Frederico de Hesse-Eschwege
| Frederico | |||||
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| Conde de Hesse-Eschwege | |||||
![]() Retrato de Frederico como um soldado romano, atribuído a Johannes Mytens (século XVII) | |||||
| Dados pessoais | |||||
| Nascimento | 14 de agosto de 1727 Cassel, Condado de Hesse-Cassel | ||||
| Morte | 6 de dezembro de 1759 (32 anos) Kościan, República das Duas Nações | ||||
| Sepultado em | Igreja Paroquial de São Dionísio[1], Esslingen, Alemanha | ||||
| Esposa | Leonor Catarina de Zweibrücken | ||||
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| Casa | Hesse-Cassel | ||||
| Pai | Maurício, Conde de Hesse-Cassel | ||||
| Mãe | Juliana de Nassau-Dillenburg | ||||
| Religião | Protestantismo | ||||
Frederico de Hesse-Eschwege (Cassel, 9 de maio de 1617 – Kościan, 24 de setembro de 1655) foi o primeiro e único conde do apanágio de Hesse-Eschwege, suserano ao Condado de Hesse-Cassel, de 1632 até sua morte.[1] Apelidado de "O Voador" (Der Fliegende)[2], era um entusiasta da falcoaria e foi retratado como um falcoeiro por Matthäus Merian, o Jovem.[3]
Vida
Frederico foi o oitavo filho de Maurício, conde de Hesse-Cassel, e de sua segunda esposa, a condessa Juliana de Nassau-Dillenburg. Após a desavença entre seus pais, ele e seus irmãos mais novos inicialmente viveram com a mãe. Em 1630, o pai, que já havia abdicado, conseguiu que seus filhos Maurício e Frederico fossem até Eschwege para continuar seus estudos. Quando Maurício se tornou um oficial sueco no ano seguinte, Frederico, com apenas quatorze anos, chamado de Louco Fritz desde a infância por causa de seu temperamento indisciplinado, fugiu de seu pai doente e mal-humorado para o acampamento militar de seu meio-irmão mais velho, Guilherme, e, apesar dos protestos de seu pai, juntou-se ao chamado Regimento Verde (Grüne Regiment) como alferes e logo como capitão. Em 1631 participou das campanhas no Reno e na Vestfália; entre 1634 e 1636 ele lutou na Holanda e em 1640 tornou-se comandante de um regimento de cavalaria sueco. Ele apenas interrompeu suas campanhas para viagens à Inglaterra e França e curtas estadias em Eschwege. Seu casamento com a condessa palatina Leonor Catarina de Zweibrücken, prima da rainha Cristina da Suécia e irmã de seu futuro sucessor Carlos X Gustavo, trouxe um impulso considerável à sua carreira. Frederico recebeu os mosteiros de Osterholz (1647) e Lilienthal (1651), localizados a poucos quilômetros a leste e ao norte de Bremen, como uma doação sueca e tornou-se major-general em 1648. Dos filhos nascidos do casamento entre 1648 e 1654, todos nascidos em Eschwege, apenas três filhas atingiram a idade adulta. O único filho morreu em 1655, com apenas um ano. Frederico, profundamente afetado com a morte do filho, retornou à vida de soldado e morreu poucos meses depois na guerra de seu cunhado, o rei Carlos X Gustavo, contra a Polónia. Com a morte de Frederico, Hesse-Eschwege foi para seu irmão Ernesto de Hesse-Rheinfels. A viúva do conde logo deixou Eschwege e, após longas viagens, estabeleceu-se no feudo sueco de Osterholz, perto de Bremen.[1]
Representações na arte
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Frederico de Hesse-Eschwege como um falcoeiro, por Matthäus Merian, o Jovem, c. 1650. -
Retrato de Frederico, atribuído a Matthäus Merian, o Jovem. O príncipe é retratado em pose melancólica e uma carta dobrada no canto inferior direito trás a inscrição Adieu à a imais ("Adeus aos entes queridos").[4]
Referências
- ↑ a b c „Hessen-Eschwege, Friedrich Landgraf von“, in: Hessische Biografie. Atualizado em 1 de maio de 2025. Consultado em 1 de maio de 2025.
- ↑ Friedrich, Hessen-Kassel, Landgraf (OGND 123961572). Bibliotheksservice-Zentrum Baden-Württemberg. Consultado em 3 de maio de 2025.
- ↑ MERIAN, Matthäus the Younger – Landgrave Friedrich of Hessen-Eschwege. Web Gallery of Art. Consultado em 3 de maio de 2025
- ↑ ATTRIBUTED TO MATTHEUS MERIAN THE YOUNGER BASEL 1621 - 1687 FRANKFURT PORTRAIT OF FRIEDRICH OF HESSE-ESCHWEGE, LANDGRAVE OF HESSE-ESCHWEGE (1617-1655). Consultado em 3 de maio de 2025.
Bibliografia
- K. Knetsch, Das Haus Brabant, Darmstadt (1918), S. 118 f.
- Oswald Collmann, Des Landgrafen Friedrich von Hessen Todesritt von Posen nach Kosten. In: Zeitschrift der historischen Gesellschaft für die Provinz Posen 19 (1904), S. 91-117
- Franz, Das Haus Hessen. Ein biographisches Lexikon, Darmstadt 2012, Nr. HK 19, S. 100 f. (Holger Th. Gräf)
