Fronteira Lituânia–Polónia
| Fronteira Lituânia–Polónia | |
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| Delimita | |
| Comprimento | 91 km Posição: 289 |
A fronteira entre a Lituânia e a Polônia separa o extremo nordeste da Polônia do território da Lituânia, e estende-se por 91 km na direção este-oeste entre duas fronteiras tríplices dos dois países com a Bielorrússia e com a Rússia (enclave de Kaliningrado). Essa fronteira passou a existir individualmente como fronteira entre dois países independentes a partir da extinção da União Soviética em 1991. Até então fazia parte de uma extensa fronteira entre a Polônia e a União Soviética, a qual corresponde ao conjunto das fronteiras atuais da Polônia com Rússia, Lituânia, Bielorrússia e Ucrânia.
A fronteira permaneceu idêntica durante a ocupação soviética dos Estados Bálticos, bem como após a restauração da independência da Lituânia em 11 de março de 1990.[1][2] Em 5 de março de 1996, ambos os países assinaram um tratado sobre a fronteira comum, confirmando seu status e demarcação, além de concordar com a cooperação técnica.[3]
A Lituânia e a Polônia aderiram ao Espaço Schengen em 2007. Isso significou que todos os postos de controle fronteiriços foram removidos ao longo da fronteira em dezembro de 2007, permitindo a travessia irrestrita.[4]
Em 20 de outubro de 2025, a Via Baltica, que liga a Polónia aos Estados Bálticos, foi inaugurada numa cerimónia liderada pelo presidente lituano Gitanas Nausėda e pelo Presidente polaco Karol Nawrocki na fronteira.[5]
Significado militar
Para os planejadores militares da OTAN, a área fronteiriça é conhecida como o Corredor de Suwałki porque representa uma dificuldade militar. Trata-se de uma faixa de terra plana e estreita, um desfiladeiro, que fica entre Bielorrússia e o enclave russo de Kaliningrado e que conecta os três Estados bálticos membros da OTAN à Polônia e ao restante da OTAN.[6]
Em julho de 2016, dois anos após a anexação da Crimeia pela Federação Russa e o início da Guerra em Donbas, os Estados-membros da OTAN concordaram, na cúpula de Varsóvia de 2016, com o que ficaria conhecido como Presença Avançada Reforçada da OTAN.[7][8][9] Um exercício da OTAN em julho de 2017 concentrou-se, pela primeira vez, na defesa da região contra um possível ataque russo,[7] e utilizou tropas e matériel de fontes estaduidenses, britânicas, polonesas, lituanas e croatas.[8]
Referências
- ↑ Peter Andreas; Timothy Snyder (1 de janeiro de 2000). The Wall Around the West: State Borders and Immigration Controls in North America and Europe. [S.l.]: Rowman & Littlefield. p. 187. ISBN 978-0-7425-0178-2
- ↑ Yaël Ronen (19 de Maio de 2011). Transition from Illegal Regimes under International Law. [S.l.]: Cambridge University Press. p. 138. ISBN 978-1-139-49617-9
- ↑ «Lietuvos Respublikos ir Lenkijos Respublikos sutartis dėl bendros valstybės sienos, su ja susijusių teisinių santykių, taip pat dėl bendradarbiavimo ir abipusės pagalbos šioje srityje» [Tratado entre a República da Lituânia e a República da Polónia sobre a fronteira estatal comum, as relações jurídicas a ela conexas e sobre a cooperação e assistência mútua nesta área.]. Office of the Seimas of the Republic of Lithuania (em lituano). 5 de março de 1996
- ↑ «Poland's 17 Years in the Schengen Zone». Warsaw Point. 22 de dezembro de 2024. Cópia arquivada em 11 de janeiro de 2026
- ↑ Dapkus, Liudas (20 de outubro de 2025). «New road linking Baltic states to Poland opens at a time of tensions with Russia». AP. Consultado em 20 de outubro de 2025
- ↑ Bearak, Max (20 de junho de 2016). «This tiny stretch of countryside is all that separates Baltic states from Russian envelopment». The Washington Post. Consultado em 20 de junho de 2016
- ↑ a b Sytas, Andrius (18 de junho de 2017). «NATO war game defends Baltic weak spot for first time». Reuters
- ↑ a b «NATO war game defends Baltic weak spot for first time». EURACTIV MEDIA NETWORK BV. 19 de Junho de 2017
- ↑ «Closing the Gap: NATO Moves to Protect Weak Link in Defenses Against Russia». WSJ. Dow Jones & Company, Inc. 17 de Junho de 2016

