Gabinete Flandin I
| Gabinete Flandin I | |
|---|---|
Terceira República Francesa | |
| 1934-1935 | |
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| Início | 08 de novembro de 1934 |
| Fim | 31 de maio de 1935 |
| Duração | 6 meses e 23 dias |
| Organização e Composição | |
| Tipo | Governo de coalizão |
| Presidente do Conselho de Ministros | Pierre-Étienne Flandin |
| Presidente da República | Albert Lebrun |
| Coligação | Aliança Democrática (AD), Partido Radical (PR), Radicais Independentes (RI) e Federação Republicana (FR) |
O Gabinete Flandin I foi o ministério formado por Pierre-Étienne Flandin em 08 de novembro de 1934 e dissolvido em 31 de maio de 1935. Foi o 97º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Doumergue II e sucedido pelo Gabinete Bouisson.
Contexto
O primeiro governo de Pierre-Étienne Flandin foi organizado após o fracasso da "União Nacional" de Gaston Doumergue. Na política interna, foi estabelecido pelo Ministério do Trabalho, em 6 de fevereiro de 1935, uma limitação ao emprego de mão-de-obra estrangeira,[1] ao mesmo tempo em que refugiados alemães que chegaram a França após a ascensão de Adolf Hitler ao poder tiveram reconhecido o direito de asilo, mas não o direito ao trabalho.[2]
Na política externa, em 16 de março de 1935, Hitler anunciou publicamente que havia decidido, por um lado, restabelecer o serviço militar obrigatório na Alemanha, por outro, aumentar a força da Wehrmacht de 100.000 para 500.000 homens e, finalmente, aumentar o número de divisões militares de 10 para 36. Embora esses anúncios constituíssem as três primeiras violações flagrantes do "Tratado de Versalhes", seguidas por outras nos anos seguintes, o governo de Flandin optou por não reagir, particularmente militarmente, o que teria consequências catastróficas duradouras a partir do final da década de 1930.[3]
Em 30 de maio de 1935, a Assembleia Nacional Francesa recusou-se a votar a favor dos plenos poderes financeiros solicitados pelo governo, precipitando a renúncia de Flandin e sua substituição por Fernand Bouisson.[4]
Composição

- Presidente da República: Albert Lebrun
- Presidente do Conselho de Ministros: Pierre-Étienne Flandin
- Ministro dos Estrangeiros: Pierre Laval
- Ministro da Justiça: Georges Pernot
- Ministro do Interior: Marcel Régnier
- Ministro da Guerra: Louis Maurin
- Ministro das Finanças: Louis Germain-Martin
- Ministro da Educação Nacional: André Mallarmé
- Ministro das Obras Públicas: Henri Roy
- Ministro da Agricultura: Émile Cassez
- Ministro do Comércio e Indústria: Paul Marchandeau
- Ministro dos Correios, Telégrafos e Telefones: Georges Mandel
- Ministro do Trabalho: Paul Jacquier
- Ministro das Pensões: Georges Rivollet
- Ministro da Saúde Pública e Educação Física: Henri Queuille
- Ministro da Marinha Militar: François Piétri
- Ministro do Ar: Victor Denain
- Ministro da Marinha Mercante: William Bertrand
- Ministro das Colônias: Louis Rollin
- Ministro de Estado: Édouard Herriot
- Ministro de Estado: Louis Marin
Realizações
- Limitação do emprego de mão-de-obra estrangeira em certos departamentos e em certos ofícios, como hotéis e restaurantes, construção civil, indústria de papel e cartão.[1]
Bibliografia
- MAYAFFRE, Damon. Le poids des mots: le discours de gauche et de droite dans l'entre-deux guerres: Maurice Thorez, Léon Blum, Pierre-Étienne Flandin et André Tardieu (1928-1939). Paris: Honoré Champion, 2000.
Referências
- ↑ a b «Journal officiel de la République française. Lois et décrets». Gallica (em francês). 6 de fevereiro de 1935. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ Harouni, Rahma (1999). «Le débat autour du statut des étrangers dans les années 1930». Le Mouvement Social (em francês) (3): 61–76. ISSN 0027-2671. doi:10.3917/lms.1999.188.0061. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ «16 mars 1935 - Hitler rétablit le service militaire - Herodote.net». www.herodote.net. Consultado em 24 de maio de 2025
- ↑ «Pierre-Étienne Flandin | Prime Minister, Minister of Finance & French Assembly | Britannica». www.britannica.com (em inglês). 8 de abril de 2025. Consultado em 24 de maio de 2025
