Barragem Eurico Gaspar Dutra

Açude Gargalheiras, transbordando durante a cheia de junho de 2009.

A Barragem Marechal Dutra, mais conhecido como Açude Gargalheiras, é uma barragem/açude de propriedade do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas[1] que está situado no município de Acari (ficando a 210 km da capital Natal) no estado brasileiro do Rio Grande do Norte.

O Açude foi considerado Patrimônio Histórico do Rio Grande do Norte em 21 de janeiro de 2023.[2] A construção é considerada um polo turístico.[3]

História

Localiza-se na bacia hidrográfica do Rio Piranhas-Açu, tendo sido inaugurado em 1959, e atualmente conta com capacidade máxima 40.000.000 metros cúbicos.

Os primeiros estudos realizados em Acari sobre a potencialidade do município para a construção de açudes foram realizados, em 1908, pela Comissão de Açudes e Irrigação, órgão criado pelo Ministério da Viação e Obras Públicas. Após o decorrer de uma grande seca, integrantes da igreja católica e proprietários de terras influentes fizeram pedido junto aos governos municipal e estadual pela construção de um grande açude, no município de Acari.[4]

Mas suas obras só iniciaram quase dez anos depois. As obras do Gargalheiras ficaram a cargo da empresa inglesa, Charles H. Walker & Co. Ltda, que iniciou a construção da barragem entre as serras do Abreu, da Carnaubinha, Olho d’água e Gargalheiras. Em 1922, as intervenções foram paralisadas devido a uma série de problemas, sendo retomadas em 1923.[5]

As especulações sobre a descoberta de ouro fizeram paralisar às obras, por mais de três décadas.[6]

Em 1955, durante a gestão do presidente Café Filho, ficou decidifo entregar as obras paradas no Nordeste ao exército. Em agosto do mesmo ano, chegava à Acari para assumir a construção, o 1° Agrupamento de Engenharia e Construção do Exército Brasileiro.[7]

Sob o comando do Major Ary de Pinho, os trabalhos foram intensificados, inicialmente com a destruição da antiga barragem feita em 1914 e depois na construção da nova barragem, bem como as obras de suporte. Após o retorno da construção, foram instaladas casas na vila operária, além de prédios comerciais, posto médico, telégrafo, estradas de rodagem e carroçáveis para transporte de materiais, além da capela de Nossa Senhora de Lourdes.[8]

Entre o ano de 1958, e, mês após mês, os jornais potiguares, como O Poty e o Diário de Natal, noticiam em suas páginas o progresso incrível conseguido em apenas três anos de uma obra que se arrastava há meio século.[9]

A finalização da barragem era tao esperada que, no dia 26 de outubro, houve uma solenidade de inauguração da última concretagem da parede.[10]

Em novembro, o último bloco de concreto foi colocado, realizando um sonho antigo dos moradores de Acari. (Fonte: PORTAL POTIGUAR NEWS)[11]

A estrutura deixada pelo DNOCS no entorno da parede do açude serve como equipamento túristico; principalmente no periodo de "cheia" do açude muito turistas vão visitar a barragem. Foi eleito uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte em 2007.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), a barragem está situada no Geossítio Açude Gargalheiras (inserido no Geoparque Seridó) e está situado a 4,5 km, a NE, do centro de Acari, no entorno do Açude público Marechal Dutra (mais conhecido como Açude Gargalheiras, devido ao gargalo formado entre as serras). [...] A região se destaca por um expressivo relevo definido pelas serras do Pai Pedro, Minador e da Lagoa, com altitudes entre 600 e 650 metros, por onde passa o Rio Acauã, onde na década de 1940 foi construído o açude, que possui uma área de 780 ha e capacidade de acumulação de água de até 40.000.000,00 m3. Este açude, pelo grandioso conjunto de suas belezas naturais constituiu-se num dos pontos turísticos mais conhecidos e visitados na região do Seridó.[12]

Referências

  1. «DNOCS Conclui Serviços de Recuperação da Barragem Gargalheiras» 
  2. «Açude Gargalheiras vira patrimônio histórico do Rio Grande do Norte». G1. 23 de janeiro de 2023. Consultado em 11 de julho de 2023 
  3. «Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». Departamento Nacional de Obras Contra as Secas. Consultado em 11 de julho de 2023 
  4. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  5. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  6. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  7. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  8. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  9. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  10. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  11. Redação (5 de abril de 2024). «Conheça a História do Açude Gargalheiras: de esperança contra as secas a polo turístico». portalpotiguarnews.com.br. Consultado em 26 de setembro de 2025 
  12. «Geoparque Seridó»