Garage Olimpo
Garage Olimpo
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| No Brasil | Garagem Olimpo |
| Argentina 1999 • cor • 98 min | |
| Gênero | suspense |
| Direção | Marco Bechis |
| Produção | Amedeo Pagani Marco Bechis Enrique Piñeyro Eric Heumann |
| Roteiro | Marco Bechis Lara Fremder Collaborating writer: Caterina Giargia |
| Elenco | Antonella Costa Carlos Echevarría Enrique Piñeyro |
| Música | Jacques Lederlin |
| Direção de fotografia | Ramiro Civita |
| Edição | Jacopo Quadri |
| Distribuição | Istituto Luce Aqua Films |
| Lançamento |
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| Idioma | espanhol |
Garage Olimpo (bra: Garagem Olimpo[1]) é um filme argentino de 2009, dirigido por Marco Bechis; o roteiro, escrito por Bechis e Lara Fremder.[1]
A história gira em torno de uma jovem ativista argentina que é sequestrada durante a última ditadura civil-militar argentina (1976-1983), no final da década de 1970. Garage Olimpo é o nome do centro clandestino de detenção e tortura para onde ela é levada, bem no meio de Buenos Aires.
Sinopse
Maria (Antonella Costa) é uma jovem militante que luta contra a ditadura militar argentina durante o último regime militar (1976-1983). Ela ensina moradores a ler em um bairro de subúrbio de Buenos Aires e mora com sua mãe Diane (Dominique Sanda), que aluga quartos para complementar a renda. Um dos inquilinos é um jovem chamado Felix (Carlos Echevarría), tímido e apaixonado por Maria. Felix parece ter surgido do nada, sem passado conhecido, e trabalha como vigia em uma garagem.[2]
Certa manhã, Maria é sequestrada por um grupo militar à paisana diante de sua mãe e levada à garagem Olimpo, um dos muitos centros de tortura da ditadura, em pleno centro de Buenos Aires. A partir da captura, o clima do filme se torna desconfortável e a atmosfera, minimalista. O chefe do centro, conhecido como “Tigre” (Enrique Piñeyro), ordena a Felix – que é seu "melhor torturador" – que faça Maria falar. Porém, Felix é dominado por seus sentimentos por ela, e Maria tenta explorar isso para sobreviver.
Elenco
- Antonella Costa como Maria
- Carlos Echevarría como Felix
- Enrique Piñeyro como Tigre
- Pablo Razuk como Tex
- Chiara Caselli como Ana
- Dominique Sanda como Diane
- Paola Bechis como Gloria
- Adrián Fondari como Rubio
- Marcelo Chaparro como Turco
- Miguel Oliveira como Nene
- Ruy Krieger como Francisco
- Marcos Montes como Víbora
- Erica Rivas como Filha de Tigre
Contexto histórico
O filme se baseia em eventos políticos reais ocorridos na Argentina após a tomada de poder pela junta militar liderada por Jorge Rafael Videla, em 24 de março de 1976. Durante o regime, o parlamento foi suspenso, sindicatos, partidos políticos e governos provinciais foram dissolvidos e, no que ficou conhecido como Guerra Suja, entre 9000 e 30000 pessoas consideradas "subversivas" de esquerda desapareceram.
Enquanto o país celebrava a vitória na Copa do Mundo de 1978, muitos militantes políticos eram torturados em Buenos Aires e posteriormente assassinados nos chamados "voos da morte", quando as vítimas eram dopadas e jogadas vivas no Oceano Atlântico de dentro de aviões militares.
O diretor chileno-argentino Marco Bechis foi também vítima da ditadura, sequestrado por militares, acabou expulso do país em 1977, aos 20 anos, por razões políticas.[3]
Lançamento
O filme foi apresentado pela primeira vez no Festival de Cannes em 1999, na seção Un Certain Regard.[4] Estreou na Argentina em 2 de setembro de 1999.
Foi exibido em diversos festivais de cinema, como o Festival Internacional de Cinema de Toronto (Canadá), o Festival de Cinema Ibero-americano de Huelva (Espanha), o Festival Internacional de Cinema da Noruega, o Human Rights Watch Film Festival (Nova Iorque), o Festival de Cinema da Anistia Internacional (Países Baixos), entre outros.
Prêmios
Festival de Havana: Prêmio da Crítica Cubana; Prêmio Glauber Rocha; Grande Coral – Primeiro Prêmio; Prêmio do Centro Memorial Martin Luther King; Prêmio OCIC; todos para Marco Bechis; Prêmio Memoria Documentário, David Blaustein; 1999.
Festival de Cinema de Salonica: Prêmio FIPRESCI Competição Internacional; Prêmio Alexander de Prata; ambos para Marco Bechis; 1999.
Associação de Críticos de Cinema da Argentina: Melhor Diretor (Marco Bechis); Melhor Montagem (Jacopo Quadri); 2000.
Festival Internacional de Cinema de Cartagena: Prêmio India Catalina de Ouro, Melhor Filme (Marco Bechis); 2000.
Prêmio David di Donatello, Itália: Melhor Produtor (Amedeo Pagani); 2000.
Festival Internacional de Cinema de Santa Bárbara: Prêmio Phoenix (Marco Bechis); 2000.
Ligações
- Garage Olimpo Filme completo no Youtube
Referências
- ↑ a b «Garagem Olimpo». Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ «Garage Olimpo». Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ «Marco Bechis recria o horror dos porões da ditadura argentina». Folha de S.Paulo. 8 de julho de 2000. Consultado em 1 de setembro de 2025
- ↑ «Festival de Cannes: Olympic Garage». festival-cannes.com. Consultado em 1 de setembro de 2025
