Fronteira China–Paquistão

Fronteira China–Paquistão
Delimita China
Paquistão
Comprimento523 km
Posição: 157
Criação1962

A fronteira entre a República Popular da China e o Paquistão é uma linha de 523 km de extensão, sentido noroeste-sudeste, que separa o nordeste do Paquistão, na Caxemira paquistanesa, do extremo oeste da República Popular da China, em Aksai Chin. Fica no extremo oeste do Himalaia, cordilheira de Caracórum. Situa-se nessa fronteira o pico K2 (ou Godwin-Austen, Chogori ou Dapsang), o segundo mais alto pico do mundo. Vai da tríplice fronteira dos dois países com o cabo de frigideira do leste do Afeganistão (Corredor de Wakhan no Badaquistão) até outra fronteira tripla, aquela entre República Popular da China-Paquistão-Índia (em Jammu e Caxemira). Foi definida na sua forma final após os conflitos entre a China e o Paquistão em 1962.[1]

O Broad Peak é um dos picos por onde passa esta fronteira.

História

A fronteira moderna data do período do Raj Britânico, quando a Grã-Bretanha controlava a Índia, que então incluía o que hoje é o Paquistão. Em 1899, os britânicos, por meio de seu enviado à China, Sir Claude MacDonald, propuseram ao governo chinês o que ficou conhecido como Linha MacDonald; no entanto, os chineses nunca responderam à proposta e, portanto, essa fronteira nunca foi formalizada.[2]

Ao longo das décadas seguintes, diversos mapas foram divulgados por todos os lados envolvidos na disputa, mostrando fronteiras bastante variadas.[2] A Índia e o Paquistão herdaram a disputa após a independência em 1947, ainda mais complicada pela disputa sobre a posse de Jammu e Caxemira. A questão veio à tona no início da década de 1960, em um momento de intensa tensão na região devido à persistente incapacidade de resolver a disputa indo-paquistanesa sobre a Caxemira, à presença chinesa muito maior no Tibete e à Guerra Sino-Indiana de 1962, na qual a China assumiu o controle da região de Aksai Chin, reivindicada pela Índia. Em 1961, a China e o Paquistão concordaram em princípio em demarcar sua fronteira comum; as negociações começaram no ano seguinte, com o Acordo Sino-Paquistanês final sendo assinado em 1963.[2] Ambos os lados fizeram concessões no tratado, com o Paquistão cedendo à China a área ao redor do Vale de Shaksgam.[2] Após o tratado, uma série de mapas e levantamentos aéreos da área de fronteira foram feitos e marcos fronteiriços foram instalados.[2]

Referências

  1. Almanaque Abril - Mundo - 2006.
  2. a b c d e International Boundary Study No. 85 – China-Pakistan Boundary (PDF), 15 de novembro de 1968