Frederica de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo

Frederica
Duquesa Consorte de Anhalt-Bernburgo
Período30 de outubro de 1834
a 19 de agosto de 1863
PredecessoraMaria Frederica de Hesse-Cassel
SucessoraTítulo abolido (Extinção da linhagem)
Regente de Anhalt-Bernburgo
Período18 de novembro de 1855
a 19 de agosto de 1863
MonarcaAlexandre Carlos
Dados pessoais
Nascimento9 de outubro de 1811
Castelo de Gottorf, Eslésvico, Ducado de Eslésvico
Morte10 de julho de 1902 (90 anos)
Alexisbad, Anhalt, Império Alemão
Nome completo
Frederica Carolina Juliana
MaridoAlexandre Carlos, Duque de Anhalt-Bernburgo
CasaEslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo (nascimento)
Ascânia (casamento)
PaiFrederico Guilherme, Duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo
MãeLuísa Carolina de Hesse-Cassel
ReligiãoLuteranismo

Frederica Carolina Juliana de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo (em alemão: Frederikke Karoline Juliane von Schleswig-Holstein-Sonderburg-Glücksburg; em dinamarquês: Frederikke Karoline Juliane til Slesvig-Holsten-Sønderborg-Glücksborg; Eslésvico, 9 de outubro de 1811 – Alexisbad, 10 de julho de 1902) foi a esposa do Duque Alexandre Carlos e Duquesa Consorte de Anhalt-Bernburgo de 1834 até a morte do marido, além de ter exercido a regência do ducado em razão da incapacidade mental deste, entre 1855 e 1863.

Nascimento e família

A princesa Frederica nasceu em 9 de outubro de 1811, na residência de seus avós, o Castelo de Gottorf, próximo à cidade de Eslésvico, no Ducado de Eslésvico.[1] Nasceu princesa de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck, filha duque Guilherme de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Beck e a princesa Luísa Carolina de Hesse-Cassel.[1] A recém-nascida recebeu o nome de sua avó, a condessa Frederica de Schlieben.[2]

Em 1825, o pai de Frederica passou então a adotar o título de duque de Eslésvico-Holsácia-Sonderburgo-Glucksburgo, em decorrência da extinção da linha sênior de Glucksburgo em 1824.

Casamento

Pouco antes da morte do pai de Frederica, o imperador Pedro I do Brasil, que havia ficado viúvo alguns anos antes, demonstrou interesse em contrair matrimônio com a princesa Frederica ou com sua irmã mais velha, a princesa Maria, não havendo, contudo, correspondência a esse interesse.[2]

Em vez disso, a princesa Frederica, então com 23 anos, casou-se em 30 de outubro de 1834, na residência de verão de seus pais, a casa de campo de Louisenlund, situada no fiorde de Schlei, com seu primo em segundo grau, seis anos mais velho, o duque Alexandre Carlos, governante do pequeno Ducado de Anhalt-Bernburgo, localizado no centro da Alemanha.[1]

Duquesa de Anhalt-Bernburgo

A duquesa Frederica de Anhalt-Bernburgo, por Wilhelm von Kügelgen.

O duque Alexandre Carlos adoeceu de esquizofrenia grave e, em razão da progressão constante de sua enfermidade mental, foi internado em novembro de 1855 no Palácio Hoym, onde passou o restante de sua vida sob a companhia e supervisão médica de seu camareiro, o pintor Wilhelm von Kügelgen. Em virtude de sua condição, a duquesa Frederica exerceu a regência de Anhalt-Bernburgo de 18 de novembro de 1855 até a morte do duque, em 19 de agosto de 1863.[3]

Regência

Como regente, a duquesa Frederica envolveu-se de maneira significativa em questões sociais e no desenvolvimento da mineração no ducado. Entre outras iniciativas, assegurou a restauração da Igreja Colegiada de São Ciriaco, em Gernrode, e a construção do terraço do Castelo de Bernburgo.[4]

Duquesa viúva

A duquesa viúva Frederica de Anhalt-Bernburgo, por Carl Jordan, 1896.

O duque Alexandre Carlos faleceu em 19 de agosto de 1863, no Palácio Hoym. Como o casamento entre Alexandre Carlos e Frederica não gerou descendência, a linhagem de Anhalt-Bernburgo extinguiu-se. O Ducado de Anhalt-Bernburgo foi, assim, herdado por um parente de Alexandre Carlos, o duque Leopoldo IV de Anhalt-Dessau, e Anhalt-Bernburgo uniu-se a Anhalt-Dessau para formar um único Estado, o Ducado de Anhalt. Como duquesa viúva, Frederica conservou o direito de residir nos castelos de Ballenstedt e de Bernburgo.[4]

A duquesa viúva Frederica passou então a viver no Castelo de Ballenstedt, em Anhalt, onde permaneceu até sua morte. Sobreviveu ao marido por 38 anos e faleceu aos 90 anos de idade, em 10 de julho de 1902, na pequena estância termal de Alexisbad, nas montanhas do Harz.[5]

A duquesa doou 10.000 volumes de sua biblioteca à biblioteca municipal de Ballenstedt, havendo também alguns exemplares provenientes de sua coleção na Biblioteca do Castelo de Glucksburgo.[6]

Referências

  1. a b c Montgomery-Massingberd, Hugh, ed. (1977). Burke's Royal Families of the World (em inglês). 1: Europe & Latin America. Londres: Burke's Peerage Ltd. p. 280. ISBN 0-85011-023-8 .
  2. a b Bramsen 1992, p. 94.
  3. «Anhalt-Bernburg». worldstatesmen.org (em inglês) .
  4. a b «Berühmte Bernburger : Herzogin Friedrike Caroline Juliane». bernburg.de (em alemão). Stadt Bernburg (Saale). Consultado em 22 de maio de 2025 .
  5. «Obituary». The Times (36817). 11 de julho de 1902. p. 8 .
  6. Jank, Dagmar (2019). Bibliotheken von Frauen: ein Lexikon. Col: Beiträge zum Buch- und Bibliothekswesen (em alemão). 64. Wiesbaden: Harrassowitz. p. 9. ISBN 9783447112000 .

Bibliografia

  • Bramsen, Bo (1992). Huset Glücksborg. Europas svigerfader og hans efterslægt (em dinamarquês). 2 2 ed. Copenhague: Forlaget Forum. ISBN 978-87-553-3230-0. OCLC 471920299 .