
a 1975
Deputado federal de São Paulo
Período1.º de fevereiro de 1975
a 31 de janeiro de 1979
Deputado federal de São Paulo
Período1.º de fevereiro de 1979
a 31 de janeiro de 1983
Deputado federal de São Paulo
Período1.º de fevereiro de 1983
a 31 de janeiro de 1987
Dados pessoais
Nome completoRafael Gióia Martins Júnior
Nascimento9 de agosto de 1931
Campinas, SP, Brasil
Morte4 de abril de 1996 (64 anos)
São Paulo, SP, Brasil
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Elza Lazarina Gióia Martins
Pai: Rafael Gióia Martins
Alma materUniversidade do Vale do Paraíba
EsposaDinorá Fernandes Gióia Martins
PartidoMDB
ARENA
PDS
PFL
PPR
PPR
PP
ProfissãoAdvogado, jornalista e radialista

Rafael Gióia Martins Júnior (Campinas, 9 de agosto de 1931São Paulo, 4 de abril de 1996) foi um advogado, jornalista e radialista brasileiro. Foi vereador, deputado estadual, de 1971 a 1975 e três vezes deputado federal por São Paulo, de 1975 a 1979, 1979 a 1983 e 1983 a 1987.

Biografia

Gioia Júnior nasceu na cidade paulista de Campinas, em 1931. Era filho de Rafael Gióia Martins e de Elza Lazarina Gióia Martins. Foi aluno dos colégios Batista Brasileiro e do Presidente Roosevelt. Formou-se em direito pela Faculdade de Direito do Vale do Paraíba, hoje a Universidade do Vale do Paraíba.[1]

Começou a carreira em 1945, em Mato Grosso, na P.R.I.7, Rádio Difusora de Campo Grande. Em 1949, Gioia transferiu-se para São Paulo, para trabalhar na Rádio Cultura, e em 1956, foi para a O.V.C. Na Rádio Nacional, Gioia foi assistente de Walter Forster, então diretor artístico.[2] Trabalhou em várias estações de rádio e emissoras da TV como a rádio Cultura, rádio Bandeirantes, TV Record, TV Bandeirantes, TV Globo, além dos jornais do Diário do Grande ABC e do Diário Popular. Começou na vida política como vereador pela capital paulista, em 1966, como líder do governo na gestão do prefeito José Vicente de Faria Lima e presidindo a Comissão de Servidores Municipais.[1]

Em 1966, elegeu-se deputado estadual pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em fevereiro de 1967, tornou-se primeiro-vice-líder do MDB, vice-presidente da mesa da Assembleia Legislativa, presidente das comissões de Assuntos da Capital e de Redação e membro da Comissão de Educação dessa casa. Reeleito no pleito de novembro de 1970, assumiu novo mandato em fevereiro do ano seguinte.[1]

No final de 1974, elegeu-se deputado federal por São Paulo, dessa vez na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Foi vice-presidente da Comissão de Comunicações e suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a reformulação partidária, Gioia se filiou ao Partido Democrático Social (PDS), partido sucessor da Arena, tornando-se vice-líder do partido na Câmara dos Deputados. Nas eleições de novembro de 1982, foi reeleito à Câmara pelo estado de São Paulo na legenda do PDS, assumindo novo mandato em fevereiro seguinte.[1]

Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, Gioia votou a favor da Proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara, propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. A emenda não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação e na reunião do Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985, Gioia votou em Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática.[1]

Gioia deixou provisoriamente a carreira política em 1986, quando não conseguiu se reeleger deputado federal pelo PDS (do qual desligar-se-ia posteriormente), mas ainda tentaria se eleger vereador em 1988, pelo PFL (concorrendo com o número 25.616)[3], e deputado estadual em 1990, dessa feita pelo PL (concorrendo sob o número 22.252)[4], não logrando êxito em ambas. Foi presidente da Associação de Radialistas do Estado de São Paulo e membro da Academia Paulista de Jornalismo.[1][5]

Morte

Gioia teve um infarto e foi internado no Instituto do Coração, na capital paulista, onde morreu em 4 de abril de 1996, devido a uma parada cardíaca, aos 64 anos. Ele foi sepultado no Cemitério do Araçá. Deixou a esposa, Dinorá e quatro filhos.[6] Era pai do paleontólogo Rafael Gioia Martins Neto (1954-2010).[7]

Referências

  1. a b c d e f «Rafael Gióia Martins Júnior». Fundação Getúlio Vargas. Consultado em 6 de abril de 2021 
  2. «Gioia Júnior». Museu da TV. Consultado em 6 de abril de 2021 
  3. «Diário Oficial do Estado de São Paulo; Seção I (Executivo)» (PDF). Diário Oficial - PRODESP. 12 de novembro de 1988. p. 75. Consultado em 18 de abril de 2024 
  4. «Diário Oficial do Estado de São Paulo; Seção I (Executivo)» (PDF). Diário Oficial - PRODESP. 26 de setembro de 1990. p. 59. Consultado em 18 de abril de 2024 
  5. «IBRASV homenageia Rafael Gióia Martins Junior (em memória), pelo seu 89ª aniversário e por seus relevantes serviços prestados ao Brasil». Instituto Brasil Sem Violência. Consultado em 5 de abril de 2021 
  6. «Morre jornalista Gióia Jr.». Folha de S.Paulo. Consultado em 5 de abril de 2021 
  7. Hessel, Maria Helena (2010). «Rafael Gioia Martins Neto (1954-2010), sua vida e sua obra». Revista de Geologia da Universidade Federal do Ceará. 23 (2). Consultado em 5 de abril de 2021