Gamaliel Bailey

Gamaliel Bailey
Fotomecânica de uma fotografia por Mathew Brady, 1857
Nascimento3 de dezembro de 1807
Filadélfia
Morte5 de junho de 1859 (51 anos)
Oceano Atlântico
SepultamentoCemitério Oak Hill
CidadaniaEstados Unidos
CônjugeMargaret Lucy Shands Bailey
Filho(a)(s)Marcellus Bailey
Alma mater
  • Universidade Thomas Jefferson
Ocupaçãojornalista, escritor, abolicionista

Gamaliel Bailey (Mount Holly, Nova Jérsei, 3 de dezembro de 1807Atlântico, 5 de junho de 1859) foi um jornalista e editor americano, que trabalhou principalmente em Cincinnati e Washington, D.C. Um abolicionista, ele apoiou o jornalismo que promoveu a causa, perseverando mesmo após violentos ataques de opositores ao seu escritório em ambas as cidades durante a década de 1840.

Biografia

Nascido e criado em Mount Holly, Nova Jérsei em 1807, Bailey se mudou com a família para a Filadélfia quando tinha nove anos de idade. Recebeu educação dentro de sua própria casa e em escolas locais.[1]

Bailey se formou no Jefferson Medical College, Filadélfia, em 1827. Mudou-se para Baltimore, onde atuou como editor da revista religiosa Methodist Protestant.[2]

Em 1831, Bailey mudou-se para Cincinnati, onde montou um consultório médico. Deu também aulas de fisiologia no Lane Theological Seminary. Compareceu aos debates no Lane Seminary, em fevereiro de 1834, entre estudantes a favor e contra a escravidão, e se tornou um abolicionista ardoroso. Os estudantes anti-escravidão se retiraram do seminário em protesto pela instituição se recusar a condenar a escravidão.[2]

Em 1836, Bailey juntou-se a James G. Birney no controle editorial do Philanthropist; no ano seguinte, substituiu Birney como editor. Dirigiu o jornal na publicação de artigos anti-escravidão até 1847, apesar das ameaças e atos de violência por parte de opositores — a gráfica do Philanthropist foi destruída três vezes por desordeiros favoráveis à escravidão.[2]

A partir de 1843, Bailey também editou um jornal diário, o Herald. Em 1847, assumiu o controle da nova publicação abolicionista, o National Era, em Washington, D.C. Seus escritórios foram atacados por ativistas pró-escravidão; em 1848, ele e seus funcionários da gráfica estiveram sob cerco por três dias, mantidos como reféns. Este jornal teve uma circulação considerável a nível nacional. Em 1851-1852, o periódico publicou o romance de Harriet Beecher Stowe, A Cabana do Pai Tomás, em forma de série.[2]

Em 1859, Bailey morreu com a idade de 51 anos no mar, a bordo do navio a vapor Arago, em viagem para a Europa.[3] Seu corpo foi enterrado originalmente no Cemitério Congressional, em Washington, D.C. Sua esposa, Margaret, morreu em 1888 e foi sepultada no Cemitério Oak Hill, no outro lado da cidade. O filho de Bailey, Marcellus, transladou os restos mortais de seu pai para uma cova sem marcação ao lado do de Margaret.[2]

Publicações

Referências

  1. Folsom & Ogden 1921, p. 321.
  2. a b c d e Chisholm, Hugh;. «Bailey, Gamaliel». Encyclopædia Britannica (em inglês). 3 1911 ed. Cambridge: Cambridge University Press. p. 217 
  3. Folsom & Ogden 1921, p. 322.