Francisco do Rego Barros (Salinas)
Francisco do Rego Barros (Olinda, 1593) foi um juiz ordinário e de órfãos, além de vereador e presidente da Câmara de Olinda.[1]
Filho de pais nobres e ricos, mantinha nas proximidades de sua residência, além do mais, um serviço de aproveitamento de sal, mais conhecido como As salinas. E nas primeiras décadas do século XVII, uma animada povoação havia se constituído em volta daquela fabricação de sal.
Em 1630, quando os holandeses invadiram Pernambuco sua primeira investida foi contra a propriedade das salinas de Rego Barros, que não era bem protegida, mas os locais resistiram corajosamente, recebendo os invasores com grossa metralha. Apenas ao fim de várias tentativas é que a propriedade cairia em poder dos invasores.[1]
Em dia 15 de janeiro de 1654, quando os pernambucanos obtiveram uma grande vitória com a conquista do Forte das Salinas, ali instalado, e sendo o dia 15 consagrado a Santo Amaro, atribuiu-se a vitória a um milagre desse santo. Derrotados os holandeses, de uma vez por todas, pôde Francisco do Rego Barros, agora com o título de capitão e foro de fidalgo da Casa Real (por especial mercê de D. João IV), retornar às suas terras e Às salinas.
Quando faleceu, o seu filho mais velho Luís do Rego Barros, construiu, em 1681, uma capela sob a invocação de Santo Amaro - o protetor de seu pai -, sobre as ruínas do Forte das Salinas.[1]
Procedeu da mesma forma o seu irmão João do Rego Barros, quando mandou erguer a Igreja de Nossa Senhora do Pilar sobre os alicerces do Forte de São Jorge.[1]
Em uma pequena capela da Igreja de São Francisco, em Olinda, onde se observa um velho altar entalhado, (talvez da época do convento primitivo), encontra-se a sepultura do capitão Francisco do Rego Barros e de sua esposa, Arcângela da Silveira, coberta por uma lápide de mármore e apresentando um brasão de armas.[1]