Gabinete Rouvier II
| Gabinete Rouvier II | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1905–1906 | |
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| Início | 24 de janeiro de 1905 |
| Fim | 18 de fevereiro de 1906 |
| Duração | 1 ano e 25 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Maurice Rouvier |
| Presidente da República | Émile Loubet |
| Coligação | Aliança Republicana Democrática (ARD), Partido Radical (PR) e Radicais Independentes (RI) |
O Gabinete Rouvier II foi o ministério formado por Maurice Rouvier em 24 de janeiro de 1905 e dissolvido em 18 de fevereiro de 1906. Foi o 44º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Combes e sucedido pelo Gabinete Rouvier III.
Contexto
Após a saída dos socialistas do "Bloco das Esquerdas", a maioria que o governo detinha ficou reduzida a 50,08% dos assentos. Foi sob este segundo Gabinete Rouvier que foi adotada a lei francesa sobre a separação entre Igreja e Estado, cujo rascunho havia sido submetido por Émile Combes no governo anterior. Isso levou a um aumento de filiados no grupo monarquista católico "Action Française", além da renúncia de oficiais católicos, de inúmeras petições e de uma perda significativa de dinheiro para a Igreja Católica na França.[1]
Na política externa, diante da intransigência alemã durante a "Primeira Crise do Marrocos", em março de 1905, Rouvier optou por ceder, exigindo a renúncia de seu ministro das Relações Exteriores, Théophile Delcassé, um anglófilo.[2] O gabinete também foi marcado pelo fim do mandato presidencial de Émile Loubet. Em 18 de fevereiro de 1906, o gabinete apresentou sua renúncia ao novo Presidente da República, Armand Fallières, que, no entanto, optou pela recondução de Maurice Rouvier ao cargo de Presidente do Conselho de Ministros.
O gabinete também foi marcado pela adoção de um brasão de armas para a França, o primeiro desde a queda do Segundo Império Francês.
Composição
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- Presidente da República: Émile Loubet
- Presidente do Conselho de Ministros: Maurice Rouvier
- Ministro dos Estrangeiros: Théophile Delcassé (1905); Maurice Rouvier (1905-1906)
- Ministro da Justiça: Joseph Chaumié
- Ministro do Interior: Eugène Étienne (1905); Fernand Dubief (1905-1906)
- Ministro da Guerra: Maurice Berteaux (1905); Eugène Étienne (1905-1906)
- Ministro das Finanças: Maurice Rouvier (1905); Pierre Merlou (1905-1906)
- Ministro da Marinha: Gaston Thomson
- Ministro da Instrução Pública, Belas Artes e Cultos: Joseph Chaumié
- Ministro das Obras Públicas: Jean-Baptiste Bienvenu-Martin
- Ministro da Agricultura: Joseph Ruau
- Ministro do Comércio, Indústria, Correios e Telégrafos: Fernand Dubief (1905); Georges Trouillot (1905-1906)
- Ministro das Colônias: Étienne Clémentel
Realizações
- Aprovação da lei de separação entre Igreja e Estado na França;
- Aprovação da lei que reduziu a duração do serviço militar para dois anos, mas que também removeu todas as isenções;
- Aprovação de uma lei estabelecendo uma relativa transparência dos documentos administrativos relativos às carreiras dos servidores públicos.[3]
Bibliografia
- GIGNOUX, Claude-Joseph. Rouvier et les Finances. Paris: Gallimard, 1931.
Referências
- ↑ «Assemblée nationale - Séparation des Églises et de l'État». www.assemblee-nationale.fr. Consultado em 19 de abril de 2025
- ↑ Editors, HISTORY com (5 de novembro de 2009). «The First Moroccan Crisis | March 31, 1905». HISTORY (em inglês). Consultado em 19 de abril de 2025
- ↑ «Les grands arrêts de la jurisprudence administrative». Juri'Predis (em francês). p. 191. Consultado em 19 de abril de 2025
