Geni e o Zepelim (filme)
Geni e o Zepelim
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2026 • cor • | |
| Gênero | drama |
| Direção | Anna Muylaert |
| Produção | Iafa Britz |
| Coprodução | Paris Entretenimento, Globo Filmes |
| Roteiro | Anna Muylaert |
| Elenco | |
| Companhia produtora | Migdal Filmes |
| Distribuição | Paris Filmes |
| Lançamento | 2026 (previsão) |
| Idioma | português |
Geni e o Zepelim é um futuro filme brasileiro de drama, que tem a produção da Migdal Filmes, em coprodução com Paris Entretenimento e Globo Filmes e a distribuição pela Paris Filmes. Com direção e roteiro de Anna Muylaert, baseado na clássica canção homônima de Chico Buarque, composta em 1978. O longa-metragem marca a primeira adaptação ficcional da música para o cinema e é estrelado por Ayla Gabriela e Seu Jorge. [1][2]
Sinopse
Inspirado na canção homônima de Chico Buarque, o longa narra a história de Geni, uma prostituta de uma cidade ribeirinha no coração da floresta amazônica. Amada pelos desvalidos e odiada pela elite local, Geni vê sua cidade ser invadida por um tirano conhecido como Comandante, que chega em um imponente zepelim. Com um plano predatório para a região, ele força os moradores a fugirem rio adentro, onde acabam presos. Quando o Comandante vê Geni, ela percebe que pode haver uma chance de salvar a todos — mesmo sendo a mais marginalizada pela comunidade.[3][4]
Elenco
- Ayla Gabriela como Geni
- Seu Jorge como Comandante
Produção
Controvérsias
A escolha de Thainá Duarte, uma atriz cisgênero, para interpretar Geni gerou controvérsia nas redes sociais. Artistas e ativistas trans manifestaram críticas, destacando o potencial da personagem como símbolo da marginalização de pessoas trans.[5]
Ao jornal Estadão, Anna Muylaert afirmou que a escalação ocorreu após um extenso processo de seleção e destacou que a personagem Geni pode ter múltiplas interpretações no contexto atual, como uma mulher trans, uma mãe solo ou até uma presidenta retirada do poder.[6] Embora a canção original não explicite a identidade de gênero da personagem, a montagem teatral Ópera do Malandro e sua adaptação cinematográfica em 1986 apontam a transfobia como uma das motivações para o ódio coletivo contra Geni. O filme atual pretende ressignificar e ampliar a leitura simbólica da personagem.[7]
Diante da repercussão negativa e das acusações de “transfake” — termo usado para descrever a prática de escalar atores cisgênero em papéis de pessoas trans —, Thainá Duarte decidiu deixar o projeto. A substituição por Ayla Gabriela foi celebrada por ativistas e integrantes da comunidade trans, que defendiam uma representação mais coerente com a identidade da personagem.[8]
Filmagens
A gravação do longa ocorreu mais de dois meses na cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre. As gravações foram encerradas em 18 de junho de 2025[9]
Referências
- ↑ «EXCLUSIVO: Thainá Duarte será Geni em filme "Geni e o Zepelim", inspirado em canção de Chico Buarque». O Globo. 15 de abril de 2025
- ↑ «Geni e o Zepelim: novo filme revela elenco completo». Omelete. Abril de 2025
- ↑ «Geni e o Zepelim: Thainá Duarte muda visual para novo filme de Anna Muylaert». Papelpop. Abril de 2025
- ↑ «Com direção de Anna Muylaert, filme "Geni e o Zepelim" será rodado no interior do Acre». G1. 30 de janeiro de 2025
- ↑ «Geni e o Zepelim: comunidade trans critica escalação de Thainá Duarte». Omelete. Abril de 2025
- ↑ «Filme "Geni e o Zepelim" é criticado por escalação de Thainá Duarte: "transfobia velada"». Estadão. Abril de 2025
- ↑ «'Geni e o Zepelim': canção clássica da MPB vira filme protagonizado por Thainá Duarte e Seu Jorge». Mundo Negro. Abril de 2025
- ↑ «Geni e o Zepelim: Diretora escala atriz trans para filme após enxurrada de críticas». Notícias da TV. 30 de abril de 2025. Consultado em 1 de maio de 2025
- ↑ Pimenta, Caio (18 de junho de 2025). «Anna Muylaert finaliza gravações de 'Geni e o Zepelim' no Acre». Cine Set. Consultado em 18 de junho de 2025