Gengoroh Tagame

A forma nativa deste nome pessoal é Tagame Gengoroh. Este artigo usa a ordem de nome ocidental ao mencionar indivíduos.
Gengoroh Tagame

Mangaká Gengoroh Tagame no Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême em 2017

Biografia
Nascimento
Nome nativo
田亀源五郎
Nome no idioma nativo
田亀源五郎
Cidadania
Local de trabalho
Tóquio (d)
Alma mater
Atividades
Outras informações
Áreas de trabalho
banda desenhada
manga
homossexualidade
homosexuality and literature (d)
Género artístico
Website
(ja + en) www.tagame.org
Distinções
Japan Media Arts Festival ()
Prémio da Associação dos Cartunistas do Japão ()
Prêmio Sade BD/Mangá (d) (A Casa dos Brutos (d)) ()
'Magnum opus'
Otōto no Otto
Our Colors (d)

Gengoroh Tagame (田亀 源五郎, Tagame Gengorō; Kamakura, 3 de fevereiro de 1964) é um pseudônimo do artista de mangá japonês. É considerado o criador mais prolífico e influente no gênero mangá gay. Tagame começou a contribuir com mangás e ficção em prosa para revistas japonesas voltadas para o público gay masculino na década de 1980, após estrear como artista de mangá na revista de mangá yaoi (romance entre homens) June enquanto ainda estava no ensino médio. Como aluno, estudou design gráfico na Universidade de Arte de Tama e trabalhou como designer gráfico comercial e diretor de arte para sustentar sua carreira como artista de mangá. Sua série de mangás The Toyed Man (嬲り者, Naburi-Mono), originalmente serializada na revista gay masculina Badi de 1992 a 1993, obteve grande sucesso após ser publicada como livro em 1994. Depois de cofundar a revista gay G-men em 1995, Tagame começou a trabalhar como mangaká gay em tempo integral.

Durante grande parte de sua carreira, Tagame criou exclusivamente mangás eróticos e pornográficos, obras que se distinguem por suas representações gráficas de sadomasoquismo, violência sexual e hipermasculinidade. A partir da década de 2010, Tagame ganhou reconhecimento dos meios de comunicação de massa após começar a produzir simultaneamente mangás não pornográficos que retratavam temas e assuntos LGBT; sua série de mangás de 2014, O Marido do meu Irmão, sua primeira série voltada para o público em geral, recebeu aclamação da crítica sendo premiada pelo Festival de Artes Midiáticas do Japão, pela Associação dos Cartunistas do Japão e o Prêmio Eisner. Tagame também é conhecido por suas contribuições como historiador de arte, por meio de sua série de antologias de arte em vários volumes Arte erótica gay no Japão.

Biografia

Infância e carreira

Tagame nasceu em Kamakura em 3 de fevereiro de 1964,[1][2] em uma família descendente de samurais.[3][4] O caçula de dois irmãos, Tagame foi proibido de ler mangás quando criança, com exceção das obras de Osamu Tezuka, que seus pais consideravam ter mérito literário.[4] Ele se expôs a uma variedade maior de mangás ao ler histórias shōnen (quadrinhos para meninos) nas salas de espera de barbearias, principalmente as obras dos autores de terror Kazuo Umezu e Go Nagai, cujos mangás frequentemente apresentavam temas violentos e sexuais.[4] Ele começou a desenhar quando criança e,[5] no ensino fundamental, já desenhava quadrinhos amadores para seus colegas de classe e professores.[5] No início da adolescência, começou a desenhar mangás pornográficos depois de ler romances do Marquês de Sade e descobrir a revista Renaissance, que reimprimia material de revistas clandestinas de mangás BDSM;[6] Tagame comentou que descobriu seu interesse por BDSM antes de perceber que era gay.[7]

Ele percebeu sua homossexualidade depois de assistir a filmes com “homens nus e amarrados” (como a série italiana Hércules e Charlton Heston em Planeta dos Macacos)[8] e descobrir a revista gay Sabu. Descobriu que não se interessava pelas histórias da Sabu focadas em romance e se sentia atraído por histórias focadas em sadomasoquismo.[8] No ensino médio, Tagame começou a escrever mangás profissionalmente e contribuiu para a revista de mangás June em 1982 sob um pseudônimo.[4][5] June era uma revista yaoi (mangá de romance entre homens, também conhecido como Boys' love ou BL) voltada principalmente para o público feminino e era conhecida por suas histórias de vanguarda com enredos complexos e realismo social;[4][6] A primeira história de Tagame na June focava em um “garoto bonito que se veste como mulher” cujo pai é assassinado por seu namorado.[5][9] Tagame lutou com sua sexualidade e interesse por sadomasoquismo durante o ensino médio e só se assumiu no primeiro ano da faculdade.[8]

Após concluir o ensino médio, Tagame mudou-se para Tóquio para estudar design gráfico na Universidade de Arte de Tama, contra a vontade de seus pais, que esperavam que ele frequentasse a Universidade de Tóquio e se tornasse banqueiro. Durante a faculdade, ele enviou histórias eróticas gays, ilustrações e mangás para a Barazoku, René e outras revistas gays e BL sob vários pseudônimos.[8][2] Ele acabou escolhendo o pseudônimo “Gengoroh Tagame”; ambas as palavras são termos japoneses para diferentes espécies de insetos aquáticos, que Tagame escolheu para se diferenciar dos pseudônimos “machistas ou românticos” usados por outros artistas gays japoneses.[10] Durante uma viagem de arte estudantil pela Europa, Tagame descobriu a revista de subcultura do couro americana Drummer em uma livraria em Londres.[10] A revista apresentava ilustrações homoeróticas e fetichistas de artistas ocidentais como Tom of Finland, Rex e Bill Ward, e influenciaria fortemente a arte de Tagame.[8] Após se formar na universidade, ele começou a trabalhar como designer gráfico comercial e, mais tarde, diretor de arte, enquanto continuava a escrever mangás e ficção em prosa.[2][11]

Mangá erótico gay

A década de 1980 viu um aumento na popularidade da mídia gay no Japão, uma tendência inspirada pela importação cultural de obras de artistas gays americanos, como Robert Mapplethorpe e Edmund White.[12] À medida que as editoras japonesas procuravam explorar esse novo interesse pela arte gay criada por artistas gays, Tagame emergiu como um artista influente com base em seu trabalho na June, Barazoku e outras revistas.[12] Tagame estreou-se como artista de mangá erótico gay em 1987, criando mangás para a Sabu.[2] Em contraste com as revistas yaoi e boys' love heterossexuais e orientadas para o público feminino que publicavam os trabalhos anteriores de Tagame, a Sabu era produzida por homens gays para um público masculino gay.[2] Sua série de mangás The Toyed Man (嬲り者, Naburi-Mono), originalmente serializada na revista gay masculina Badi de 1992 a 1993, foi publicada como um livro em 1994 e se tornou a primeira obra de quadrinhos gay no Japão a dar lucro.[12] O sucesso estrondoso de The Toyed Man demonstrou a viabilidade do mangá gay — mangá sobre relacionamentos gays para um público masculino gay, em contraste com o yaoi — como uma categoria comercial,[13] e o estabeleceu como um gênero “de mérito cultural e importância artística”.[12] A segunda série longa de Tagame, o épico histórico de 824 páginas e três volumes The Silver Flower (男女郎苦界草紙~銀の華, Shirogane-no-Hana), é apontada por Graham Kolbeins como ampliando “o escopo do que o mangá gay poderia ser narrativamente” além de histórias focadas em pornografia para incorporar elementos narrativos e estéticos complexos.[12]

Em 1995, Tagame e dois editores da Badi fundaram a revista gay G-men, uma abreviação de “Gengoroh's Men” (Os Homens de Gengoroh).[12] A revista focava em obras que retratavam homens masculinos e fisicamente grandes, e apresentava mangás que retratavam tipos físicos mais velhos e musculosos.[2] A G-men fazia parte de um esforço conjunto de Tagame para “mudar o status quo das revistas gays”,[8] afastando-se da estética bishōnen – meninos e jovens delicados e andróginos que eram populares na mídia gay da época.[2][12] A G-men foi um sucesso e, em 1996, Tagame já trabalhava em tempo integral como artista de mangá gay.[11] A revista serializou a maioria dos mangás de Tagame publicados durante os anos 1990 e início dos anos 2000, notadamente Do You Remember the South Island's POW Camp? e Pride.[14] Tagame continuou a publicar seus mangás serializados como livros durante esse período, inicialmente por meio de produtoras de pornografia gay e, mais tarde, por meio de editoras formais.[2] A partir de 2003, Tagame começou a publicar a série antológica de arte erótica gay em vários volumes Arte erótica gay no Japão, que acompanha a história da arte erótica gay japonesa da década de 1950 até o presente.[2]

Sucesso internacional e crossover

Tagame atraiu um público internacional a partir dos anos 2000, através da circulação de versões piratas e digitalizadas de suas obras.[15] Suas obras começaram a receber traduções oficialmente licenciadas em 2005, depois que a editora francesa H&O Editions lançou uma tradução de sua série de mangás Gunji; uma exposição de suas obras foi realizada em Paris em 2009.[3] Em 2012, uma tradução em inglês do mangá one-shot Standing Ovations, de Tagame, foi publicada em Thickness, uma antologia de quadrinhos eróticos publicada por Ryan Sands e Michael DeForge, marcando o primeiro lançamento de uma tradução oficialmente licenciada em inglês do mangá de Tagame.[4] A editora americana PictureBox publicou The Passion of Gengoroh Tagame, uma antologia em inglês dos mangás de Tagame, em 2013;[4] várias obras de Tagame também foram traduzidas para o inglês pela editora Bruno Gmünder Verlag, agora extinta.[16]

Em 2013, Tagame foi abordado por editores da editora Futabasha para criar uma série de mangás para o público em geral.[8][17] Embora Tagame já tivesse sido abordado por revistas de mangás convencionais para criar uma série de mangás autobiográficos não pornográficos, ele recusou as ofertas, afirmando que “não queria abandonar meu estilo e meu público escrevendo uma obra mais populares”.[17][18] No início da década de 2010, Tagame observou que, embora o casamento entre pessoas do mesmo sexo raramente fosse abordado na grande imprensa japonesa, o assunto gerou grande interesse entre seus fãs heterossexuais quando ele postou sobre o tema em sua conta no Twitter.[17][18] Posteriormente, Tagame propôs à Futabasha uma série sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo e os direitos LGBT no Japão da perspectiva de um personagem heterossexual;[17][19] a série resultante foi O Marido do meu Irmão, que foi serializada na revista seinen (mangá para homens jovens adultos) Monthly Action de 2014 a 2017.[8] A série foi amplamente aclamada, ganhou vários prêmios e foi adaptada para uma série de televisão live-action que foi ao ar na NHK em 2018.[20]

Tagame continuou a criar mangás eróticos simultaneamente com mangás para todas as idades, afirmando que a experiência de criar O Marido do meu Irmão o fez “perceber o quanto é divertido [desenhar mangás para todas as idades]” e que equilibrar a criação de obras eróticas com a criação de obras para todas as idades era “muito saudável para mim, mentalmente”.[7] Our Colors, sua segunda série voltada para o público em geral, foi serializada na Monthly Action de 2018 a 2020.[21] Sua terceira série de mangás para o público em geral, Fish and Water, começou a ser serializada na Web Action da Futabasha em 2022.[22]

Estilo e influências

Tagame descreve seu estilo como kuma-kei (熊系; lit. "tipo urso"), um termo que ele usa para descrever os homens masculinos, musculosos e peludos que ele desenha.[8] O sexo é normalmente o foco principal dos mangás de Tagame[23] e suas obras são quase invariavelmente de natureza fetichista, apresentando representações de bondage, disciplina, couro, fisting[24] e sadomasoquismo.[14] Esses temas são frequentemente amplificados através do uso de ficção científica, fantasia e ficção histórica para criar cenários sexuais surreais e hiper-reais.[25] Tagame reconheceu que seu mangá “representa uma minoria muito pequena do mundo. No mundo real, a grande maioria das pessoas não gosta de tortura em suas vidas sexuais, invariavelmente. Mas não estou escrevendo para elas.”[25] Tagame retrata com moderação material fetichista extremo em obras como coprofilia ou violência gráfica, observando que o objetivo principal de suas obras pornográficas é inspirar excitação sexual e não repulsa.[26]

Embora a arte em quadrinhos com representações sexualizadas de homens masculinos não seja exclusiva de Tagame, o acadêmico William Armour argumenta que suas obras se distinguem das de seus colegas por seu interesse “na maneira como as relações de poder entre homens podem ser erotizadas”.[14] Seus mangás são conhecidos por suas qualidades estéticas e complexidade psicológica,[10] com Armour escrevendo que “embora, em um nível, Tagame apresente histórias como pornografia gráfica em quadrinhos, em outro nível, ele tece nas imagens e nas palavras um sentido muito mais profundo de como a homosocialidade pode facilmente se transformar em homossexualidade, apesar de seus personagens masculinos serem posicionados como exemplos de masculinidade hegemônica”.[27] O próprio Tagame afirmou que “o que tentei fazer na minha literatura erótica foi elevar isso ao nível da arte e pensar nisso em termos da arte estar principalmente a serviço da representação da humanidade”.[19]

Enquanto a maioria dos artistas de mangá gays produz obras voltadas exclusivamente para o público masculino gay, Tagame é conhecido por ter um público heterossexual e feminino significativo.[28] Tagame afirmou que ajusta seu estilo se uma obra for publicada em um formato em que será lida principalmente por um subconjunto específico de seu público, observando que “quando escrevo para revistas masculinas gays, trata-se principalmente da iniciativa e da interioridade do herói. Quando sei que mulheres também vão ler [...] elas estão mais interessadas em ver relacionamentos reais e casais.”[29] Ao considerar por que as obras de Tagame atraem um público diversificado, Anne Ishii levanta a hipótese de que “algo no que Tagame faz nem sequer tem a ver com ser gay [...] tem a ver com o desejo e o lado mais sombrio do desejo. Para mim, não se encaixa em uma categoria sexual.”[28]

Tagame credita artistas japoneses e ocidentais entre suas influências,[14][3] incluindo Caravaggio, Michelangelo,[17] o Marquês de Sade,[4] Tsukioka Yoshitoshi,[3] Go Mishima, Sanshi Funayama, Oda Toshimi, [30] Suehiro Maruo, Kazuichi Hanawa, Hiromi Hiraguchi,[2] e Bill Ward.[8] Figuras nuas na arte helenística e barroca, inicialmente encontradas por Tagame em antologias de arte clássica que ele leu quando criança, influenciaram fortemente suas obras.[5][17] Ao considerar suas influências ocidentais e japonesas, Tagame observa que a arte cristã ocidental inspirou suas representações de nudez e humilhação (como as representações de Caravaggio da crucificação de Cristo), enquanto a arte clássica japonesa, como o shunga (arte erótica em xilogravura originária do período Edo), inspirou suas representações de violência.[5][8]

Temas e motivos

Hipermasculinidade

A maioria das obras de Tagame retrata homens com características pessoais e físicas associadas à hipermasculinidade – músculos desenvolvidos, corpos peludos, pênis grandes,[31] volume exagerado de ejaculação, machismo[32] e participação em atos sexuais extremos ou violentos.[33][34] Tagame afirmou que está interessado em como os homens percebidos como masculinos “respondem à pressão social” e “demonstram sua masculinidade além do necessário”, e como essas atitudes mudam “se um homem perde sua masculinidade [...] ao participar de atividades que a sociedade normativa acredita que os homens normalmente não participariam”.[35] Armour identifica Pride, que retrata um estudante universitário dominante treinado para a submissão por seu professor sádico, e The Gamefowl in Darkness, inspirado em Uma Galinha no Vento, de Yasujiro Ozu, e A Lagarta, de Edogawa Ranpo, como exemplos representativos de temas hipermasculinos nas obras de Tagame.[36]

A arte de Tagame é frequentemente associada a bara, uma gíria usada por públicos não japoneses para se referir à arte erótica japonesa que retrata homens masculinos. Tagame rejeitou essa associação, citando o uso histórico do termo como pejorativo para homens gays[a] e chamando-o de “uma palavra muito negativa que traz conotações ruins”.[37] As obras de Tagame são frequentemente categorizadas com o movimento artístico gay “macho” associado a artistas como Tom of Finland, que surgiu na cultura motociclista americana no início dos anos 1960 e foi posteriormente adaptado por homens gays para combater estereótipos de efeminidade e emasculação.[4] O designer Chip Kidd contestou essa associação, argumentando que “por mais deliciosamente robustos e divertidos que sejam os personagens retratados por Tom of Finland, eles nunca parecem realmente vivos. Os personagens de Tagame são, em contraste vívido, quase insuportavelmente vivos.”[30]

Edmund White argumenta que o ideal hipermasculino retratado por Tagame é mais categoricamente semelhante à literatura do período Meiji, especificamente ao arquétipo de um homem “que era homossexual porque era rude, não refinado o suficiente para ser heterossexual e agradar às mulheres, um guerreiro, um camponês do sul, inadequado para a sociedade decente”.[34] Armour observa que as obras de Tagame se distinguem de seus colegas ocidentais de quadrinhos gays por sua subversão das representações estereotipadas dos homens do Leste Asiático como efeminados e assexuados, escrevendo que “embora pareça haver pouca diferença entre como os homens de Tagame são desenhados e como os personagens masculinos nos quadrinhos eróticos gays ocidentais são retratados [...] do ponto de vista branco e ocidental, a representação de Tagame de homens japoneses hipermasculinos pode ser considerada como quebrando o estereótipo dentro de muitas culturas gays ocidentais de que os homens asiáticos são magros, com pênis pequenos, fracos e efeminados, fodidos para o prazer de homens brancos machões, musculosos e com pênis grandes.”[31]

Sadomasoquismo e violência sexual

Embora nem todas as representações sexuais nos mangás de Tagame envolvam sadomasoquismo e violência sexual, esse é um tema comum em sua obra,[38] com White escrevendo que “no mundo de Gengoroh Tagame, nenhum homem é penetrado voluntariamente”.[34] As obras de Tagame focadas em BDSM frequentemente retratam outros temas tabus, como estupro, bestialidade, incesto e modificação corporal.[8] Apesar dos temas frequentemente gráficos de suas obras, os críticos geralmente não consideram a arte de Tagame como ero guro, ou arte “erótica grotesca” que se concentra em material repugnante ou horripilante.[4] Em vez de retratar sangue e horror abertamente, Tagame afirma que se inspira para suas histórias de BDSM nas tragédias de Shakespeare, na ópera alemã e nos contos populares japoneses que retratam a “beleza da destruição” e uma “pessoa que está se desintegrando”.[4] Por exemplo, em seu mangá Missing, um homem liberta seu irmão sequestrado matando os oficiais militares corruptos que o capturaram, embora o ato assassino seja intencionalmente não retratado diretamente.[4]

As obras de Tagame focadas em BDSM frequentemente retratam um protagonista que passa por um processo de autodescoberta como resultado de sua participação em um relacionamento BDSM ou fetichista.[23] Na maioria das vezes, essas histórias envolvem um homem masculino cujo envolvimento com o BDSM o transforma de um papel sexual dominante para um submisso,[8] como histórias que apresentam homens “alfa” que são sexualmente dominados e torturados[2] ou que se permitem ser sexualmente degradados por um senso de responsabilidade ou dever.[3] Kolbeins argumenta que, ao retratar o BDSM como um processo de autodescoberta, as histórias de Tagame são enquadradas “numa estrutura identificável de drama humano”,[23] enquanto Kidd observa que “um personagem típico de Tagame pode ser visto como o símbolo bruto maduro definitivo da autoridade para quem a maré mudou abruptamente”.[30] Exemplos desses temas incluem Endless Game, onde um homem levado como escravo sexual passa a gostar de seu novo status e força seus captores a obedecerem aos seus desejos,[35] e Arena, onde um campeão japonês de caratê se envolve em um torneio de luta americano em que o vencedor de cada luta sodomiza o perdedor.[34][39]

Tradicionalismo japonês

As obras de Tagame frequentemente retratam cenários históricos japoneses ou se baseiam fortemente na estética tradicional japonesa em termos de enredo ou tema.[35] Embora a homossexualidade tenha uma história no Japão que remonta aos tempos antigos, o país deixou de tolerar a homossexualidade durante a ocidentalização na era Meiji (1868-1912), e formas de expressão gay que antes eram aceitas passaram a ser patologizadas e criminalizadas.[4] Essa tensão entre tradicionalismo e modernismo se manifesta nos mangás eróticos de Tagame por meio de sua representação de hierarquias, como obras que enfocam a natureza patriarcal da sociedade japonesa[35] ou personagens samurais que servem como representações simbólicas de uma ordem feudal injusta.[3] Tagame afirmou ser “fascinado por como essas hierarquias falham”, descrevendo sua frustração e atração simultâneas pelas hierarquias associadas ao tradicionalismo japonês da seguinte forma:[35]

Cair da hierarquia é o ato supremo de sadomasoquismo. Acho as ideias japonesas de beleza e tradição conceitualmente pouco atraentes, mas, como elemento de ficção, sinto um Eros extraordinário na destruição desses princípios.[35]

Uma das primeiras obras serializadas de Tagame foi The Silver Flower, um drama histórico ambientado no período Edo que acompanha um empresário outrora rico forçado à escravidão sexual para saldar uma dívida.[8] Ao longo do abuso e da humilhação que ele sofre nas mãos de seus clientes masculinos, o personagem percebe que é masoquista;[40] Kolbeins observa que a série “examina uma época em que a sexualidade entre homens floresceu na sociedade japonesa, livre das noções ocidentais de pecado e ‘sodomia’”.[12] Em Country Doctor, que se concentra em uma vila japonesa pré-moderna onde não existem tabus ocidentais sobre sexo,[41] Tagame afirma que busca “virar de cabeça para baixo a ideia de que as pessoas eram mais conservadoras no passado e são mais liberadas no presente”.[5]

Temas do tradicionalismo se manifestam similarmente nos mangás para todas as idades de Tagame, embora em um contexto não sexual, por meio de sua análise das atitudes sociais japonesas contemporâneas em relação à homossexualidade.[8] Em O Marido de meu Irmão, o protagonista Yaichi é forçado a examinar suas próprias noções preconcebidas sobre os gays depois de conhecer o marido de seu irmão gêmeo falecido, com sua homofobia inicial refletindo as atitudes conservadoras predominantes em relação aos direitos LGBT no Japão.[42] Tagame observa que a evolução do personagem Yaichi em direção à tolerância e aceitação reflete ainda mais os temas de seu mangá BDSM, onde os personagens são confrontados com a escolha entre aceitar a realidade ou negar seus próprios desejos e felicidade.[17]

Obras

Mangá

A seguir, é apresentada uma lista das obras em série e one-shots de Tagame.[43][44] As obras em série referem-se a obras com vários capítulos que normalmente são publicadas posteriormente como edições coletâneas (tankōbon), enquanto as obras one-shots referem-se a obras com um único capítulo que, por vezes, são posteriormente reunidas em antologias.[45][46]

Serialização & one-shots
Ano Título em inglês Título em original Tipo Revista Edição coletânea / Antologia
1987 The Judo Master 柔術教師 (Jujitsu-Kyoshi) One-shot Sabu
The SM Bathhouse 淫虐浴場 (Ingyaku-Yokujo) One-shot Sabu
1988 The Slave Trainer 調教師 (Chokyoshi) One-shot Sabu
The Fallen Rugby Player ラガー失墜 (Raga-Shittsui) One-shot Sabu
The Midnight Business 深夜営業 (Shinya-Eigyo) One-shot Sabu
1989 The Boxer BOXER~栄光の代償 One-shot Sabu
1990 The Song for Defeated Samurai 敗将賦 (Haisho-fu) One-shot Sabu
The Rasp 軋む男 (Kishimu-Otoko) Serialização Sabu The Judo Master
The Ceremony 儀式 (Gishiki) One-shot Sabu
The Slave Trainer 2 調教師~オーダーメイドされた男 (Chokyoshi 2) One-shot Sabu
1991 Dedicated to Mr. Eikichi Adachi 芦立頌 (Adachi-Sho) One-shot Sabu
The Mountain Cottage Training Camp SM同好会~山荘合宿 (Sanso-Gassyuku) One-shot Sabu The Prisoners
The Yoke of Shadow 陰の軛 (Kage-no-Kubiki) Serialização Sabu The Prisoners
The Construction Workers The Dokata One-shot Sabu The Judo Master
The Legend of Shiramine 白峯異聞 (Shiramine-Ibun) One-shot Sabu The Prisoners
Purgatory プルガトリオ (Purgatorio) One-shot Sabu The Judo Master
1992 The Legend of Hitotsuya 一つ家異聞 (Hitotsuya-Ibun) Serialização Sabu
The Toyed Man 嬲り者 (Naburi-Mono) Serialização Sabu The Toyed Man
My Teacher 俺の先生 (Ore-no-Sensei) Serialização Sabu The Judo Master
The Legend of Koromogawa 衣川異聞 (Koromogawa-Ibun) One-shot Sabu Forbidden Works
1994 The Silver Flower 男女郎苦界草紙~銀の華 (Shirogane-no-Hana) Serialização Badi The Silver Flower vols. 1–3
The Echoes (Kodama) Serialização Sabu The Prisoners
The Judo Master Remix Version (Kodama) One-shot The Judo Master
1995 The Prisoners 獲物 (Emono) Serialização G-men
The Gamefowl in Darkness 闇の中の軍鶏 (Yami-no-Naka-no-Syamo) Serialização G-men Pride vol. 3
1996 The Silent Shore 沈黙の渚 (Chinmoku-no-Nagisa) Serialização G-men The Prisoners
Pride PRIDE Serialização G-men Pride vols. 1–3
1998 The After Story of The Mountain Cottage Training Camp 山荘合宿後日譚 (Sanso-Gassyuku-Gojitsutan) One-shot The Prisoners
1999 The Secret Affair of the 43rd Floor 43階の情事 (43kai-no-Joji) Serialização Badi Country Doctor / Pochi
The Soldier's Brave Blood 猛き血潮~大日本帝國陸軍中尉、中里和馬の場合 (Take-ki-Chishio) One-shot SM-Z Forbidden Works
2000 The House of Brutes 外道の家 (Gedo-no-Ie) Serialização Badi The House of Brutes vols. 1–3
The Yakuza's Brave Blood 猛き血潮~釧路大谷組小頭・坂田彦造の場合 (Take-ki-Chishio) One-shot SM-Z Forbidden Works
The Melon Thief 瓜盗人 (Uri-Nusutto) One-shot SM-Z Forbidden Works
The Arena 闘技場~アリーナ Serialização G-men Forbidden Works
Zenith ZENITH One-shot SM-Z Forbidden Works
The Masochist 「マゾ」 (Mazo) Serialização G-men Flesh + Beard
2001 Nightmare NIGHTMARE One-shot SM-Z Forbidden Works
Do You Remember the South Island's POW Camp? 君よ知るや南の獄 (Kimi-yo-Shiru-ya-Minami-no-Goku) Serialização G-men Do You Remember the South Island's POW Camp? vols. 1 & 2
2002 Kranke Kranke One-shot SM-Z Forbidden Works
Gunji 軍次 One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
2003 Trap TRAP One-shot SM-Z Pride vol. 1
The Scar (Gunji 2) 傷痕 (Kizuato) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Rain Shower (Gunji 3) 驟雨 (Syuuu) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Pit of Fire 1 (Gunji 4) 火坑 1 (Kakou 1) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Sow's Heaven メス豚の天国 (Mesubuta-no-Tengoku) One-shot SoMe Bizzarre Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
Trap 2 TRAP 2 One-shot SM-Z Pride vol. 2
The Pit of Fire 2 (Gunji 5) 火坑 2 (Kakou 2) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
2004 The Demon Who Lives in the Tower Keep 天守に棲む鬼 (Tensyu-ni-Sumu-Oni) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Hairy Oracle Hairy Oracle One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Unpatriotic Boy 非國民 (Hikokumin) One-shot SM-Z Pride vol. 3
The Flower Garden of Bondage 嗜虐の花園 (Shigyaku-no-Hanazono) One-shot Reijin Dramatic
I Wanted to Say "I Love You" for the Whole ずっと好きだと言えなくて (Zutto-Sukida-to-Ienakute) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
The Tumble Doll MP だるま憲兵 (Daruma-Kenpei) One-shot Super SM-Z Forbidden Works
The Ballad of Oeyama 大江山綺譚 (Oeyama-Kitan) One-shot Kinniku-Otoko Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep
2005 Virtus 雄心~ウィルトゥース (Yushin~virtus) Serialização Gekidan Virtus
I Can't Tell Anybody 誰にも言えない (Darenimo-Ienai) One-shot Super SM-Z Virtus
2007 The Translucent Golden Eyes 透き通るような黄金(きん)の瞳 (Sukitooru-youna-Kin-no-Hitomi) One-shot Hontou-ni-Kowai-Douwa
The Vast Snow Field 雪原渺々 (Setsugen-Byo-Byo) One-shot Nikutai-Ha Virtus
The Nonulcer Dyspepsia 神経性胃炎 (Shinkeisei-Ien) One-shot Nikutai-Ha Virtus
Piko's Inside ぴこのなかみ (Piko-no-Nakami) One-shot Oshiri-Club
The Sunset: Xi Taihou and Dong Taihou 落日~西太后と東太后 (Rakujitsu~Seitaigou-to-Totaigou) One-shot Hontou-ni-Kowai-Douwa
The Long Lonely Night 長夜寞々 (Choya-Baku-Baku) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
The Army of Fallen-Tears 哀酷義勇軍 (Aikoku-Giyuugun) One-shot Nikutai-Ha Boy in Hell / Father and Son in Hell
2008 The Protege 稚児 (Chigo) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
The Puppet Master 傀儡廻(くぐつまわし) (Kugutsu-mawashi) One-shot Badi Country Doctor / Pochi
The Gigolo ジゴロ (Jigoro) One-shot Badi Country Doctor / Pochi
The Confession 告白 (Kokuhaku) Serialização Badi Boy in Hell / Father and Son in Hell
The Pillory 晒し台 (Sarashidai) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
A Boy In Hell 童(わっぱ)地獄 (Wappa-Jigoku) Serialização Nikutai-Ha Boy in Hell / Father and Son in Hell
Run, My Horse, Run! 汗馬疾々(かんばとうとう) (Kanba-Tou-Tou) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
Pochi, My Dog ポチ (Pochi) Serialização Badi Country Doctor / Pochi
Dissolve DISSOLVE~ディゾルブ~ (Dhizorubu) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
2009 Father and Son in Hell 父子(おやこ)地獄 (Oyako-Jigoku) Serialização Badi Boy in Hell / Father and Son in Hell
Moon Shower 雨降りお月さん (Amefuri-Otsukisan) One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
Butchering My Son 倅解体 (Segare-Kaitai) One-shot Manga Kono Mystery ga Omoshiroi!
The Eclosion ECLOSION One-shot Nikutai-Ha Flesh + Beard
The Flying Dutchman Der Fliegende Hollander One-shot Badi Boy in Hell / Father and Son in Hell
Manimal Chronicles 人畜無骸 (Jinchiku Mugai) Serialização Badi
Hot Oden おでんぐつぐつ (Oden Gutu-Gutsu) One-shot Nikutai-Ha Muscle Octameron
The Lover Boy Lover Boy Serialização Badi Country Doctor / Pochi
The Exorcism 鬼祓え (Oden Gutu-Gutsu) One-shot Nikutai-Ha Muscle Octameron
2010 Standing Ovations スタンディング・オベーション (Sutandhingu-obeisyon) One-shot Badi Country Doctor / Pochi
What Is This Thing Called Love? 恋とは何でしょう (Koi Towa Nandesyou) One-shot Nikutai-ha Tsutsui Manga Tokuhon Futatabi
The Job Switch 転職 (Tensyoku) One-shot Nikutai-ha Muscle Octameron
The Country Doctor 田舎医者 (Inaka Isya) Serialização Badi Country Doctor / Pochi
Company Slave Elegy 社畜哀歌 (Syachiku-Aika) One-shot Badi Muscle Octameron
In the Chest 長持の中 (Nagamochi no naka) Serialização Badi Winter Fisherman's Lodge / In The Chest
The Cretian Cow クレタの牝牛 (Kureta no Meushi) One-shot Nikutai-ha Muscle Octameron
Missing MISSING ~ミッシング~ (Missingu) One-shot Nikutai-ha Muscle Octameron
2011 The Winter Fisherman Lodge 冬の番家 (Fuyu no Ban-ya) Serialização Badi Winter Fisherman's Lodge / In The Chest
Man-Cunt ACTINIA Serialização Badi Winter Fisherman's Lodge / In The Chest
Monster Hunt Show モンスター・ハント・ショー One-shot Nikutai-ha Gachi! Muscle Octameron
2012 Endless Game エンドレス・ゲーム (Endoresu Gemu) Serialização Badi Endless Game
End Line END LINE One-shot Nikutai-ha Gachi! Muscle Octameron
My Favorite Things お気に入り☆萌えブーム (Okini-iri Moe-boom) One-shot Karen
2013 Contracts of the Fall 転落の契約 (Tenraku no Keiyaku) Serialização Badi Endless Game
Thin Earlobe 転落の契約 (Fufukumimi) One-shot Hontou-ni-Kowai-Douwa
Slave Training Summer Camp 奴隷調教合宿 (Dorei Chôkyô Gassyuku) Serialização Badi Slave Training Summer Camp
2014 My Brother's Husband 弟の夫 (Otouto no Otto) Serialização Monthly Action My Brother's Husband vols. 1–4
2015 On All Four on Friday Nights 金曜の夜は四つん這いで (Kinyo no Yoru ha Yotsunbai De) Serialização Badi Slave Training Summer Camp
Planet Brobdingnag プラネット・ブロブディンナグ (Puranetto Burobudin-nagu) Serialização Badi
2016 Khoz, The Spellbound Slave 呪縛の性奴 (Jubaku no Seido) Serialização fanzine Khoz, The Spellbound Slave
2017 Meat Carrot 肉人参 (Niku Ninjin) Serialização Badi
Grandpa's Meat Carrot じっちゃんの肉人参 (Jicchan no Niku Ninjin) Serialização Badi
2018 King of the Sun 日輪の王 (Nichirin no Oh) Serialização Badi
Our Colors 僕らの色彩 (Bokura no Shikisai) Serialização Monthly Action Our Colors vols. 1–3
Bitch of the Jungle Bitch of the Jungle Serialização Self-published Bitch of the Jungle
My Summer Holidays 俺の夏休み (Ore no Natsu Yasumi) One-shot Badi
I Became A Bitch Of My Best Friend's Dad 親友の親父に雌にされて (Dachi no Oyaji ni Mesu ni Sarete) Serialização Badi
2019 Khoz 2: A Report on a Slave Training Under a Spell 呪縛の性奴:呪的口肛調教録 (Jubaku no Seido: Juteki Koukou Choukyou Roku) One-shot Self-published
False Detective – Resurgence: Fancy Homosexual Boy 新・刑事もどき ゲイボーイ (Shin Deka Modoki: Gei boi) One-shot Tezucomi
2022 Fish and Water 魚と水 (Uo to Mizu) Serialização Web Action
Edições coletâneas
  • The Toyed Man (嬲り者, Naburi-Mono), 1994, B Product;[b] republicado em 12 de outubro de 2017, códigos Pot PublishingN. (ISBN 978-4866420066)
  • The Silver Flower (男女郎苦界草紙~銀の華, Shirogane-no-Hana), 2001, G-Project;[b] reeditado pela Pot Publishing como:
    • The Silver Flower vol. 1 (27 de outubro de 2012, ISBN 978-4780801866)
    • The Silver Flower vol. 2 (27 de outubro de 2012, ISBN 978-4780801873)
    • The Silver Flower vol. 3 (27 de outubro de 2012, ISBN 978-4780801880)
  • Pride, publicado pela Furukawa Shobo como:
    • Pride vol. 1 (outubro de 2004, ISBN 978-4892363061); também inclui Trap (2003)
    • Pride vol. 2 (novembro de 2004, ISBN 978-4892363108); também inclui Trap 2 (2003)
    • Pride vol. 3 (dezembro de 2004, ISBN 978-4892363146); também inclui The Gamefowl in Darkness (1995) e The Unpatriotic Boy (2004)
  • The House of Brutes (外道の家, Gedo-no-Ie), publicado pela Terra Publications como:
    • The House of Brutes vol. 1 (30 de novembro de 2006, Predefinição:JAN)
    • The House of Brutes vol. 2 (31 de janeiro de 2007, Predefinição:JAN)
    • The House of Brutes vol. 3 (31 de março de 2007, Predefinição:JAN)
  • Do You Remember the South Island's POW Camp? (君よ知るや南の獄, Kimi-yo-Shiru-ya-Minami-no-Goku), publicado pela Pot Publishing como:
    • Do You Remember the South Island's POW Camp? vol. 1 (25 de dezembro de 2007, ISBN 978-4780801095)
    • Do You Remember the South Island's POW Camp? vol. 2 (25 de dezembro de 2007, ISBN 978-4780801101)
  • My Brother's Husband (弟の夫, Otōto no Otto), publicado pela Futabasha como:
    • My Brother's Husband vol. 1 (25 de maio de 2015, ISBN 978-4575846256)
    • My Brother's Husband vol. 2 (1 de janeiro de 2016, ISBN 978-4575847413)
    • My Brother's Husband vol. 3 (12 de outubro de 2016, ISBN 978-4575848632)
    • My Brother's Husband vol. 4 (12 de julho de 2017, ISBN 978-4575850055)
  • Our Colors (僕らの色彩, Bokura no Shikisai), publicado pela Futabasha como:
    • Our Colors vol. 1 (12 de janeiro de 2019, ISBN 978-4575852554)
    • Our Colors vol. 2 (11 de outubro de 2019, ISBN 978-4575853605)
    • Our Colors vol. 3 (12 de setembro de 2020, ISBN 978-4575854909)
  • Fish and Water (魚と水, Uo to Mizu), Futabasha (18 de maio de 2023, ISBN 978-4575858433)
Antologias
  • The Judo Master (柔術教師, Jujutsu-Kyoshi), 1994, B Product;[b] reeditado em 2020 pela Pot Publishing (ISBN 978-4866420127)
    • Coletâneas The Rasp (1990), The Construction Workers (1991), Purgatory (1991), The Legend of Hitotsuya (1992), My Teacher (1992), e The Judo Master Remix Version (1994)
  • The Prisoners (獲物, Emono), 1998, G-Project[b]
    • Coletâneas The Mountain Cottage Training Camp (1991), The Yoke of Shadow (1991), The Legend of Shiramine (1991), The Echoes (1994), The Prisoners (1995), The Silent Shore (1996), e The After Story of The Mountain Cottage Training Camp (1998)
  • Gunji / The Demon Who Lives in the Tower Keep (軍次/ 天守に棲む鬼, Gunji / Tensyu-ni-Sumu-Oni), 2005, Furukawa Shobo (ISBN 978-4892363368)
    • Coletânea da tetralogia Gunji [Gunji (2002), The Scar (2003), The Rain Shower (2003), e The Pit of Fire [2003)] e The Ballad of Ôeyama (2004)], The Sow's Heaven (2003), The Demon Who Lives in the Tower Keep (2004), The Hairy Oracle (2004), I Wanted to Say "I Love You" for the Whole (2004), e The Ballad of Oeyama (2004)
  • Forbidden Works (禁断 作品集, Kindan Sakuhinsyu), 2007, Pot Publishing (ISBN 978-4-7808-0101-9)
    • Coletâneas The Legend of Koromogawa (1992), The Soldier's Brave Blood (1999), The Yakuza's Brave Blood (2000), The Melon Thief (2000), The Arena (2000), Zenith (2000), Nightmare (2001), Kranke (2002), e The Tumble Doll MP (2004)
  • Virtus (ウィルトゥース), October 12, 2007, Oakla Publishing (ISBN 978-4775510582)
    • Collects Virtus (2005), I Can't Tell Anybody (2005), The Vast Snow Field (2007), and The Nonulcer Dyspepsia (2007)
  • Flesh + Beard (髭と肉体), 2009, Ôkura Publishing (ISBN 978-4775514276)
    • Coletâneas The Masochist (2000), The Long Lonely Night (2007), The Nonulcer Dyspepsia (2007), Dissolve (2008) The Pillory (2008) The Protege (2008), Run, My Horse, Run! (2008), The Eclosion (2009), e The Moon Over the Rainy Sky (2009)
  • Boy in Hell / Father and Son in Hell (童地獄・父子地獄, Wappa Jigoku - Oyako Jigoku), 2010, Pot Publishing (ISBN 978-4780801569)
    • Coletâneas The Army of Fallen-Tears (2007), A Boy In Hell (2008), The Confession (2008) Father and Son in Hell (2009), e The Flying Dutchman (2009)
  • Country Doctor / Pochi (田舎医者/ポチ, Inaka Isya / Pochi), 2012, Pot Publishing (ISBN 978-4780801781)
    • Coletâneas The Secret Affair of the 43rd Floor (1999), The Puppet Master (2008), The Gigolo (2008), Pochi, My Dog (2008), The Lover Boy (2009), Standing Ovations (2010), The Country Doctor (2010), e Enslaved in Unknown World (2012)
  • Muscle Octameron (筋肉綺譚), 2012, OKS Publishing (ISBN 978-4799003466)
    • Coletâneas The Exorcism (2009), Hot Oden (2009), Company Slave Elegy (2010), Cretian Cow (2010), The Job Switch (2010), Missing (2010), Monster Hunt Show (2011), End Line (2012)
  • Winter Fisherman’s Lodge / In The Chest (冬の番屋/長持の中, Fuyu no Ban-ya / Nagamochi no Naka), 2013, Pot Publishing (ISBN 978-4780802009)
    • Coletâneas In the Chest (2010), The Winter Fisherman Lodge (2011), e Man-Cunt (2011)
  • Endless Game (エンドレス・ゲーム), 2014, Pot Publishing (ISBN 978-4780802078)
    • Coletâneas Endless Game (2012) e Contracts of the Fall (2013)
  • Slave Training Summer Camp (奴隷調教合宿, Dorei Chôkyô Gassyuku), 2017, Pot Publishing (ISBN 978-4866420042)
    • Coletâneas Slave Training Summer Camp (2013) e On All Four on Friday Nights (2015)
  • Meat Carrot / Manimal Chronicles (肉人参/人畜無骸), 2021, Pot Publishing Plus (ISBN 978-4866420189)
    • Coletâneas Manimal Chronicles (2009), Planet Brobdingnag (2015), Meat Carrot (2017), e Grandpa’s Meat Carrot (2017),
Edições de coletâneas e antologias traduzidas para o inglês
  • The Passion of Gengoroh Tagame (2013, PictureBox, ISBN 978-0984589241)
    • Coletâneas The Arena (2000), The Hairy Oracle (2004), The Exorcism (2009), The Country Doctor (2010), Missing (2010), Standing Ovations (2010), e Class Act (2013)
  • Massive: Gay Erotic Manga and the Men Who Make It (2014, Fantagraphics Books, ISBN 978-1606997857)
    • Antologia com vários autores contendo um trecho de Do You Remember the South Island's POW Camp? (2001)
  • Endless Game (2013, Bruno Gmünder, ISBN 978-3867876414)
    • Coletâneas Endless Game (2012)
  • Gunji (2014, Bruno Gmünder, ISBN 978-3867876759)
    • Coletânea da tetralogia Gunji [Gunji (2002), The Scar (2003), The Rain Shower (2003), e The Pit of Fire [2003)] e The Ballad of Ôeyama (2004)
  • Fisherman’s Lodge (2014, Bruno Gmünder, ISBN 978-3867877954)
    • Coletâneas The Confession (2008), The Winter Fisherman Lodge (2011), e End Line (2012)
  • The Contracts of the Fall (2015, Bruno Gmünder, ISBN 978-3959850100)
    • Coletâneas Pochi, My Dog (2008), The Flying Dutchman (2009), The Lover Boy (2009), e The Contracts of the Fall (2013)
  • Khoz, The Spellbound Slave (2018, Bear’s Cave)
  • My Brother's Husband (Pantheon Books), publicado como:
    • My Brother's Husband vol. 1 (2017, ISBN 978-1101871515)
    • My Brother's Husband vol. 2 (2018, ISBN 978-1101871539)
    • My Brother's Husband omnibus (2020, ISBN 978-0375715181)
  • Our Colors (2022, Pantheon, ISBN 978-1524748562)
  • The Passion of Gengoroh Tagame, Vol. 2 (2022, Fantagraphics, ISBN 978-1683965282)
    • Coletâneas Dissolve (2008), Manimal Chronicles (2009), Moon Shower (2009), Slave Training Summer Camp (2013), e King of the Sun (2018)

Livros de arte e romances

  • Gay Erotic Art in Japan Vol. 1: Artists From the Time of the Birth of Gay Magazines (2003, Pot Publishing, ISBN 978-4939015588)
  • Gay Erotic Art in Japan Vol. 2: Transitions of Gay Fantasy in the Times (2006, Pot Publishing, ISBN 978-4939015922)
  • To the Future of Gay Culture (2017, P-Vine Records, ISBN 978-4907276867)
  • Gay Erotic Art in Japan Vol. 3: Growth of the Gay Magazines and the Diversification of their Artists (2018, Pot Publishing, ISBN 978-4780802337)
  • Gengoroh Tagame Sketchbook (2018, Massive Goods)

Recepção e influência

Tagame é considerado o criador mais prolífico e influente de mangás gays.[3][16][23][47] A antologia de mangás Massive: Gay Erotic Manga and the Men Who Make It (Massive: Mangás eróticos gays e os homens que os criam) destaca Tagame como “sem dúvida, o indivíduo mais diretamente responsável pelo sucesso dos mangás gays”,[13] enquanto Kidd comparou sua obra à do Marquês de Sade, Pier Paolo Pasolini e Yukio Mishima.[30]

O antropólogo Wim Lunsing credita à estética “tipo urso” pioneira de Tagame[2] a provocação de uma grande mudança estilística em Shinjuku Ni-chōme, o bairro gay de Tóquio. Após a publicação de G-men, o estilo “magro e elegante” de barba feita, popular entre os homens gays, foi substituído por “barba por fazer, barbas e bigodes [...] cabelos extremamente curtos se tornaram o penteado mais comum e o corpo musculoso e largo, que logo evoluiu para gordinho e francamente gordo, tornou-se altamente elegante”.[47] O trabalho de Tagame na criação de G-men é ainda mais reconhecido por servir de incubadora para talentos emergentes no gênero de mangá gay e por lançar a carreira de artistas como Jiraiya.[13] Seus esforços de arquivamento na produção de Arte Erótica Gay no Japão são ainda mais reconhecidos pelo desenvolvimento de um “cânone da arte gay” da arte erótica japonesa.[48] Entre os críticos de Tagame está o artista erótico gay Susumu Hirosegawa, que descreveu sua arte como “teatro S&M” e criticou seu mangá como “simples emanações do SM-shumiō [hobby] de Tagame”.[49] Lunsing concorda que “é difícil contestar o argumento [de Hirosegawa], já que as histórias [de Tagame] não são muito elaboradas”.[49]

Tagame ganhou vários prêmios por seu trabalho, principalmente por My Brother's Husband. A série recebeu prêmios de excelência no 19.º Festival de Artes Midiáticas do Japão em 2015[50] e o Prêmio da Associação Japonesa de Cartunistas em 2018.[51] Internacionalmente, a série ganhou o Prêmio Eisner de Melhor Edição Americana de Material Internacional — Ásia em 2018.[52] As obras de Tagame foram exibidas no Museu Britânico em 2019 como parte da exposição The Citi Exhibition: Manga, sobre a história dos mangás.[10]

Notas

  1. O termo bara (薔薇), que se traduz literalmente como “rosa” em japonês, é aproximadamente equivalente ao termo pejorativo “maricas” usado na língua portuguesa para se referir a homens gays.[37]
  2. a b c d Os primeiros livros de Tagame publicados pela B Product e G-Project foram vendidos como vendas diretas para lojas gays no Japão e, portanto, não possuem códigos ISBN.[2]

Referências

  1. Marmonnier, Christian (2008). Nicolas Finet, ed. Dicomanga: le dictionnaire encyclopédique de la bande dessinée japonaise (em francês). Paris: Fleurus. p. 524. ISBN 978-2-215-07931-6 
  2. a b c d e f g h i j k l m Guilbert, Xavier (9 de maio de 2013). «Tagame Gengoroh». du9. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  3. a b c d e f g Giard, Agnes (29 de abril de 2009). «Les 400 culs: Le SM est-il transgressif?» (em francês). Libération. Consultado em 24 de agosto de 2025 
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  6. a b Kolbeins 2013, p. 273.
  7. a b Kolbeins, Graham (5 de junho de 2017). Queer Japan: Gengoroh Tagame Clip. Queer Japan (Video clip). Consultado em 24 de agosto de 2025 
  8. a b c d e f g h i j k l m n o Senju, Kaz (6 de março de 2016). «Inside the Taboo-Filled Mind of Japan's Best BDSM Manga Artist». Vice. Consultado em 24 de agosto de 2025 
  9. Takagi, Masahiko (3 de dezembro de 2010). «Interview with Gengoroh Tagame». Japanese Gay Art. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
  10. a b c d Wise, Louis (7 de dezembro de 2019). «Life Drawing with Erotic Manga Artist Gengorah Tagame». Ten Men (10) 
  11. a b «Gengoroh Tagame». Penguin Random House. Consultado em 24 de agosto de 2025 
  12. a b c d e f g h Kolbeins 2013, p. 272.
  13. a b c Ishii et al. 2014, p. 39.
  14. a b c d Armour 2010, p. 446.
  15. Ishii et al. 2014, p. 42.
  16. a b Washington, Bryan (12 de julho de 2017). «The Radical Grace of Gengoroh Tagame». The Awl. Consultado em 24 de agosto de 2025 
  17. a b c d e f g «Abbiamo incontrato alla manifestazione bolognese il maestro dei manga LGBT». AnimeClick.it (em italiano). 22 de junho de 2018. Consultado em 3 de fevereiro de 2021 
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  20. Ashcraft, Brian (5 de dezembro de 2017). «Manga Confronting Homophobia In Japan Getting Live-Action TV Drama». Kotaku (em inglês). Consultado em 24 de agosto de 2025 
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  22. «Gengoroh Tagame Launches Uo to Mizu Manga (Updated)». Anime News Network (em inglês). 24 de agosto de 2025. Consultado em 24 de agosto de 2025 
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  49. a b Lunsing 2006, 23.
  50. «Akiko Higashimura's Kakukaku Shikajika Manga Wins Media Arts Award». Anime News Network (em inglês). 24 de agosto de 2025. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  51. «Daijiro Morohoshi's Manga Book Wins Japan Cartoonists Association Award». Anime News Network (em inglês). 24 de agosto de 2025. Consultado em 25 de agosto de 2025 
  52. «Gengoroh Tagame's My Brother's Husband Manga Wins Eisner Award». Anime News Network (em inglês). 24 de agosto de 2025. Consultado em 25 de agosto de 2025 

Bibliografia

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  • Ishii, Anne; Kidd, Chip; Kolbeins, Graham, eds. (2013). The Passion of Gengoroh Tagame: The Master of Gay Erotic Manga. [S.l.]: PictureBox. ISBN 978-0984589241 
    • Kidd, Chip (2013). «The Brutality of Desire, and Vice Versa». The Passion of Gengoroh Tagame: The Master of Gay Erotic Manga. [S.l.: s.n.] pp. 10–11 
    • Kolbeins, Graham (2013). «Gengoroh Tagame's S&M Universe». The Passion of Gengoroh Tagame: The Master of Gay Erotic Manga. [S.l.: s.n.] pp. 270–273 
    • White, Edmund (2013). «Introduction». The Passion of Gengoroh Tagame: The Master of Gay Erotic Manga. [S.l.: s.n.] pp. 8–9 
  • Ishii, Anne; Kidd, Chip; Kolbeins, Graham, eds. (2014). «Gengoroh Tagame». Massive: Gay Erotic Manga and the Men Who Make It. [S.l.]: Fantagraphics Books. pp. 39–43. ISBN 978-1606997857 
  • Lunsing, Wim (2006). «Yaoi Ronsō: Discussing Depictions of Male Homosexuality in Japanese Girls' Comics, Gay Comics and Gay Pornography». Intersections: Gender, History and Culture in the Asian Context (12) 

Ligações externas