Francisco de Santa Maria Quintanilha
Frei Francisco de Santa Maria Quintanilha
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| Prior Provincial Comissário Geral e Reformador da Província Carmelitana Fluminense | |
| Atividade eclesiástica | |
| Diocese | Rio de Janeiro |
| Nomeação | 27 de abril de 1753 |
| Mandato | 1753-1762 |
| Ordenação e nomeação | |
| Dados pessoais | |
| Nascimento | Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro 1708 |
| Morte | Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro 1775 |
| Funções exercidas | Capelão dos Carmelitas Terceiros do Rio de Janeiro entre 1743 e 1753
Prior Provincial dos Frades Carmelitas do Rio de Janeiro entre 1753 e 1762 |
| Categoria:Igreja Católica Categoria:Hierarquia católica Projeto Catolicismo | |
Padre Mestre Doutor Frei Francisco de Santa Maria Quintanilha, O.Carm., nascido Francisco de Proença Quintanilha (Rio de Janeiro, 1708 - Rio de Janeiro, 1775), foi um Frade que governou a Província Carmelitana Fluminense entre 1753 e 1762 como Prior Provincial Comissário Geral e Reformador dos religiosos da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo do Rio de Janeiro.
Biografia
Francisco do Rego Quintanilha nasceu em 1708 na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Era filho primogênito do português Damião do Rego Quintanilha (1659-1718) com a sua segunda esposa, Maria de Proença Magalhães. Teve ao menos quatro irmãos: Margarida, Damião, Teresa e Félix. Era também neto paterno de Francisco do Rego e Sá e sua esposa Margarida Nunes, e materno de Félix de Proença Magalhães e sua esposa Águeda Gomes Sardinha.[1]
Professou na Ordem do Carmo do Rio de Janeiro como Frei Francisco de Santa Maria Quintanilha. Era irmão de sangue e de hábito do Frei Damião da Natividade Quintanilha. Entre 1743 e 1753, foi capelão da Ordem Terceira do Carmo do Rio de Janeiro até ser eleito Superior da Província Carmelitana Fluminense no Capítulo Provincial celebrado em 27 de abril de 1753.[2]
Em 1756, por patente do Prior Geral da Ordem do Carmo, Frei Joaquim Maria Pontalti, foi investido no cargo de Comissário Geral de Roma e Reformador da Província Carmelitana Fluminense, permanecendo no cargo de Provincial por mais dois triênios, entre 1756 e 1762, quando renunciou e foi sucedido pelo Frei Manoel Ângelo.
Em 1775, já era falecido, pois neste ano, em 13 de novembro, o seu irmão Félix de Proença Quintanilha celebrou escritura com o Prior do Convento do Carmo do Rio de Janeiro sobre os seus bens.[2]
Ordens Terceiras do Carmo
Durante o governo do Frei Francisco de Santa Maria Quintanilha, entre 1753 e 1762, floresceram os sodalícios das Ordens Terceiras do Carmo na Província Carmelitana Fluminense, que foram erigidos por ele, como delegado do Prior Geral da Ordem.
A Ordem Terceira do Carmo em Ouro Preto, antiga Vila Rica, Minas Gerais, foi erigida em 15 de maio de 1751 por patente do Prior Geral da Ordem, Frei Aloísio Laghi, confirmada pela Santa Sé Apostólica em 19 de julho de 1755.[3] Reclamando pela distância, quiseram alguns Carmelitas Terceiros professos em Ouro Preto se estabelecerem noutros lugares nas Minas Gerais, o que levou o Provincial do Carmo do Rio de Janeiro, o já mencionado Frei Francisco de Santa Maria de Quintanilha, a intervir.
Atendendo a súplica dos Carmelitas Terceiros residentes em Mariana, Minas Gerais, o Provincial autorizou a fundação desse sodalício por patente de 17 de outubro de 1758.[4] No ano seguinte, em 22 de março de 1759, autorizou a fundação do sodalício de Diamantina, Minas Gerais.[5] Estabelecida a Ordem Terceira do Carmo em Campos dos Goytacazes pelo Frei Ignácio Martins de Santa Bárbara, erigiu canonicamente este sodalício em 13 de maio de 1759.[6] Mais tarde, em 8 de abril de 1761, autorizou a fundação da Ordem Terceira do Carmo em Sabará, Minas Gerais, que foi instalada solenemente pelo Frei José de Jesus Maria no dia 21 de junho do mesmo ano.[7]
Referências
- ↑ «Family Search»
- ↑ a b SILVA, Leandro Ferreira Lima da (2018). Regalismo no Brasil Colonial: a Coroa Portuguesa e a Ordem do Carmo, Rio de Janeiro, 1750-1808. São Paulo: Intermeios. p. 111 e 342
- ↑ «Patente em latim anexa ao requerimento da Ordem Terceira do Carmo de Vila Rica à Coroa portuguesa»
- ↑ «Patente anexa ao requerimento da Ordem Terceira do Carmo de Mariana à Coroa portuguesa»
- ↑ Livro de Termo. Ordem Terceira do Carmo de Diamantina: [s.n.] 1750. p. 9
- ↑ RIBEIRO, Pedro Henrique Rodrigues (2025). Do Monte Carmelo à Planície Goitacá. Campos dos Goytacazes: [s.n.] p. 75
- ↑ PASSOS, Zoroastro Vianna (1940). Em torno da história do Sabará. Rio de Janeiro: [s.n.] p. 87