Gabinete Buffet

Gabinete Buffet
França
Terceira República Francesa
1875–1876
Início10 de março de 1875
Fim23 de fevereiro de 1876
Duração11 meses e 13 dias
Organização e Composição
TipoGoverno de coalizão
Vice-presidente do Conselho de MinistrosLouis Buffet
Presidente da RepúblicaPatrice de Mac-Mahon
ColigaçãoMonarquistas e Republicanos Moderados

O Gabinete Buffet foi o ministério formado por Louis Buffet em 10 de março de 1875 e dissolvido em 23 de fevereiro de 1876. Foi o 6º gabinete da Terceira República Francesa, sendo antecedido pelo Gabinete Cissey e sucedido pelo Gabinete Dufaure III.

Contexto

Foi durante o Gabinete Buffet que a Assembleia Nacional Francesa concluiu seu trabalho constituinte, adotando em julho a terceira e última lei constitucional sobre as relações entre autoridades públicas, bem como duas leis eleitorais relativas ao Senado e à eleição de deputados na França.[1]

Enquanto isso, novas eleições senatoriais ocorreram em 1876, nas quais a direita monarquista conquistou 151 assentos contra 149 para os republicanos. Nas eleições legislativas, os republicanos conquistaram 360 assentos contra 150 da direita. Nesse cenário, Louis Buffet sofreu uma derrota pessoal e apresentou sua renúncia ao Presidente da República, Patrice de Mac-Mahon. Em fevereiro daquele ano, Jules Dufaure foi novamente nomeado Vice-presidente do Conselho de Ministros.[1]

Composição

O Gabinete Buffet em fotomontagem de 1875.
  • Presidente da República: Patrice de Mac-Mahon
  • Vice-presidente do Conselho de Ministros: Louis Buffet
  • Ministro dos Estrangeiros: Louis Decazes
  • Ministro da Justiça: Jules Dufaure
  • Ministro do Interior: Louis Buffet
  • Ministro da Guerra: Ernest Courtot de Cissey
  • Ministro das Finanças: Léon Say
  • Ministro da Marinha e das Colônias: Louis Raymond de Montaignac de Chauvance
  • Ministro da Instrução Pública, Belas Artes e Cultos: Henri Wallon
  • Ministro das Obras Públicas: Eugène Caillaux
  • Ministro da Agricultura e do Comércio: Camille de Meaux

Realizações

  • Fim do estado de sítio, com exceção de quatro departamentos (Paris, Lyon, Marselha e Argel);
  • Aprovação de uma lei relativa à imprensa, buscando "prever os perigos que poderiam resultar do desaparecimento do estado de sítio na maioria dos departamentos";[2]
  • Aprovação de uma lei colocando fim ao monopólio estatal no Ensino Superior e permitindo que os estabelecimentos cuja existência essa nova lei autorizou tomem o nome de "universidades livres" se reunirem três faculdades.

Bibliografia

  • HALÉVY, Daniel. La fin des notables. Paris: Hachette, 1995.

Referências

  1. a b Halévy, Daniel (1930). La fin des notables (em francês). [S.l.]: B. Grasset. pp. 35; 222 
  2. Bodineau, Pierre; Verpeaux, Michel (19 de março de 2013). «La démocratie parlementaire : la IIIe et la IVe République (1870-1958)». Que sais-je ? (em francês): 78–123. ISSN 0768-0066. Consultado em 22 de março de 2025