Frank Robbins
| Frank Robbins | |
|---|---|
| Nascimento | 9 de setembro de 1917 Boston |
| Morte | 28 de novembro de 1994 (77 anos) San Miguel de Allende |
| Cidadania | Estados Unidos |
| Ocupação | desenhista de banda desenhada, pintor, ilustrador, desenhista, escritor, roteirista |
| Obras destacadas | Johnny Hazard |
| Causa da morte | enfarte agudo do miocárdio |

Frank Robbins (9 de setembro de 1917 - 28 de Novembro de 1994) foi um quadrinista e pintor estadunidense. Robbins foi o autor da tira de jornal Johnny Hazard publicada entre 1944 e 1977 e distribuída pela King Features Syndicate.[1]
Primeiros anos
Nascido em Boston, Robbins recebeu ainda na adolescência uma bolsa da Fundação Rockefeller e bolsas de estudo para o Museu de Boston e para a Academia Nacional de Design em Nova York. Robbins casou-se com Bertha em 1945 e teve dois filhos, Michael e Laurie Robbins.
Carreira
O início da carreira de Robbins incluiu trabalhos como assistente de Edward Trumbull nos murais do edifício da NBC, além da criação de materiais promocionais para a RKO Pictures.[2]
Tiras de jornal
Entre fevereiro e abril de 1939, Frank Robbins ilustrou a tira de faroeste Lightnin’ and Lone Rider para a Associated Features Syndicate, roteirizada por Robert W. Farrell, incialmente ilustrada po Jack Kirby.[3] No mesmo ano, a Associated Press contratou Robbins para assumir a tira de aviação Scorchy Smith, que ele desenhou até 1944. Em seguida, criou a tira Johnny Hazard, na qual trabalhou por mais de três décadas, até seu encerramento em 1977. A versão em revista em quadrinhos de Johnny Hazard foi publicada pela Standard Comics de agosto de 1948 a maio de 1949. As tiras dominicais foram republicadas em um volume colorido pelo Pacific Comics Club. Outras reimpressões foram feitas pelas editoras Pioneer Comics e Dragon Lady Press.[4]
Revistas em quadrinhos
Em 1968, Robbins começou a trabalhar como roteirista para a DC Comics. Sua primeira história para a editora foi publicada em Superman's Girl Friend, Lois Lane #83 (maio de 1968). Ele se tornou roteirista de Superboy[5] a partir da edição #149 (julho de 1968) e, #mês seguinte, passou a escrever para Batman e Detective Comics. Robbins e o artista Irv Novick criaram a história que revelou o sobrenome de Alfred Pennyworth em Batman #216 (novembro de 1969).[6] Posteriormente, foi revelado que Robbins apenas utilizou o nome previamente criado pelo ex-editor da DC, Whitney Ellsworth, para a tira de jornal do Batman.[7]
A dupla Robbins-Novick foi essencial para trazer de volta o clima gótico ao personagem, como na história "One Bullet Too Many".[8][9]
Trabalhando com o editor Julius Schwartz e com os artistas Neal Adams e Irv Novick, Robbins revitalizou o Batman com uma série de histórias marcantes, resgatando sua natureza sombria e introspectiva.[10] Ele introduziu o personagem Jason Bard como coadjuvante em Detective Comics #392 (outubro de 1969) e escreveu várias histórias secundárias com ele.[11] Robbins e Neal Adams co-criaram o Homem-Morcego (Man-Bat) em Detective Comics #400 (junho de 1970). Junto a Novick, Robbins criou o Homem dos Dez Olhos (Ten-Eyed Man) em Batman #226 (novembro de 1970)[12] e o Fantasma (Spook) em Detective Comics #434 (abril de 1973).[13]
Robbins também ajudou a lançar a revista Plop! e chegou a desenhar brevemente a versão licenciada de O Sombra (The Shadow) da DC antes de se transferir para a Marvel Comics. Lá, ele lançou a série Os Invasores (The Invaders) com o roteirista Roy Thomas em 1975, co-criando os personagens Union Jack, Spitfire e os Comandos Mirins (Kid Commandos). Outros trabalhos para a Marvel incluíram histórias do Capitão América (Captain America) e Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider), bem como personagens licenciados como Human Fly e O Homem do Atlantis (Man from Atlantis). Seu último trabalho original foi publicado na revista em preto e branco The Tomb of Dracula, vol. 2, #2 (dezembro de 1979).
Últimos anos e morte
Robbins mudou-se para San Miguel de Allende, #México, e passou seus últimos anos dedicado à pintura. Ele faleceu de ataque cardíaco em 28 de novembro de 1994.
Legado
A coleção Frank Robbins na Universidade de Syracuse possui 1.090 tiras originais de Johnny Hazard, consistindo em 934 tiras diárias e 156 tiras dominicais. Criadores de quadrinhos que citam Robbins como influência incluem Chris Samnee.
Referências
- ↑ Frank Robbins Cartoons
- ↑ Reynolds, Moira Davison (2015). Comic Strip Artists in American Newspapers, 1945-1980. Jefferson, North Carolina: McFarland & Company. p. 132. ISBN 978-0-7864-1551-9
- ↑ Holtz, Allan (26 de setembro de 2017). «Mystery Strip Found! Kirby's Lightnin' and the Lone Rider». Stripper’s Guide to Newspaper Comics History (em inglês). Consultado em 29 de setembro de 2025
- ↑ Markstein, Don (2010). «Johnny Hazard». Don Markstein's Toonopedia. Consultado em December 15, 2013. Cópia arquivada em May 26, 2024 Verifique data em:
|acessodata=, |arquivodata=(ajuda) - ↑ Levitz, Paul (2010). «The Silver Age 1956-1970». 75 Years of DC Comics The Art of Modern Mythmaking. Cologne, Germany: Taschen. p. 325. ISBN 9783836519816.
In 1969, Superboy...swerved radically from the complacent Super-house style once writer Frank Robbins came aboard...Overnight the comic was reinvented with realistic teen angst, natural dialogue, and a sex appeal that was only aided by the inks of good-girl artist Wally Wood.
- ↑ Forbeck, Matt (2014). «1960s». In: Alastair Dougall. Batman: A Visual History. London, United Kingdom: Dorling Kindersley. p. 103. ISBN 978-1465424563.
Writer Frank Robbins and artist Irv Novick revealed Alfred's last name as Pennyworth.
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- ↑ McAvennie, Michael (2010). «1960s». In: Hannah Dolan. DC Comics Year By Year A Visual Chronicle. London, United Kingdom: Dorling Kindersley. p. 135. ISBN 978-0-7566-6742-9.
When Dick Grayson moved out of Wayne Manor to begin college, writer Frank Robbins and artist Irv Novick orchestrated a chain reaction of events that forever altered Batman's personality.
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- ↑ Greenberger, Robert; Manning, Matthew K. (2009). The Batman Vault: A Museum-in-a-Book with Rare Collectibles from the Batcave. Philadelphia, Pennsylvania: Running Press. p. 26. ISBN 978-0-7624-3663-7.
Editor Julius Schwartz had decided to darken the character's world to further distance him from the camp environment created by the 1966 ABC show. Bringing in the talented [Dennis] O'Neil as well as the innovative Frank Robbins and showcasing the art of rising star Neal Adams...Schwartz pointed Batman in a new and darker direction, a path the character still continues on to this day.
- ↑ Wells, John (May 2013). «The Master Crime-File of Jason Bard». Raleigh, North Carolina: TwoMorrows Publishing. Back Issue! (64): 39–43 Verifique data em:
|data=(ajuda) - ↑ McAvennie "1970s" in Dolan, p. 141: "Scripter Frank Robbins and artist Irv Novick gave Batman two handfuls of trouble in this issue."
- ↑ Manning, Matthew K. "1970s" in Dougall, p. 114: "Scripter Frank Robbins and penciller Irv Novick introduced a new villain, the green-robed Spook, in this comic."