Gabinete Tirard I
| Gabinete Tirard I | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1887–1888 | |
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| Início | 12 de dezembro de 1887 |
| Fim | 01 de abril de 1888 |
| Duração | 3 meses e 20 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Pierre Tirard |
| Presidente da República | Sadi Carnot |
| Coligação | União das Esquerdas |
O Gabinete Tirard I foi o ministério formado por Pierre Tirard em 12 de dezembro de 1887 e dissolvido em 01 de abril de 1888. Foi o 25º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Rouvier I e sucedido pelo Gabinete Floquet.
Contexto
Pierre Tirard, amigo pessoal do Presidente da República, Sadi Carnot, formou um governo com uma maioria moderada (ou oportunista). O gabinete tem a distinção de ter entre seus membros três futuros presidentes da França, Armand Fallières, Émile Loubet e Félix Faure.[1] Este novo governo não tinha o apoio da Extrema Esquerda e da maioria da Esquerda Radical. O discurso inaugural de Tirard foi bastante fraco, concentrando-se em medidas econômicas. Os radicais decidiram não derrubar o ministério imediatamente, mas o governo não recebeu nenhum voto de confiança, sendo visto inicialmente como uma transição para um governo mais estável e forte. Foi somente graças às ações de René Goblet que o gabinete obteve a aprovação perante os deputados. Em fevereiro, Félix Faure renunciou após falhar na tentativa de obter créditos para a intervenção francesa em Tonquim.[2]
Após as eleições suplementares daquele mês, o general Georges Boulanger, afastado do governo, obteve uma votação substancial em três departamentos, o que alarmou o governo e deu sobrevida ao boulangismo. Em março, o Ministério da Guerra levou Boulanger perante um conselho de inquérito, que concluiu que o militar era culpado por má conduta grave, sendo expulso do Exército francês. No final daquele mês, o orçamento estava quase completo e os parlamentares sentiram que o governo havia feito o que era esperado dele.[2]
Em 1º de abril de 1888, o gabinete propôs uma revisão constitucional à Assembleia Nacional Francesa, que, no entanto, recusou a nomeação imediata de uma comissão para avaliar a proposta. Tirard, então, apresentou a demissão do gabinete ao Presidente da República. Sadi Carnot pediu a Émile Loubet, Louis Ricard e Maurice Rouvier que assumissem o governo, o que foi recusado pelos três, voltando-se então para Charles Floquet, que aceitou o cargo. A nova coalizão é predominantemente radical, com certas garantias para os moderados, que esperavam desgastar rapidamente o novo governo para retomar o poder.[2]
Composição
- Presidente da República: Sadi Carnot
- Presidente do Conselho de Ministros: Pierre Tirard
- Ministro dos Estrangeiros: Émile Flourens
- Ministro da Justiça: Armand Fallières
- Ministro do Interior: Ferdinand Sarrien
- Ministro da Guerra: François Logerot
- Ministro das Finanças: Pierre Tirard
- Ministro da Marinha e Colônias: François de Mahy (1887-1888); Jules François Émile Krantz (1888)
- Ministro da Instrução Pública, Belas Artes e Cultos: Léopold Faye
- Ministro das Obras Públicas: Émile Loubet
- Ministro da Agricultura: Jules Viette
- Ministro do Comércio e Indústria: Lucien Dautresme
Bibliografia
- JOLY, Bertrand. Aux origines du populisme: histoire du boulangisme. Paris: CNRS Éditions, 2022.
Referências
- ↑ «Journal officiel de la République française. Lois et décrets». archive.wikiwix.com. Consultado em 7 de abril de 2025
- ↑ a b c «« Aux origines du populisme. Histoire du boulangisme (1886-1891) », de Bertrand Joly : quand la République tenait bon» (em francês). 9 de fevereiro de 2022: 251-484. Consultado em 8 de abril de 2025
