Gertrude Käsebier
| Gertrude Käsebier | |
|---|---|
![]() Gertrude Käsebier por Samuel H. Lifshey, c. 1900 | |
| Nascimento | 18 de maio de 1852 |
| Morte | 13 de outubro de 1934 (82 anos) |
| Nacionalidade | norte-americana |
| Área | Fotografia |
| Formação | Instituto Pratt (c. 1880) |
| Movimento(s) | Pictorialismo |
Gertrude Käsebier, também conhecida como Gertrude Stanton Käsebier, nascida Stanton (Des Moines, 18 de maio de 1852 – Nova Iorque, 13 de outubro de 1934) foi uma fotógrafa norte-americana.
É considerada uma das principais representantes do pictorialismo, movimento que buscou afirmar a fotografia como uma forma legítima de arte no final do século XIX e início do século XX.[1]
Biografia
Käsebier nasceu em 1852, em Des Moines, no estado de Iowa. Era filha de Muncy Boone Stanton e John W. Stanton. A partir de 1859, seu pai passou a administrar uma serraria em Golden City, no contexto do crescimento econômico associado à corrida do ouro no Colorado. Ele faleceu em 1864, o que levou sua mãe a se mudar com a família para Nova Iorque.[1][2]
Em 1874, Gertrude casou-se com Eduard Käsebier, um empresário de origem alemã. O casal teve três filhos.[2]
No final da década de 1880, Käsebier iniciou sua formação artística no Instituto Pratt, em Nova Iorque, instituição reconhecida por seu ensino em artes visuais. Durante a década de 1890, já como esposa e mãe, começou a fotografar de forma mais sistemática, inicialmente registrando membros de sua própria família.[2][3]
Após complementar sua formação com um fotógrafo especializado em retratos, abriu em 1897 seu próprio estúdio fotográfico em Nova Iorque, marcando o início de sua carreira profissional.[2]
Reconhecimento e atuação no pictorialismo
Os retratos produzidos por Gertrude Käsebier alcançaram rapidamente reconhecimento artístico e sucesso comercial. Em 1898, foi-lhe dedicada uma exposição individual no New York Camera Club, uma das principais instituições fotográficas da época. Em 1903, o fotógrafo e editor Alfred Stieglitz publicou seis de suas fotografias no primeiro número da revista Camera Work, publicação central para a consolidação da fotografia artística nos Estados Unidos. Entre as imagens divulgadas estava Blessed Art Thou among Women, uma de suas obras mais conhecidas.
Sua fotografia The Manger (A Manjedoura) foi vendida em 1899 por 100 dólares, valor que representava, até então, o maior preço já pago por uma fotografia artística. Käsebier foi a primeira mulher admitida na Brotherhood of the Linked Ring, associação internacional dedicada à fotografia pictorialista. Em 1902, tornou-se membro fundadora do movimento Photo-Secession, criado para promover a fotografia como arte independente.[4]
Ruptura com a Photo-Secession e últimos anos
Devido a divergências artísticas e organizacionais, especialmente em relação à forte influência de Alfred Stieglitz, Gertrude Käsebier afastou-se da Photo-Secession. Em 1910, fundou a associação Pictorial Photographers of America, concebida como uma entidade alternativa dedicada à valorização da fotografia pictorialista.[2][5]
Morte
Käsebier faleceu em Nova Iorque, em 13 de outubro de 1934, aos 82 anos.[2][3]
Referências
- ↑ a b Rosenblum, Naomi (2007). A World History of Photography 4 ed. Nova Iorque: Abbeville Press. ISBN 9780789209375
- ↑ a b c d e f Embree, Eleanor (1988). Gertrude Käsebier: The Photographer and Her Photographs. Washington, D.C.: National Museum of American Art. ISBN 978-0874742900 Verifique
|isbn=(ajuda) - ↑ a b «Gertrude Käsebier». Art Institute of Chicago. Consultado em 15 de janeiro de 2026
- ↑ Greenough, Sarah (2000). Modern Art and America: Alfred Stieglitz and His New York Galleries. Washington, D.C.: National Gallery of Art. ISBN 978-0894682834
- ↑ Stieglitz, Alfred (1903). «Camera Work». Nova Iorque. Camera Work (1)
