Gákti

Um homem Sámi e uma criança em Finnmark, Noruega, c. 1900

Gákti significa vestimenta, indumentaria (Sámi Gákti, em lapão, Saamen puku, em Finlandês), designa tal utilizada pelo lapões em diversas ocasiões. Suas cores e detalhes dependem do grupo lapão, por exemplo os inaris, sodanquiles ou tenonuarsis.

Usados pelo povo Sami nas regiões do norte da Noruega, Suécia, Finlândia e Península de Kola, na Rússia, o gákti é caracterizado por uma cor dominante adornada com faixas de cores contrastantes, tranças, bordados de estanho, arte em estanho.

Características

As cores, padrões e decorações do traje podem indicar o estado civil e a origem geográfica de uma pessoa. Existem diferentes gákti para mulheres e homens; os gáktis masculinos possuem uma bainha mais curta do que os femininos. Tradicionalmente, o gákti era feito de couro de rena, mas nos tempos modernos, lã, algodão ou seda são mais comuns. O gákti pode ser usado com um cinto (plissado, acolchoado ou com botões de prata), joias de prata, calçados tradicionais de couro e um lenço de seda. Tradicionalmente, se os botões do cinto forem quadrados, indica que o usuário é casado. Se forem redondos, indica que a pessoa não é casada.

Gakti falso

A indústria turística finlandesa é conhecida por explorar a falsa cultura "Sámi" para obter lucro de turistas. Finlandeses não originários da etnia Sami vestem-se com "gáktis" falsos e realizam "rituais tradicionais" falsos. Essa atividade tem sido alvo de críticas[5] tanto dos Sami, pois cria uma imagem falsa e se apropria da cultura Sami, desvia dinheiro da indústria turística da etnia Sami para os finlandeses étnicos (explorando assim os Sami e os Sami, terras de onde são nativos, sem dar nada em troca) e é desonesta para com os turistas.

Ligações externas