Georges Auric
| Georges Auric | |
|---|---|
![]() Композиторът през 1940 г. | |
| Nascimento | Georges Abel Louis Auric 15 de fevereiro de 1899 Lodève |
| Morte | 23 de julho de 1983 (84 anos) 8.º arrondissement de Paris |
| Sepultamento | Cemitério do Montparnasse |
| Cidadania | França |
| Cônjuge | Nora Auric |
| Alma mater |
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| Ocupação | compositor, coreógrafo, compositor de bandas sonoras, ator |
| Movimento estético | música clássica |
Georges (Georges-Abel-Louis) Auric é um compositor francês, nascido em Lodève (Hérault)[1] a 15 de fevereiro de 1899 e morto em Paris a 23 de julho de 1983. Fez parte do grupo dos Seis, importante reunião de compositores franceses jovens do começo do século XX.[2]
Biografia
Georges Auric completou seus primeiros estudos musicais em Montpellier antes de ingressar no Conservatório Nacional Superior de Paris em 1913, onde se tornou aluno de Georges Caussade. No ano seguinte, estudou composição com Vincent d'Indy na Schola Cantorum; Albert Roussel também foi seu professor. Ele tinha apenas quinze anos quando a Société Nationale incluiu seus Interlúdios, melodias sobre poemas de René Chalupt, em seu programa. Os anos de 1915 a 1921 foram os do encontro de Erik Satie e Jean Cocteau e da aventura do "Groupe des Six", do qual se tornou um dos membros mais ativos; foi a ele que Cocteau dedicou seu manifesto "Le Coq et l'Arlequin". Auric escreveu críticas musicais para os periódicos Marianne, Paris-Soir e Nouvelles Littéraires e foi diretor artístico da Ópera de Paris e da Ópera Comique (1962–1968).[2][3]
As obras de Auric são caracterizadas por um tipo de ironia musical, misturando melodias populares com harmonia sofisticada. Suas composições mais notáveis são o balé Les Matelots (1925; "Os Marinheiros"), um dos seus primeiros sucessos no palco, e suas trilhas sonoras para À nous la liberté! (1931), de René Clair, e para a biografia cinematográfica de Henri de Toulouse-Lautrec, Moulin Rouge (1952), que incluiu o sucesso popular "Onde Está Seu Coração?" ("A Canção do Moulin Rouge "). Outras obras de Auric incluem uma "abertura" para orquestra (1938), canções, música de câmara e música para balés produzidos por Serge Diaghilev, Jean-Louis Barrault e Cocteau. Em suas obras, ele esteve entre aqueles que reagiram contra a linguagem cromática harmônica e as estruturas simbolistas de Claude Debussy. Em seus últimos anos, ele retornou à uma série de peças para pequenos conjuntos de câmara: Les Imaginées e Double-jeus para piano.[2][3]
Entre as honrarias que recebeu, foi eleito para a Academia de Belas-Artes de Paris em 14 de novembro de 1962, sucedendo a Jacques Ibert,[4] e também foi membro do Conselho da Ordem das Artes e Letras entre 1965-1970.[5]
Referências
- ↑ Biografia e créditos de Georges Auric no site Screenonline do British Film Institute. Disponível online em inglês. Consultado em 23/06/2013.
- ↑ a b c «Georges Auric | Impressionist, Ballet, Film Scores | Britannica». www.britannica.com (em inglês). Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ a b Josiane, Mas. «Georges Auric». FranceArchives (em francês). Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ «Georges Auric | Academie des beaux-arts». www.academiedesbeauxarts.fr (em francês). 14 de novembro de 1962. Consultado em 25 de setembro de 2025
- ↑ «Ordre des Arts et des Lettres». www.france-phaleristique.com. Consultado em 25 de setembro de 2025
