Fylgia amazonica

Fylgia amazonica
Indivíduo avistado em El Pilche, no Equador
Indivíduo avistado em El Pilche, no Equador
Indivíduo avistado em Queramiqui, na Colômbia
Indivíduo avistado em Queramiqui, na Colômbia
Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1]
Classificação científica
Domínio: Eukaryota
Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Odonata
Subordem: Anisoptera
Família: Libellulidae
Gênero: Fylgia
Espécie: F. amazonica
Nome binomial
Fylgia amazonica
Kirby, 1889

Fylgia amazonica é uma espécie de artrópode odonato, mais especificamente de libélula, pertencente à família dos libelulídeos (Libellulidae).[2] É endêmica da América do Sul, com ocorrências em Guiana, na Guiana Francesa, no Suriname, na Venezuela, no Peru, no Equador e no Brasil, sobretudo no biomas da Amazônia e Cerrado.

Etimologia

O nome vernáculo libélula deriva do latim científico libellula, diminutivo do latim clássico libēlla, -ae, com o sentido de "prumo", "nível" ou "moeda de prata", por sua vez derivado do diminutivo de libra, -ae, que significa "balança". O nome faz alusão ao voo do inseto, que se mantém equilibrado no ar, pairando. Foi registrado em 1899 sob a forma libéllula.[3]

Distribuição e habitat

Fylgia amazonica ocorre na Colômbia, Equador, Peru, Venezuela, nas Guianas, no Suriname e no Brasil. No Brasil, apresenta ampla distribuição, com registros nos estados do Acre, Rondônia, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Em termos hidrográficos, está presente nas sub-bacias do Araguaia, do Gurupi, do Madeira, do Negro, do Paraná (RH1), do Paru, do Purus, do Baixo Tocantins, do Trombetas e do Xingu. Habita ambientes nos biomas da Amazônia e do Cerrado.[2]

Ecologia

Fylgia amazonica reproduz-se em pequenas poças estagnadas e claras com serapilheira em florestas densas; os machos desaparecem quando está nublado e empoleiram-se nas folhas à sombra quando está ensolarado.[1]

Conservação

Fylgia amazonica foi classificado como pouco preocupante (LC) pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) em decorrência do amplo habitat onde é encontrado. A extensão de ocorrência é de 2 921 500 quilômetros quadrados e a espécie é conhecida em mais de dez locais, mas não há dados disponíveis sobre o tamanho populacional.[1] A espécie não sofre impactos severos, restando grandes áreas naturais onde ela pode ocorrer. Além disso, em sua área de distribuição, está presente em pelo menos três áreas de conservação: a Floresta Nacional de Caxiaunã (Flona Caxiuanã), a Área de Proteção Ambiental Margem Direita do Rio Negro Setor Paduari-Solimões (APA Margem Direita do Rio Negro Setor Paduari-Solimões) e a Terra Indígena Areões (TI Areões).[2] Em 2018, foi classificada como pouco preocupante no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).[4][5]

Referências

  1. a b c Lozano, F.; Muzón, J. (2020). «Acanthagrion amazonicum». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2020: e.T120035224A120036533. doi:10.2305/IUCN.UK.2020-2.RLTS.T120035224A120036533.enAcessível livremente. Consultado em 5 de maio de 2025 
  2. a b c Júnior, Paulo de Marco; Juen, Leandro; Carvalho, Alcimar do Lago; Brant, Arthur; Santos, Daniel Silas Veras dos; Santos, Danielle Anjos dos; Vilela, Diogo Silva; Lacrda, Déborah Souza Soldati; Lencioni, Frederico Augusto de Atayde; Santos, Jean Carlos; Júnior, José Max Barbosa de Oliveira; Furieri, Karina Schmidt; Brasil, Leandro Schlemmer; Rodrigues, Marciel Elio; Dalzochio, Maria Schmidt; Ferreira, Rhainer Guillermo Nascimento; Koroiva, Ricardo; Neiss, Ulisses Gaspar; Júnio, Walter Francisco de Ávila; Pinto, Ângelo Parise (17 de maio de 2025). «Fylgia amazonica (Kirby, 1889)». Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). doi:10.37002/salve.ficha.30326. Consultado em 17 de junho de 2025. Cópia arquivada em 3 de maio de 2025 
  3. Grande Dicionário Houaiss, verbete libélula
  4. «Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção» (PDF). Brasília: Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ministério do Meio Ambiente. 2018. Consultado em 3 de maio de 2022. Cópia arquivada (PDF) em 3 de maio de 2018 
  5. «Argia tinctipennis Calvert, 1902». Sistema de Informação sobre a Biodiversidade Brasileira (SiBBr). Consultado em 13 de maio de 2025. Cópia arquivada em 13 de maio de 2025